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«Eu acredito que sou o melhor do mundo» – Entrevista a André Fialho

Gonçalo Caseiro · 4 min

«Eu acredito que sou o melhor do mundo» – Entrevista a André Fialho

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André Fialho (8-0) volta a combater na Bellator este fim-de-semana, de dia 3 para 4 de Dezembro, às 02h00 da madrugada. Pela primeira vez, o combate será transmitido em directo. O adversário será Chidi Njokuani (15-4), o qual André considera ser “melhor do que todos” contra quem já lutou até agora.

Bola na RedeFinalmente, a SIC Radical vai transmitir o teu combate em directo. Qual é a sensação?

André Fialho: É um sentimento muito especial saber que Portugal vai estar a assistir. Claro que fiquei muito contente, estou bastante grato. Algo vai ficar na história: acho que é a primeira vez que vão passar em direto um combate internacional onde um português luta… Estamos a caminhar para fazer história mais uma vez.

BnR: Há seis meses disseste que San José não se comparava nada a Portugal. Seis meses depois, como te sentes aí?

AF: Começo a conhecer melhor isto. Tal como disse na altura, a Califórnia tem coisas boas e as minhas condições de vida estão a melhorar, estou a poder começar a aproveitar um pouco. Mas continua sem se comparar a Portugal. Nada tem a ver com o paraíso que é Portugal.

BnR: Como está a correr o campo de treino?

AF: Correu bem. Tive umas pequenas lesõezitas, não pude fazer contacto durante a maior parte do campo, mas correu bem.

No seu último combate, Fialho venceu Rick Reger por KO no primeiro round Fonte: Facebook Oficial de André Fialho
No seu último combate, Fialho venceu Rick Reger por KO no primeiro round
Fonte: Facebook Oficial de André Fialho

BnR: A recente lesão do Daniel Cormier, que fez com que tivesse de ser retirado do cartaz do UFC 206, levou a que, novamente, surgissem muitas críticas à AKA, devido à quantidade de atletas que se lesionam. Porque é que achas que isso acontece?

AF: Existem uma data de lesões. Eu acredito que aconteça porque o nível é bastante alto, somos todos competitivos e às vezes puxamos mais do que devemos. Fazemos bastante contacto, talvez seja por isso. Mas acho que é mais coincidência ter havido tantas lesões e ter acontecido tantas vezes no nosso ginásio.

BnR: Como está a correr o corte de peso?

AF: Eu perco cerca de 10 kg. Normalmente tenho 87 kg, às vezes tenho 90, mas tento-me manter nos 87. Agora estou por volta dos 84… Agora devo estar com menos, hoje devo estar para aí com 82. Devo ter 5 kg para perder esta semana, por isso está ótimo. [As pesagens decorreram dia 2, às 22h de Portugal]

BnR: Sobre o Chidi Njokuani – que problemas achas que te pode trazer?

AF: O Chidi é um grande lutador, melhor do que todos contra quem eu já lutei. Vai ser um bom teste. Ele é bastante grande, tem bom reach, é muito bom de pernas, o que pode ser o que me vai dar problemas. Mas, como já disse, eu acredito que estou noutro nível e vou prová-lo sábado à noite.

BnR: Não temos visto muito do teu jogo de chão nos dois combates na Bellator, até porque foram bastante curtos. Este combate não será uma boa oportunidade para o fazer?

AF: Se vir oportunidade, talvez leve o combate para o chão, sim senhor. Talvez vejam algo de novo nesta luta (risos).

 

BnR: Como te sentes na Bellator e como está a tua situação contratual?

AF: O primeiro contrato que tive com o Bellator era de três lutas: a primeira com o Manny Mehraz, a segunda com o Rick Reger e, antes da terceira luta, eles têm de reassinar. Eu reassinei por mais quatro lutas. Esta vai ser a primeira luta das quatro, do novo contrato. Vamos ver. Eles deram-me um contrato como se eu fosse só mais um, e eu quero mostrar-lhes sábado à noite que não sou só mais um. Vou lutar por um novo contrato, dizendo assim.

BnR: Há seis meses fiz-te a mesma pergunta, mas sinto que faz sentido fazê-la de novo. Vendo a forma como o McGregor promove, como fala, como se envolve no lado mais empresarial do MMA, continuas a achar que estas acções de promoção não são assim tão importantes? É inegável que o desporto ganhou outra projeção com o que tem feito o McGregor.

AF: Claro que sim, claro que é importante promover as lutas. Ele sem dúvida que o sabe fazer, mas é a maneira de ele ser. Eu tenho de ser eu. A maneira de eu promover as lutas é pôr a malta a dormir. A minha maneira de lutar é a minha maneira de ser. Acredito que os fãs têm de gostar de mim por aquilo que eu sou. Tenho intenções de conquistar o mundo sendo aquilo que sou.

Para além do excelente striking, o lutador português revela estar a melhorar o seu jogo no chão Fonte: Facebook Oficial de André Fialho
Como complemento ao seu excelente striking, o lutador português revela estar a melhorar o seu jogo no chão
Fonte: Facebook Oficial de André Fialho

BnR: A Bellator não tem rankings oficiais. Por isso, é difícil situar-te na tua divisão. Onde achas que uma vitória sobre o Chidi te deixa?

AF: Pelo que eu vi a Bellator há uns tempos fez um post do Top 8 de lutadores que poderiam ter o cinto para o próximo ano e eu era um deles. Por isso, acho que estou no top 8. Vencendo esta luta agora, dependo da maneira como eu vencer, da minha performance, acredito que estarei bastante perto do título.

BnR: Quando olhas para o topo da tua categoria de peso, para adversários como Douglas Lima, Koreshkov, Michael Page, Paul Daley e Rory McDonald, onde achas que André Fialho se situa entre eles?

AF: Eu acredito que sou o melhor do mundo.

BnR: A ambição mantém-se a mesma? Ter o cinto até final de 2017 e trazer a Bellator a Portugal?

AF: Sem dúvida, o objetivo é ser campeão do mundo até ao final de 2017. Eu queria fazer uma pequena desarrumação a seguir à luta, quando me dessem o microfone, para levar a Bellator a Portugal. Mas eu ainda não sei o quão grande sou aí e a quantidade de gente que eu poderia atrair, portanto vamos ver. Vamos deixar a minha performance falar por si.

Foto de Capa: Bellator MMA

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Gonçalo Caseiro

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