Na antevisão à final da Supertaça de Espanha, Xabi Alonso refletiu sobre a estratégia para bater o Barcelona e falou sobre o regresso de Kylian Mbappé.
A final da Supertaça de Espanha será disputada na Arábia Saudita, às 19h deste domingo, entre o Barcelona e o Real Madrid. Na antevisão à partida, Xabi Alonso abordou a possibilidade de Kylian Mbappé entrar em campo e falou sobre o que espera ver durante o encontro.
O espanhol começou por falar sobre o estado físico de Kylian Mbappé:
«Ele está muito melhor. Decidimos não acelerar para o jogo com o Atlético de Madrid, mas já tendo em vista que ele podia vir para a final. Chegou ontem e vai treinar hoje com a equipa. Decidiremos se joga de início ou se entra depois. É uma decisão que tomaremos com o jogador, os técnicos e os médicos. Há que avaliar o risco, o momento em que estamos e o que arriscamos. Não somos kamikazes na hora de tomar decisões. É um risco controlado».
De seguida, falou sobre a estratégia para o embate com o Barcelona:
«São 90 minutos, tudo pode acontecer e estamos preparados para ganhar o jogo. Acreditamos nisso e estamos convencidos de que podemos fazê-lo. Será um jogo com momentos para tudo. Temos de estar convencidos do que estamos a fazer e com a energia e a organização necessárias. Conhecemos bem o Barcelona e eles conhecem-nos bem. A esta altura, não há segredos e temos de fazer um jogo completo quando tivermos a bola e quando defendermos na fase em que estivermos, seja mais alta ou mais baixa. Há muitos jogadores importantes no Barcelona».
Xabi Alonso refletiu também sobre o peso da possível conquista e a falta de descanso:
«Ganhar o título será uma alegria partilhada com toda a gente e com todos os adeptos do Real Madrid. Não encaro isso como uma libertação. (…) Com mais tempo de descanso, tem-se mais recuperação, mas foi assim que saiu o sorteio, calhou-nos a segunda semifinal e isso não se pode mudar. Agora temos de usar o tempo da melhor forma possível, ser eficientes individual e coletivamente para preparar uma final contra uma equipa exigente, em que o aspeto futebolístico, mental e emocional dos diferentes momentos serão importantes».
O perfil emocional de Vinícius Junior foi outro dos temas abordados:
«Cada jogador é diferente e, em cada momento, também é preciso ter essa inteligência emocional para saber como se aproximar. O Vini Jr. é muito emocional e é preciso saber como lidar com ele e estar perto dele. Os colegas comunicam muito bem com ele e a equipa técnica também. É uma questão de momentos e ele voltará a jogar ao seu alto nível, a desfrutar e a ser decisivo. Amanhã precisamos dele, sem dúvida, e pode ser um bom momento para ele. Lembro-me de finais em que ele foi decisivo e amanhã temos um grande jogo, uma final contra o Barcelona, um Clássico. Espero que possamos vê-lo sorrir e com essa alegria».
Sobre as dificuldades que a defesa tem sentido, o técnico do Real Madrid referiu:
«Tanto Asencio como Rüdiger e Huijsen estão melhor. Esta tarde vamos treinar e teremos as últimas avaliações para podermos decidir. É uma zona em que estamos a sofrer mais instabilidade na hora de poder contar com mais jogadores disponíveis e isso stressa mais os jogadores porque têm de jogar mais e fazer um esforço extra. Temos de conviver com isso. Amanhã temos a oportunidade de jogar a final e tenho a certeza de que, muitas vezes, a motivação da oportunidade que temos diminui o incómodo que possa existir. A energia vai ser boa».
Por fim, falou sobre a preparação física e a relação com o plantel:
«Não fazemos um planeamento a pensar em ter picos ou altos e baixos, mas sim num nível de preparação física ideal para toda a época, porque todos os momentos da época são importantes. O fator lesões faz com que a distribuição das cargas seja diferente e que os jogadores fiquem mais stressados nesse aspecto. A equipa técnica e o departamento médico trabalham nisso. O Pintus faz parte deles, tal como outros profissionais muito bons que temos. Nisso, há uma colaboração muito boa. (…) Todos os projetos evoluem com o tempo e sinto que neste projeto, no qual estamos há quatro meses e pouco, sem contar com o Mundial, estamos a evoluir em termos futebolísticos, emocionais e no sentimento de espírito de equipa. Na equipa técnica, sentimo-nos muito ligados aos jogadores e estes jogos com esta importância podem ter um grande impacto no que resta. Vivemos isso com muita implicação, com muita energia, e os jogadores estão comprometidos com o momento em que estamos e com o que está por vir. Não será decisivo, mas o jogo de amanhã será importante.»

