As Conversas da Europa no World Scouting Congress

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Vítor Matos, treinador no departamento de desenvolvimento de talentos no Liverpool FC

Fonte: Liverpool FC

BnR: Sentiu muita diferença ao mudar de uma estrutura como a do FC Porto para uma estrutura como a do Liverpool FC?

Vítor Matos [VM]: Primeiro, o FC Porto e o Liverpool FC são dois grandes clubes, o FC Porto tem uma estrutura fantástica, com uma grande cultura de vitória, uma grande cultura de desenvolvimento, a do Liverpool também, a dimensão do clube é tremenda, mas acima de tudo é um clube familiar e onde as pessoas são afáveis e sentem-se contentes por te fazer sentir bem e em casa. Foi isso que eu encontrei, pessoas fantásticas com vontade de oferecer as melhores condições aos jogadores e treinadores para que toda a gente consiga estar nos níveis de superação que nós desejamos, e pronto, tem sido assim.

BnR: O Pep Ljinders considerou-o a transferência do ano do Liverpool FC, isso teve muito mediatismo aqui, o que é que tem a dizer destas palavras?

VM: Acima de tudo, o Pep é um amigo já de nove anos e para mim é sempre um prazer poder voltar a trabalhar com ele. Ele é alguém que é, acima de tudo, uma fonte de inspiração para qualquer um de nós, a paixão que ele tem pelo trabalho, o profissionalismo que põe, a sua preocupação pelo detalhe, a sua forma de preocupar-se com o desenvolvimento coletivo e individual, ou seja, mais do que receber elogios, é conseguir com o meu trabalho e a minha forma de estar cumprir os objetivos que eles pretendem.

BnR: A si, como elemento da equipa de desenvolvimento do Liverpool, pergunto-lhe: qual vai ser a nova estrela que veremos por aí saída da formação do Liverpool?

VM: O clube e a equipa técnica acreditam que, mais do que existir uma cultura de individualização e existir determinado tipo de ego ou jogador, tem que ser uma cultura coletiva, de que a equipa vale pelo seu todo mais do que pelas partes. Mais do que eu referir qualquer tipo de jogador, é mais importante referir a relação entre eles, entre a linha defensiva e o meio-campo, entre os três da frente, na forma como o lado coletivo está, é aí que somos realmente fortes, que o Liverpool é realmente forte, e isso também permite que qualquer jovem da formação tenha mais oportunidades e mais sucesso quando joga pela equipa principal.

BnR: Relativamente ao seu futuro, está no Liverpool FC, num clube muito grande. Há ambição para chegar à cadeira que agora é ocupada por Jürgen Klopp?

VM: Não, a minha única é preocupação é ajudá-los em tudo o que precisam, é isso que me alimenta todos os dias quando vou para lá, para dar o melhor de mim. Acima de tudo é isso.

Redação BnR
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