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157 artigos · último

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Cristiano Ronaldo – Ninguém pode ser maior do que a equipa

Cristiano Ronaldo é muito mais do que um futebolista português. É uma referência mundial, uma marca de Portugal e um dos maiores jogadores da história do futebol. Pela longevidade, pelo profissionalismo, pela capacidade competitiva e pela forma como construiu a sua carreira, é também um exemplo para milhares de jogadores e para muitos treinadores, onde me incluo.

João Prates · 4 min de leitura
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Portugal não tem um problema de formação, tem um problema de transição

A saída de Rodrigo Mora, Mauro Furtado recentemente deveria fazer-nos pensar o futebol em Portugal. Porque Rodrigo Mora entre outros tantos não é o problema, é apenas mais um sinal de um problema muito maior. Portugal sabe formar jogadores, temos boas academias, bons treinadores de formação, conhecimento, metodologia e uma quantidade de talento extraordinária para um país da nossa dimensão.

João Prates · 5 min de leitura
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A pré-época é muito mais do que preparar pernas

Todos os anos ouvimos a mesma frase: "A pré-época serve para ganhar condição física." É uma ideia instalada no futebol, mas redutora. Se fosse apenas isso, bastaria entregar um plano de corrida aos jogadores durante as férias e chegar ao primeiro jogo em boa forma. A realidade é muito diferente. A pré-época é, provavelmente, o período mais importante de toda a temporada. É nela que um treinador começa verdadeiramente a construir uma equipa, não apenas um conjunto de jogadores preparados fisicamente, mas um grupo capaz de pensar, decidir e competir segundo uma identidade comum.

João Prates · 4 min de leitura
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Futebol com quatro partes? Uma invenção americana ou veio mesmo para ficar?

A introdução das “pausas para hidratação” representa uma mudança significativa na forma como o treinador pode influenciar o jogo. Tradicionalmente, a intervenção direta das equipas técnicas durante a partida era limitada pelas interrupções naturais e mesmo nessas, nunca conseguiam comunicar com toda a equipa em simultâneo. Durante o Mundial essa realidade alterou-se. O treinador passou a dispor de um momento formal para interromper a dinâmica do jogo e reunir com toda a equipa. Esta pausa permitiu corrigir aspetos táticos, ajustar o posicionamento, redefinir comportamentos coletivos e individuais e responder imediatamente ao que estava a acontecer em campo.

Redação BnR · 1 min de leitura
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O verdadeiro jogo começa agora – O mercado aquece, qual o papel do Big Data nesta fase da época?

O cada vez mais falado e utilizado Big Data consiste na recolhe e consequente análise de uma grande quantidade de jogos e jogadores. Ele tem a capacidade de transformar observações simples em números precisos, o que permite aos clubes tomar, espera-se, melhores decisões dentro e fora do campo. Uma das suas principais valências passa pelo apoio à contratação de jogadores. Os clubes usam as plataformas de dados para procurar talentos em ligas de todo o mundo. Os dados ajudam a encontrar jogadores com determinar características, evitando a dependência exclusiva das observações visuais.

Redação BnR · 2 min de leitura
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Desilusão ou ilusão?

A eliminação de Portugal no Mundial foi recebida como uma enorme desilusão e é compreensível. Quando uma seleção apresenta jogadores de excelência, muitos deles protagonistas nos melhores campeonatos do mundo, a expectativa não pode ser baixa. Mas talvez seja necessário fazer uma pergunta mais incómoda, Portugal foi verdadeiramente uma desilusão ou fomos nós que vivemos demasiado tempo dentro de uma ilusão perante aquilo que sempre foram as ideias de Martinez e a forma como geriu o grupo?

João Prates · 5 min de leitura
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Opinião

O novo emblema do Sporting

Enquanto outros clubes europeus, como a Atalanta ou o West Ham limpam os seus logótipos em nome do minimalismo e por questões claras de marketing, o Sporting rema contra a maré e decide, no seu 120.º aniversário, fazer algo que não fazia desde 2001. Pela segunda vez neste século, há um novo símbolo no peito dos leões, um rebranding do símbolo de 1945, respeitando os cinco pilares do Sporting: o escudo, a coroa, o leão, as listas e a porta 10A.

Redação BnR · 4 min de leitura
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Entre a desilusão e a euforia, o que realmente mudou na seleção de Portugal?

O futebol tem uma capacidade única para nos levar de um extremo ao outro em poucos dias. Depois do empate frente ao Congo, Portugal parecia uma equipa sem rumo, após a goleada por 5-0 diante do Uzbequistão, surgem novamente os elogios e as certezas absolutas. A verdade, como quase sempre acontece, está algures no meio. Portugal melhorou, isso é inegável, mas mais do que os cinco golos marcados,  a principal mudança de um jogo para o outro foi a atitude competitiva da equipa. Foi visível uma maior agressividade nos duelos, uma pressão mais coordenada, maior intensidade sem bola e, acima de tudo, uma vontade coletiva de dominar o jogo desde o primeiro minuto.

