A Ericeira vai manter-se no calendário do circuito Challenger Series da World Surf League (WSL) na temporada 2026/27. A organização revelou a redução para cinco provas principais e alterou o modelo de acesso ao escalão de elite.
De acordo com World Surf League (WSL), a etapa portuguesa vai realizar-se entre 6 e 12 de outubro deste ano, na praia de Ribeira D’ilhas. A próxima época do Challenger Series terá início em Ballito (África do Sul), passando por Huntington Beach e pela estreia de São Sebastião (Brasil), antes de terminar em Newcastle (Austrália). A complementar estas cinco etapas – onde a vitória vale dez mil pontos -, o ranking de qualificação passará também a contabilizar três provas internacionais de categoria QS6000 (Saquarema, Cloud 9 e Taiwan).
Com estas alterações, que ditam a saída de Pipeline das contas globais de acesso, o novo circuito interligado irá determinar os dez melhores surfistas masculinos e as seis melhores femininas que garantem vaga no World Tour de 2027.
Num circuito que mistura ex-atletas do escalão principal com jovens talentos, o surf nacional masculino apresenta-se com contextos distintos. Frederico «Kikas» Morais assume-se como o «capitão» da armada lusa devido à sua vasta experiência e tem o objetivo claro de regressar ao Championship Tour. A seu lado estará Guilherme Ribeiro, o atual expoente máximo da nova geração que garantiu o lugar através do ranking regional europeu, procurando afirmar-se contra os melhores do mundo. A estes nomes poderão ainda juntar-se jovens como Afonso Antunes ou Joaquim Chaves, caso consigam os pontos necessários ou recebam wildcards.
Recorde-se que, no setor feminino, Teresa Bonvalot continua a ser uma presença fortíssima no Challenger Series, lutando etapa a etapa para chegar ao escalão principal. O grande objetivo da atual campeã nacional é juntar-se a Yolanda Hopkins e a Francisca «Kika» Veselko, atletas que já têm o seu lugar assegurado na elite do surf mundial.



