cab reportagem bola na rede

Nos dias 26 e 27 de Abril, o Sporting Clube de Portugal, levou a cabo a 3ª edição do congresso “The Future Of Football”, que se realizou no Estádio José Alvalade.

Esta foi uma iniciativa do Sporting Clube de Portugal que pretendeu potenciar a discussão em torno de temas como as novas tecnologias no futebol, a par de estratégias de marketing de marcas desportivas, dos desafios do Coaching e da gestão no contexto do setor.

O primeiro painel do dia inaugural, “Coaching; What Makes The Difference”, seguiu-se ao discurso de abertura, por parte de Bruno de Carvalho e a uma pequena conversa com Fernando Santos. Este painel contou com a presença de Luís Figo, Jorge Jesus, “Pacho” Maturana e Susana Torres como oradores e Luciano Cefaratti como moderador. Enquanto os três primeiros abordaram uma visão mais prática e física do treino (Luís Figo na pele de jogador, Pacho e Jesus na de treinadores), a única convidada do sexo feminino abordou o coaching desportivo e a importância do mesmo.

O técnico leonino apresentou-se bem disposto e preparado para dar uma mini palestra aos presentes, onde começou por afirmar que o treinador é o criador de tudo. Desde o modelo tático até à escolha dos jogadores, tudo deve estar na mão do treinador, de forma a que ele possa desenvolver-se como um “treinador de topo, para trabalhar em equipas de topo, como é o caso do Sporting”. Jesus afirmou ainda estar a tentar criar uma “cultura de campeão” no clube de Alvalade. Susana Torres, contrariamente ao dito e sublinhado por Jorge Jesus, afirmou ser fundamental os jogadores terem a motivação certa.

Anúncio Publicitário

Um jogador motivado estará mais confiante e predisposto a corresponder às expectativas do treinador. A profissional disse ainda que, nas suas sessões, que contam neste momento com 16 desportistas, trabalha a mente dos mesmos de forma a que possam decidir e executar a ação mais depressa, isto é, para que o tempo de pensamento/execução seja o mais pequeno possivel. Jorge Jesus desvalorizou o que Susana Torres apresentou e disse que se um jogador não tiver talento, nunca será jogador, independentemente da sua motivação: “Não se consegue potenciar se não houver o talento. No futebol, a prática é o critério da verdade. Jogo falado é uma coisa, jogo jogado é outra, jogo treinado é outra.” Luís Figo, enquanto jogador, referiu que existem dois tipos de treinadores e ambos terão um papel importante e determinante na carreira de cada um: “Existem dois tipos de treinadores, o de formação e o de futebol profissional.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Na formação, o treinador assume um papel vital. É o responsável directo pelo presente e futuro dos jovens que lhe são confiados. Quanto ao treinador de futebol profissional tem um conhecimento profundo do desporto e tem que ter intuição, capacidade de planeamento e automatismo de comportamentos, procurando dessa forma potencializar ao máximo as capacidades dos jogadores”.

O segundo e último painel do dia assentou no tema: Academias de Formação. Os convidados foram os responsáveis do Inter de Milão (Roberto Samaden), Ajax (Corne Groenendijk), Barcelona (Franc Carbo Pujol ) e Corinthians (Roberto Toledo). Foram abordadas estratégias de expansão das academias para o estrangeiro e a importância destas na formação dos jovens jogadores.

Reportagem de Joana Libertador, Marta Reis e Jorge Faria de Sousa

Foto de Capa: Bola na Rede