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Óscar Góis: «Em Abu Dhabi devia ter sido como em Baku: bandeira vermelha»

Bernardo Figueiredo · 3 min

Óscar Góis Formula 1
Foto: BnR

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Concluído o último Grande Prémio de Fórmula 1, o Bola na Rede TV foi dedicado à incrível temporada da categoria rainha com a participação de um convidado especial: Óscar Góis, narrador das provas de Fórmula 1 na Eleven Sports.

De regresso a uma casa que bem conhece, Óscar Góis esteve à conversa com o nosso painel e deixou as suas considerações sobre a temporada. Para quem não viu (antes de mais, fez mal, porque deve ter estado atento), aqui fica um pequeno apanhado do que foi discutido (apanhado esse que não vai incluir a luta Lewis Hamilton e Max Verstappen, bem como a opinião sobre como devia ter sido decidido a polémica do acidente de Nicholas Latifi, esse deixamos para ser visto no YouTube do Bola na Rede TV).

Começando por Sergio Pérez. O mexicano, que no ano passado estava na Racing Point, chegou a ter a possibilidade de não ter qualquer lugar na grelha deste ano, devido à chegada de Sebastian Vettel e à manutenção de Lance Stroll na equipa que se passou a chamar Aston Martin. E para Óscar Góis, é claro. A Red Bull chamou Pérez porque queria fazer de Max Verstappen campeão do mundo.

Mesmo tendo acabado em DNF, a corrida de Pérez em Abu Dhabi é provavelmente “a segunda melhor corrida” do piloto, depois de Sakhir em 2020. A defesa de Pérez a Hamilton nas voltas 20 e 21 foi destacada, num ano em que Pérez não foi sempre consistente, mas sempre que precisou de ajudar Verstappen, fê-lo.

A corrida de Yuki Tsunoda (AlphaTauri), bem como o fim de carreira de Kimi Räikkönen (Alfa Romeo), também foram destacados.

Pelo lado negativo de Abu Dhabi, o painel assinalou o facto de Valtteri Bottas não ter conseguido ser útil para a estratégia da Mercedes, tal como Pérez foi para a Red Bull. O outro finlandês da grelha, Kimi Räikkönen, não conseguiu fazer uma última corrida da carreira assinalável, abandonado inclusive. Também Charles Leclerc (Ferrari) e Daniel Ricciardo (McLaren) estiveram abaixo das expetativas, em carros que prometiam prestações superiores.

Falando da época em geral, Óscar Góis destacou Carlos Sainz (Ferrari) como uma das figuras do ano. Sendo a sua primeira época na Ferrari, foi quinto no campeonato, atrás dos pilotos da Red Bull e Mercedes. Um segundo lugar no Mónaco, três terceiros na Hungria, Rússia e Abu Dhabi e ainda sem qualquer abandono, algo que poucos pilotos podem dizer.

Na mesma ordem de ideias, a Ferrari mereceu um destaque positivo pela sua consistência durante a temporada, com um piloto novo e outro ainda jovem. Subiram do sexto para o terceiro lugar no campeonato de construtores e eliminaram as dificuldades que normalmente sentiam na estratégia de corrida. Menções positivas também para a AlphaTauri e para a Williams.

Nas desilusões, Óscar Góis preferiu não incluir nenhum rookie nesta categoria, mas acabou por falar de Lance Stroll. O canadiano, que vai na sua terceira época ao serviço da Aston Martin (mesmo contando com os anos em que a equipa tinha outros nomes), terminou nove pontos atrás de Sebastian Vettel, que se destacou com três top-5, um deles um segundo lugar em Baku (podia ser outro na Hungria, mas o alemão foi desclassificado pela questão do combustível).

Apesar de uma boa corrida no Catar, com um sexto lugar, Stroll não se conseguiu destacar. Nas equipas, a Alfa Romeo terminou no nono lugar do campeonato de construtores, um resultado abaixo das expetativas tendo em conta os motores Ferrari. Kimi e Giovinazzi foram fazendo o que podiam, mas o carro não tinha andamento, levando mesmo a equipa a terminar atrás da Williams, que não pontuou em 2020.

No fundo, foi sensivelmente uma hora e 45 minutos bem passados, a discutir aquela que foi uma grande, grande época de Fórmula 1, cuja competição vai agora de férias e regressa em 2022. No próximo ano haverá novos regulamentos, novos pilotos nas equipas e talvez os mesmos candidatos ao título. Para quem ficou curiosidade, a conversa pode ser vista no YouTube do Bola na Rede.

Bernardo Figueiredo

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