Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Histórias de um brasileiro no futebol português

César Mayrinck · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab reportagem bola na rede

Cheguei em Portugal há pouco mais de uma semana. Vim passar dois meses no país com a intenção de visitar a minha namorada e é claro como um bom amante do futebol, aproveitar a oportunidade de conhecer mais o esporte na Europa e em especial em Portugal. Minha morada é no Porto. Planejei essas férias para coincidirem com o calendário do futebol local, afinal que graça teria eu estar em Portugal sem que houvesse campeonato em disputa!? Nesse momento faço uma ressalva e digo que a minha namorada sabe disso e compreendeu. Pelo menos eu creio nisso.

Pisei em solo português justamente no dia do primeiro jogo do campeonato. Desde o Brasil eu já havia programado alguns jogos para ir e o primeiro jogo que assisti foi da equipe de maior torcida da cidade do Porto, o Futebol Clube do Porto. Porto e Estoril se enfrentaram no Dragão apenas três dias após a minha chegada.

Fui cedo para o jogo, cerca de três horas antes de começar a partida. Geralmente sempre chego muito cedo aos jogos, gosto de presenciar, gravar e conversar com os torcedores que vão chegando. Se tratando do meu primeiro jogo na Europa aí que eu teria que chegar cedo mesmo. Peguei o metro no centro da cidade do Porto e desci na “Estação Estádio do Dragão”. Ao subir as escadas rolantes me deparei com o majestoso estádio crescendo em meus olhos. O Dragão é lindo.

Visita ao Dragão foi marcante
Visita ao Dragão foi marcante

Com todos os ingressos vendidos antecipadamente a estreia do Porto no Campeonato Português se fazia muito esperada entre os adeptos. Presenciei muitos turistas com a camisa do Porto e animados em terem a oportunidade de irem ao jogo. Claro eu era um deles. Entretanto, não fui como adepto e sim como um apaixonado por futebol. Profissionalmente tentei extrair questões que envolvem o jogo que vão além da visão de um adepto.

Após algumas conversas com os adeptos resolvi que era o grande momento de entrar no estádio e me dirigir à cabine de imprensa do Dragão. Os portões se abriram uma hora e meia antes da bola rolar. A cada minuto que se passava a minha ansiedade aumentava e pensava a todo o momento, “É o meu primeiro jogo na Europa.” Parece banal, mas quem mora na América do Sul e ama o futebol sabe o que isso significa. Ainda mais se tratando de acompanhar um jogo do Porto que possui uma rica história e disputa anualmente as fases principais da UCL.

Quando os times entraram em campo, os bandeirões – proibidos em vários estádios no Brasil – foram erguidos. Os adeptos Portistas cantavam seus cânticos sem cessar. Os adeptos do Estoril – em menor número evidentemente – também estavam presentes para apoiar a sua equipe. O resultado final foi quatro a zero para os donos da casa. Mas para mim o resultado não importou. Nesse jogo não fui para analisar a partida e sim para me certificar do quanto eu sou apaixonado por esse esporte e do quanto o futebol é importante em uma sociedade.

César Mayrinck

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.