Vasco Seabra analisou a vitória do Arouca por 1-0 frente ao Vitória SC, na primeira jornada da Primeira Liga. O treinador respondeu à pergunta do Bola na Rede.
Vasco Seabra marcou presença na conferência de imprensa, após o triunfo do Arouca por 1-0 frente ao Vitória SC, na ronda inaugural da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio D. Afonso Henriques e, no final do encontro, teve oportunidade de colocar uma questão ao treinador.
Bola na Rede: Na segunda parte foi o Arouca foi capaz de controlar um pouco melhor o ritmo de jogo com Fukui mais subido, em vez de o duplo pivot que integrava na primeira parte, reduzindo os elementos da pressão e abrindo espaço para os centrais progredirem com bola. O que viu no jogo que o levou a fazer esse ajuste? E quão importante é Fukui para a primeira fase do Arouca?
Vasco Seabra: O Fukui é estratosférico. Um jogador de outro patamar, de outro nível, a todos os níveis é extraordinário. Não posso elogiar muito senão pode correr mal… Mas ele precisa de mais um ano para ficar no ponto caramelo. O Fukui é muito importante em tudo que faz: na forma como o pisa a relva, na forma como toca, na forma como descobre as soluções, como remata, na forma como atualmente defende. A verdade é que tudo que nós estávamos a dizer ao intervalo que o Vitória estava a alternar na pressão entre ser o Samu a ir ao Fontán, ou muitas das vezes ser Gustavo (Silva). Nós tínhamos que conseguir encontrar qual era o momento certo para descobrir o homem livre. Ou seja, nós sentíamos que quando ia ao Samu, então aí nós tínhamos que tentar chamar o Mateo para a construção, para que ele pudesse jogar fora para depois ligar dentro para o Fukui. Porque o Samu saía do Fukui para o Fontán, libertava o Fukui e nós queremos descobri-lo assim. Quando era o Gustavo, nós tínhamos de tentar fazer precisamente o contrário, porque era o Mateo que ficava livre e queríamos chamar o Fukui à construção. Isso acabou por acontecer mais vezes na segunda parte, o que nos permitiu passar mais da primeira fase para segunda fase, estabilizando um pouco mais a equipa com bola. Não é que tínhamos tido um domínio avassalador na segunda parte, mas pelo menos fez-nos respirar mais vezes e fez-nos conseguir descobrir mais momentos da que temos no jogo com bola.



