O médio que joga em Angola e tem dois nomes iguais – Entrevista a Duarte Duarte

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Duarte Duarte é jogador de Futebol. Atualmente ao serviço do Interclube de Angola, o atleta de 30 anos aceitou o convite do Bola na Rede, e fala brevemente da sua carreira, aborda a sua experiência no Girabola, e, ainda, dá a sua opinião sobre temas importantes da atualidade do Futebol português.

Carreira Futebolística em Portugal

Bola na Rede: Há quantos anos é que está ligado ao Futebol?

Duarte Duarte: Eu pratico Futebol, desde os meus 11 anos de idade.

BnR: Iniciou o seu trajeto futebolístico no Vilaverdense FC, mas a maior parte da sua formação foi feita no SC Braga. A sua estreia no escalão Seniores foi na equipa arsenalista?

D.D.: Sim, eu tive um curta passagem de um ano pelo Vilaverdense, que é o clube da minha terra, sendo que depois ingressei no Sporting Clube de Braga, onde fiz grande parte da minha formação. Não cheguei a representar o Braga ao mais alto nível, pois regressei já com idade júnior ao Vilaverdense, onde acabaria por iniciar a minha carreira como sénior.

BnR: Regressar à equipa de Vila Verde (Braga) foi importante para si?. Considera que essa etapa foi importante para o seu crescimento como jogador?

D.D.: Considero que esse passo foi importante no meu crescimento como jogador, pois aí tive oportunidade de jogar num campeonato bastante competitivo, a antiga 2.ª Divisão B, com apenas 17 anos. Acho que se tivesse terminado a minha formação no Sporting Clube de Braga, provavelmente a transição para o futebol sénior seria mais difícil, pois na altura não havia as equipas B. Infelizmente, o clube da minha terra atravessava uma grave crise financeira e acabou por cair nos distritais. Já com 20 anos, fiz uma excelente época ao serviço de Vilaverdense, tendo ajudado o clube a ascender aos campeonatos nacionais. Atraí a atenção de olheiros de bons clubes, tendo assinado então pelo Gil Vicente, que tinha acabado de descer para a 2.ª Liga na secretaria.

Duarte Duarte já passou por inúmeros clubes desde o seu começo no Futebol, aos 11 anos
Duarte Duarte já passou por inúmeros clubes desde o seu começo no Futebol, aos 11 anos

BnR: Depois, seguiu-se o Gil Vicente, onde jogou pela primeira num campeonato profissional. Sentiu alguma dificuldade em adaptar-se ao ritmo de jogo mais exigente, uma vez que só tinha jogado nos distritais?

D.D.: De facto foi um salto enorme, na medida em que subi três divisões, e foi aí que assinei o meu primeiro contrato profissional. Confesso que senti alguma dificuldade, pois o que o ritmo de treino é completamente diferente. No entanto, tive um treinador que me ajudou muito a superar essa diferença, o mister Rui Quinta, tendo feito mesmo bastantes jogos na 2.ª Liga.

BnR: Passou 3 épocas em Barcelos. Recorda-se de algum jogo que o tenha marcado até hoje?

D.D: Recordo-me de dois jogos, aliás. O primeiro foi frente ao Belenenses, que militava na 1.ª Divisão, para a Taça da Liga. Foi o meu primeiro jogo a titular e acabei por fazer uma assistência para golo. O segundo foi para a Taça de Portugal, frente à Naval 1.º de Maio, também primodivisionário, onde marquei o meu primeiro golo como profissional.

BnR: Em seguida, mudou-se para o Varzim, onde ajudou o clube a vencer a II Divisão. Nessa época, a equipa da Póvoa sempre acreditou que poderia alcançar a subida?

D.D.: Sim, assinei de seguida pelo Varzim, que tinha acabado de descer de divisão e aspirava a regressar de imediato à 2.ª Liga. Foi uma época fantástica a todos níveis e, pela qualidade dos jogadores e equipa técnica, todos esperávamos atingir o objetivo, que acabou por se concretizar. Apesar de termos sido campeões nacionais da IIª Divisão B, o clube não conseguiu consumar a subida por razões financeiras.

Em ação pelo Varzim S.C., onde venceu a IIª Divisão B
Em ação pelo Varzim S.C., onde venceu a IIª Divisão B

BnR: Após vencer o troféu, foi para o Benfica. Como surgiu o interesse do clube da Luz? Chegou a representar o Benfica em termos oficiais?

D.D.: Depois dessa época, tive várias propostas de clubes da 1.ª Liga e também do estrangeiro, mas acabei por decidir aceitar a transferência para o Benfica, com o objetivo de ser emprestado a um dos clubes da 1.ª Liga que tinham mostrado interesse. Assim que me apresentei na época seguinte, os responsáveis do clube acabaram por decidir que iria representar a equipa B, pois queriam acompanhar a minha evolução de perto, fazendo com que representasse o Benfica em termos oficiais.

BnR: Infelizmente, não conseguiu vingar pelas Águias e acabou cedido ao Paços de Ferreira. Olhando para trás, o que acha que lhe faltou para poder singrar pelo Benfica?

D.D.: Nessa época, tive alguns problemas físicos, pelo que as coisas não me correram como esperava. Surgiu então novamente o interesse do Paços de Ferreira, clube para onde me transferi. Penso que para mostrar o meu valor numa realidade tão exigente como o Benfica, tinha de estar no auge da minha forma física, o que acabou por não acontecer. Acho que é também crucial chegar a um clube desse nível o mais novo possível, para se ter mais tempo de habituação e maior margem de progressão.

Após o Varzim, o atleta representou o Benfica B na época 2012/2013
Após o Varzim, o atleta representou o Benfica B na época 2012/2013

BnR: Pelo Paços de Ferreira, chegou a estrear-se na principal divisão do campeonato português. Recorda-se qual foi esse jogo e o resultado final?

D.D.: Sim, lembro-me perfeitamente. Foi um jogo fora de casa, frente ao Arouca e terminou empatado a zero bolas.

BnR: De todos os treinadores que teve no seu percurso até ao Paços de Ferreira, qual foi o treinador que mais o marcou? E porquê?

D.D.: Essa pergunta é de difícil resposta, uma vez que não consigo destacar um só, pois tive vários treinadores até esse momento, que me marcaram imenso e por diferentes motivos: o Nelito, porque foi o treinador que me lançou como sénior; o Rui Quinta, com quem aprendi muito e me estreei no futebol profissional; o Dito, com quem tive a minha época mais feliz até à data, e com o qual me identifico bastante; e, por último, queria referir o treinador no qual reconheço mais potencial e acredito que um dia poderá vir a treinar o Real Madrid ou Barcelona, o Paulo Fonseca. 

Guilherme Costa
Guilherme Costahttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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