O Moreirense recebe esta quarta-feira o Benfica para a Primeira Liga. Eis o que disse o treinador Vasco Botelho da Costa.
Vasco Botelho da Costa já fez a antevisão do Moreirense x Benfica, jogo da terceira jornada da Primeira Liga. A partida está marcada para esta quarta-feira, dia 9 de setembro, pelas 20h45 e terá lugar no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Eis o que disse o treinador:
«Os jogos são todos difíceis. Além de termos que jogar com o excelente valor do nosso adversário, temos aqui o handicap extra que é a questão do tempo e da recuperação. Nós normalmente passamos o onze no dia anterior, desta vez temos que esperar até amanhã, porque efetivamente é uma novidade para nós. Isto é tudo muito físico e, portanto, nós reagimos a estímulos. Uma coisa é os nossos jogadores estarem permanentemente habituados a jogar de três em três dias, outra coisa é não estarem. Como é óbvio, trabalhamos para estar, para chegar todos a esse patamar um dia, o que é bom, mas ao contrário daquilo que parece não estamos a falar de uma eliminatória europeia. E, portanto, sem dúvida que esse vai ser o nosso primeiro grande adversário. Agora, a verdade é que não podemos fazer nada, sabíamos que ia ser assim e, portanto, tentar pôr isso de parte, preparar o jogo da melhor forma possível, sabendo que também temos aqui algumas condicionantes, nomeadamente no meio campo, com a não utilização do João Veloso [emprestado pelo Benfica] e a expulsão do Liberato. Olhar para isto como uma oportunidade de crescimento e de evolução, até para nós, enquanto equipa técnica. Ter que preparar jogos num curto espaço de tempo acaba por ser uma novidade».
Vasco Botelho da Costa recordou o último jogo com o FC Porto e disse o seguinte:
«No mínimo, temos que igualar os índices competitivos que tivemos no último jogo, mas, preferencialmente, superá-los. De resto, são jogos diferentes, principalmente do ponto de vista tático, a forma como temos que atacar, a forma como temos que defender. Não estamos a falar de dois adversários que jogam de igual maneira. Sem poder ir muito ao campo e preparar esse aspeto, sabemos que a nossa primeira grande preocupação para este jogo é o lado competitivo, é o chamado andamento, é a intensidade. Temos que, de alguma forma, ter capacidade para superar aquilo que fizemos no último jogo se quisermos ser competitivos e lutar pelo resultado, como queremos muito. Contamos também muito com o apoio dos nossos adeptos. É importante para nós que fique bem vincado que é o estádio do Moreirense, os nossos adeptos estão presentes a puxar por nós, porque precisamos de todo o apoio possível para conseguirmos dar uma boa resposta».
«O jogo, do ponto de vista tático, vai ser diferente. E, portanto, é complicado eu fazer aqui uma analogia em termos de números. Nós estamos numa fase do jogo em que a dimensão física, a intensidade, o andamento, a agressividade, está com muito, muito peso e com muita influência. Isso vê-se no próprio padrão de contratação de grande parte dos clubes. Agora, o jogo depois não deixa de ter o lado tático. E é aí que o jogo é bastante diferente. Nós acreditamos que para conseguirmos ter sucesso, temos que, no mínimo, igualar esse lado competitivo do jogo com as melhores equipas do campeonato. Estamos a falar de uma equipa que coloca muita gente entre linhas, força muito o jogo interior, mas também, quando o jogo vai para fora, tem capacidade para conseguir desequilíbrios a partir do jogo exterior. E depois, ofensivamente, os espaços que nos dá acabam por ser diferentes do que o nosso último adversário. Daí eu dizer que o jogo é completamente diferente», disse também Vasco Botelho da Costa.
Vasco Botelho da Costa abordou baixas no meio-campo:
«É o que é, não os temos presentes. O nosso plantel é um plantel apetrechado, com diferentes soluções. Obviamente que o mercado fechou há muito pouco tempo, ainda precisamos de tempo. Quem estiver vai estar em grande nível e vai, como todos nós no Moreirense, lutar pelos três pontos amanhã».



