BnR: Foram-se expandindo para jogos como Rocket League e Call of Duty com atletas e equipas. Como foi essa aposta para vocês? E de que maneira decidiram enveredar por esses jogos?

GB: Foram jogos com os quais eu tinha uma relação já. Já conhecia e geria Rocket League no Estoril Praia, que foi a equipa que veio para a Apogee. E sempre estive muito ligado ao Call of Duty ao longo destes últimos 10 anos. Não me arrependo dessas apostas mas não correram como queria. O Rocket League desmoronou-se quando deixei de conseguir dar a minha atenção pessoal. O Call of Duty foi simplesmente porque os jogadores resolveram seguir caminhos diferentes.

BnR: Em 2018 chegaram com três atletas para a Christmas Cup da FPF eSports foi a primeira vossa aposta real no FIFA 1vs1?

GB: Foi o nosso primeiro grande sucesso no FIFA. Mas já na Lisboa Games Week tínhamos chegado com 2 jogadores aos quartos-de-final.

BnR: 22 de Janeiro de 2019 deve recordar-se desta data. Anuncia a contratação do Troppez para o FIFA dos Apogee o que viu no Gonçalo para realizar esta forte aposta que viria a trazer frutos num futuro muito breve?

GB: Principalmente vi uma pessoa espectacular que adoraria ter comigo. Senti que ia acrescentar ao bom ambiente que gosto de ter nas equipas! O potencial estava lá mas não foi o factor decisivo.

BnR: A que momento, o Tuga810 deixou a vossa multigaming? E seria engraçado para os nossos leitores saber como acontecem estas tais negociações também no eSports será possível fornecer alguns detalhes que não sejam confidenciais?

GB: Gosto deste género de perguntas. É interessante o que se passa nos bastidores e às vezes gostava que houvesse mais à vontade para revelar estas coisas. Foi na véspera dos qualificadores para a FUT Cup de Singapura. Apesar de nos representar, não tinhamos contrato assinado ainda, um erro que não volto a repetir, mas em parte devido à condição de militar do Diogo que implicou várias alterações ao contrato standard. Tinhamos condições acordadas mas com as qualificações internacionais começámos a rever e negociar novamente. Inevitavelmente surgiram propostas elevadas e como éramos uma organização nova ele não acreditou que conseguissemos igualar. Colocou-se Free Agent para ver que propostas surgiam antes de decidir mas sempre com muito respeito e a representar-nos com muito amor à camisola até ao fim. De facto não consegui igualar, mas, graças a um investidor, consegui fazer uma proposta ligeiramente inferior a ganhar 350€ mensais e mais umas cláusulas interessantes que podiam trazer-lhe um bom retorno financeiro. Apesar de inferior, ele tinha vontade de continuar connosco e já tínhamos contrato pronto, faltando apenas marcar data para assinar. Mas os Offset fizeram uma contra-proposta elevada e nós já estávamos no limite do que conseguíamos oferecer. E agora estou no limite do que posso revelar mantendo o respeito pela confidencialidade.


BnR: Até ao momento, os Apogee tem estado em vários eventos um pouco por toda a época de eSports como tem sido esse acompanhamento por parte do Gonçalo e de toda a multigaming? Presencial? Ou nem sempre é possível?

GB: 100% presencial sempre que os nossos jogadores estiveram em representação da Apogee. Faço questão, é essencial eles sentirem o nosso apoio.

BnR: Depois da boa prestação do Troppez no torneio de Madrid chega o momento esperado a Moche XL eSports. Foram para este torneio com dois atletas quais eram as expectativas iniciais? Vencer já era um objectivo real para os Apogee?

GB: Tinha o feeling que íamos ganhar antes do torneio sequer começar, até comentei com algumas pessoas. Não disse nada aos jogadores para não criar pressão. Sabiamos que era difícil, há tanta qualidade em Portugal, mas tinha muita confiança nos meus atletas. O Vasco só se deu bem no formato H2H esta época. O Troppez está num grande momento em Ultimate Team e tornou o meu feeling real!

Momentos antes da grande final Moche XL eSports
Fonte: Apogee Gaming

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