João Prates · 2 min de leitura
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O último mundial de Ronaldo e a maior decisão de Roberto Martínez

Portugal chega ao Mundial de 2026 com argumentos para acreditar. Poucas vezes na nossa história tivemos uma Seleção com tanta qualidade, tanta profundidade e tantas soluções em praticamente todas as posições. No papel, Portugal tem talento suficiente para competir com qualquer seleção do mundo, mas o talento por si só não é suficiente para vencer. Mas à medida que a estreia da seleção de Portugal se aproxima, continua a existir um tema que domina todas as conversas, Cristiano Ronaldo.

João Prates · 4 min de leitura
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As mais lidas hoje

O que toda a gente está a ler agora.

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O PSG não ganhou quando contratou estrelas mas ganhou quando encontrou uma ideia

Durante mais de uma década, o Paris Saint-Germain perseguiu um objetivo, conquistar a Liga dos Campeões. Para isso, investiu como poucos clubes na história do futebol. Chegaram alguns dos maiores nomes do futebol mundial, Neymar, Messi, manteve Mbappé. Ao mesmo tempo, passaram pelo banco treinadores de enorme reputação internacional sem atingirem o objectivo principal. O talento nunca foi um problema, mas o sucesso europeu continuava a escapar.

João Prates · 3 min de leitura
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A preparação da Final da Taça de Portugal sobre os olhares dos treinadores

Quando olhamos para uma final, quase toda a gente fala de táctica, sistemas, qualidade individual ou favoritismo. Mas quem vive o futebol no terreno sabe que uma final começa muito antes do apito inicial, começa durante a semana, no balneário, nas conversas individuais. No silêncio do treinador quando chega a casa depois do treino e começa a pensar em tudo o que pode mexer emocionalmente com a equipa. E sinceramente, olhando para esta final entre Sporting e Torreense, vejo dois treinadores a viver emoções e responsabilidades completamente diferentes.

Redação BnR · 3 min de leitura
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O Benfica precisa de voltar a saber o que quer ser

Terminada mais uma época, fica uma sensação difícil de ignorar para quem olha o futebol com olhos de treinador e de construção desportiva, o Benfica continua a ter talento, capacidade financeira, dimensão internacional e uma das melhores academias do mundo, mas perdeu algo fundamental nos grandes clubes, a continuidade estratégica. E quando um clube perde continuidade, acaba inevitavelmente por perder identidade. Hoje, olhando para os principais rivais, percebe-se claramente a diferença de organização.

João Prates · 3 min de leitura
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O problema do Real Madrid não é a agressão, é o que ela revela da sua estrutura

No futebol de alta competição, os conflitos dentro de um balneário sempre existiram. Existiam no passado, existem hoje e continuarão a existir no futuro, um balneário é um espaço de pressão constante, ego, competitividade, desgaste emocional e luta diária por espaço, estatuto e poder interno. O problema não é o conflito. O verdadeiro problema começa quando o conflito deixa de ser controlado pela cultura do grupo, pela liderança interna e pela autoridade natural que um grande balneário deve ter.

João Prates · 3 min de leitura
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A tasca europeia do Rui

Chamar “tasqueiro” a um treinador diz mais sobre quem o diz do que sobre quem o recebe. No caso de Rui Borges, a realidade é simples, há trabalho, há ideia, houve evolução e há resultados visíveis dentro de campo. No Sporting CP desta época, não há acaso, há um modelo claro, há identidade e há uma equipa que sabe exatamente o que faz em cada momento do jogo. Organização com bola, critério na construção, capacidade de variar ritmos e uma ocupação racional dos espaços.

João Prates · 2 min de leitura
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O verdadeiro jogo começa agora: Qual o papel do Diretor Desportivo nesta fase da época?

Quando a época começa a caminhar para o seu final, é bastante importante que a preparação do futuro já esteja em andamento. Quem tem os objetivos praticamente cumpridos, pode incorrer na ilusão e deixar que se instale uma falsa sensação de tranquilidade nos clubes. Para os adeptos, é tempo de desfrutar. Para a equipa técnica, de gerir o que resta da época. Mas para o diretor desportivo, inicia-se, provavelmente, o momento mais importante de todo o ano. É agora que se começa a ganhar, ou a perder, a próxima época. Um clube que já atingiu os seus objetivos não pode cair no erro da acomodação. E é aqui que o papel do diretor desportivo se torna crítico. Compete-lhe olhar para o plantel com distanciamento e tomar decisões que, muitas vezes, não são populares nem do agrado da maioria dos “adeptos e simpatizantes”, mas são necessárias. Há opções que têm de ser colocadas, como por exemplo:

Redação BnR · 2 min de leitura
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Benfica: Quando mais de 100 milhões não trazem fome de vencer

A propósito das declarações de José Mourinho após o jogo do Benfica com a Casa Pia AC, há uma realidade que o futebol moderno insiste em ignorar, hoje sabe-se tudo… menos o essencial. Atualmente, qualquer departamento de scouting consegue analisar um jogador ao detalhe. Métricas físicas, mapas de calor, ações com bola, comportamento tático. Há dados para tudo. Relatórios para tudo. E, ainda assim, continua a falhar-se no ponto mais crítico, aquilo que não aparece nos dados, o comportamento competitivo. Quem está disposto a competir quando é preciso vestir o fato de macaco. Ao longo dos últimos anos, tenho trabalhado em contextos onde o erro não era confortável, equipas em dificuldade, orçamentos limitados, cenários de pressão constante, jogos com impacto direto na sobrevivência.

João Prates · 4 min de leitura
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