Clube Futebol Benfica: A luta pela reafirmação no topo do Futebol Feminino

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O Futebol Benfica tem no seu plantel uma das grandes referências do Futebol feminino português: Edite Fernandes. Aos 39 anos, a jogadora vê esse facto como positivo e um claro “sinal de que as pessoas estão atentas à minha carreira e continuam a acompanhar-me”, embora não sinta pressão para ter desempenhos notáveis nos jogos: “Não sinto qualquer pressão em conseguir uma prestação notável num jogo, pois eu entro para dentro de campo para fazer o meu melhor e ajudar a equipa, e isso é o mais importante”.

No que diz respeito à maior virtude da equipa, Edite afirma que é “o espírito de união e de entreajuda, a cumplicidade e companheirismo entre as jogadoras”, além de neste ano haver “um certo equilíbrio entre juventude e experiência que torna a equipa mais forte”, o que pode ser fundamental para o Fófó ao longo da época.

Os dois triunfos alcançados podem ser um bom motivo para saber se o plantel deste ano é mais forte que o do ano passado, onde a avançada não pensa que “seja mais forte ou mais fraco que o do ano passado”, mas sim “um plantel que vai disputar todos os jogos da mesma forma como no ano passado. Houve entradas e saídas no plantel, mas penso que o grupo está bastante equilibrado e forte, e vamos lutar para alcançar um posto mais perto dos ditos ‘Tubarões’ do campeonato”.

Edite Fernandes é uma das atletas mais experientes do Futebol Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No que diz respeito ao desafio na Liga e uma possível conquista do título, a antiga capitã da Seleção Nacional sabe que isso é um sonho “extremamente difícil quando temos três equipas profissionais dentro do campeonato e que têm outro tipo de condições que nós não temos”, porém admite que “nós (Futebol Benfica) vamos sempre entrar nos jogos com mentalidade vencedora, embora saibamos que são adversários muito fortes” e o terceiro lugar da época passada serve como motivação: “O honroso 3.º lugar da época passada foi conseguido com muito trabalho, fizemos grandes jogos contra os ditos ‘Grandes’, e este ano vamos tentar fazer o mesmo para ficar o mais próximo possível desses três clubes poderosos (Sporting, Benfica e Sp. Braga)”.

O Fófó no passado foi uma referência na modalidade, e quando questionámos sobre um possível regresso a esses tempos gloriosos num futuro próximo, Edite afirmou que “na evolução do Futebol feminino em Portugal, acho que a evolução do próprio Fófó seja também para a frente, para tentar estar o mais perto possível dos clubes grandes”, mas para isso acontecer é importante que se “invista e arranje outro tipo de condições para que se possa lutar com os clubes que estão na frente”.

Visto que a jogadora já conta no seu currículo com passagens por Espanha, Estados Unidos, China e Noruega, quisemos saber o que se podia “copiar” desses campeonatos para ajudar ainda mais o Futebol feminino a crescer em termos de notoriedade e popularidade, onde a número 8 do Futebol Benfica respondeu prontamente: “O que teria de ser copiado? Muitas coisas, teríamos de investir mais nas jogadoras, as associações e clubes teriam de apostar mais, as condições teriam de ser diferentes para as atletas, isto é, proporcionarem condições que fossem adequadas a uma semiprofissionalização das equipas”.

Guilherme Costa
Guilherme Costahttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme é licenciado em Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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