Nº 16 no mundo no fim de semana do modo FUT Champions
Fonte: Twitter Gonçalo “Troppez” Brandão

BnR: Em média quanto tempo treinou na ida para a Moche XL eSports? Os vários qualificadores que realizou ajudaram-no a chegar a essa forma desejada?

T: Esta pergunta é algo curiosa. Por estranho que pareça, a minha preparação para a Moche XL eSports foi curta. Calhou numa altura em que estava atarefado com exames da faculdade e, portanto, tive de dividir o foco. Creio que fiz apenas uns jogos no dia anterior ao evento. Os qualificadores foram sem dúvida um boost de experiência, apesar de ter participado em menos de metade daqueles que devia e tinha acesso.

BnR: Representou o Vitória SC no Pro Clubs da PS4 como foi a época para vocês? E como foi representar um clube como o Vitória Sport Clube?

T: Foi uma época com um misto de emoções. Começámos por perder o nosso treinador no início da época para outro clube e causou alguma instabilidade, tendo eu que assumir o cargo juntamente com mais duas pessoas. Tínhamos desde sempre o objetivo de chegar aos playoffs e acabámos a apenas 3 pontos de o alcançar. Tão longe, mas tão perto. Foi uma experiência incrível onde conheci boas pessoas. Representar um clube desta dimensão e com a massa adepta do Vitória é sempre um privilégio, tenho o máximo respeito pela instituição.

BnR: Antes da Moche XL eSports esteve também em Madrid a representar os Apogee Gaming o que achou da experiência desse torneio fora de portas?

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T: Honestamente, foi a minha melhor experiência durante este ano. Disputar um torneio fora de portas, mesmo sendo perto de Portugal, tem sempre um significado especial. Apesar de ter ficado a um pequeno detalhe de chegar à grande final, e ter ficado um pouco desmotivado na altura, valeu pelo espírito competitivo e pelo convívio entre os jogadores. Momentos muito bem passados.

Fonte: Apogee Gaming

BnR: Chega a Moche XL eSports podemos afirmar como um outsider nesta competição. Isso foi bom para si tirando alguma da pressão que podia estar naqueles que eram favoritos para vencer a competição?

T:  Algo que me acompanha e que me é característico em todos os torneios presenciais é o nervosismo e a ansiedade. Não sentia a pressão que os “favoritos” sentiam, mas ela estava presente. A verdade é que, a partir do momento em que saio da fase de grupos em 1º lugar, tendo o objetivo cumprido na minha cabeça, essa pressão deixou de existir e fiquei cada vez mais confiante, tanto que cheguei à final 100% tranquilo e sem nervosismos. Pode ter sido um fator que funcionou a meu favor.

BnR: Faz uma prova incrível. Derrota somosnos nos oitavos de final, segue-se Rafamonteiro09 do Marítimo eSports e ainda JOliveira10 nas meias finais. Qual a sensação de ir derrotando estes jogadores um a um? E o que tem a dizer destas eliminatórias?

T: É uma sensação incrível, sobretudo quando as odds não estavam a meu favor. Senti naquele momento um crescendo de confiança e o sonho cada vez mais próximo de jogo para jogo. Foram eliminatórias renhidas, todas elas, decididas por 1 ou 2 golos de diferença, nas quais estive inúmeras vezes em desvantagem e me vi obrigado a conseguir o comeback, felizmente sorriu para mim.