A GESTÃO DO CALENDÁRIO

É uma questão que todos os anos gera muita discussão, como se viu após o Sporting ter actuado na Liga Europa com jogadores menos utilizados. Num clube onde a exigência é máxima, teoricamente não há margem para abdicar de competições, mas não existe forma de os melhores jogadores terem muito tempo de jogo sem que acusem o desgaste mais à frente. Ou talvez exista. “A recuperação, para mim, é fundamental”, assume Pedro Martins.

O técnico vilacondense orienta um emblema que não está habituado a disputar as competições europeias, daí que não sejam surpreendentes as enormes dificuldades sentidas na temporada anterior. “Gerir a equipa com muitos jogos é complicado. O mais difícil é gerir os que não estão a jogar e jogando à quarta e ao sábado não há tempo para os que não jogam poderem treinar”, explica.

Perspectiva diferente sobre o  equilíbrio entre os mais utilizados e os menos utilizados foi defendida por Domingos Paciência, que fez 19 jogos europeus em 2010/2011, quando levou o Sporting de Braga à final da Liga Europa. “Depois de Domingo, arranjava um jogo à segunda para os outros. É que, por muito que se diga que sim, treinar não é o mesmo que jogar”, assegura.

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