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Bélgica 1-2 Itália: Tintim chora e Topo Gigio leva o saquinho dos berlindes

Marta Rebelo · 4 min

Bélgica x Itália
Foto: Federação Italiana de Futebol

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A CRÓNICA: BELGAS INCAPAZES DE LIDAR COM O RITMO INFERNAL DA ITÁLIA

Segundo jogo destes quartos de final, em Munique, com encontro entre as seleções de Bélgica e Itália, as únicas que tinham conseguido manter-se invencíveis na competição até ao dia de hoje. Em 2016, na última vez que as duas nações se defrontaram para um Campeonato da Europa, a Itália havia saído vitoriosa.

O jogo começou com a Bélgica a aparentar estar disposta a comandar as operações, criando muito perigo logo ao primeiro minuto, com Lukaku a aparecer praticamente sozinho dentro da grande área frente a Donnarumma. Três minutos depois, o possante goleador do FC Internazionale Milano voltaria a aproximar-se da baliza, desta feita com pouco perigo.

Começou a notar-se, por volta dos dez minutos, alguma vontade da Itália em pegar mais no jogo, dando um verdadeiro primeiro sinal a partir de um livre indireto que viria a dar golo, mas seria anulado por fora de jogo.

A Bélgica teria, entretanto, duas boas oportunidades, e bastante semelhantes, em contra-ataques rápidos, primeiro por parte de Kevin De Bruyne e, depois, através de Lukaku, com dois bons remates à entrada da área que Donnarumma afastaria com classe das suas redes.

A partir do minuto 25, e diria que até ao final do jogo, a Itália assumiu completamente o domínio da partida. A Bélgica nunca esteve confortável com o bloco adiantado da Itália, apresentando severas dificuldades em contrariar o dinamismo nas ações e a velocidade nas transições dos Azzurri.

Dito isto, nem foi estranho ver os transalpinos inaugurar o marcador, através de Barella, nem foi estranho ver Insigne marcar um segundo golo indefensável de fora da área. Mesmo à porta do intervalo, a Bélgica, com alguma sorte, viria a reduzir a desvantagem através de penálti inevitavelmente bem cobrado por Lukaku.

A segunda parte não foi muito diferente da primeira, ainda que nos tenha proporcionado um ou outro bom momento por parte da Bélgica, como foi o caso do de Lukaku que quase marcou na pequena área belga. O jogo terminaria, sem surpresas, com uma vitória por parte do conjunto italiano.

 

A FIGURA

Lorenzo Insigne – O coletivo italiano destacou-se pelo ritmo estonteante e variedade de opções que foi apresentando ao longo do jogo. Insigne não só marcou um golo como esteve completamente endiabrado durante todos os 80 minutos jogados, tendo sido o principal responsável por várias dores de cabeça para a defesa belga.

O FORA DE JOGO

Ciro Immobile – Não tem sido o mais consistente do lado dos Azzurri. Ora faz uma grande exibição, ora passa ao lado do jogo. Hoje foi mais um dia apagado. Poderia ter feito muito mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Os belgas jogaram com uma formação disposta em 3-4-2-1, com o selecionador Roberto Martínez a apostar em Jeremy Doku como titular para o lugar de Eden Hazard. Ao nível do ataque, a seleção belga, como normalmente faz, focou-se nas transições rápidas e passes longos à procura de Lukaku que rapidamente finaliza uma jogada depois de receber a bola. A aposta clara em Doku para tentar acrescentar imprevisibilidade ao ataque foi bem pensada, mas não suficiente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Thomas Meunier (6)

Toby Alderweireld (6)

Thomas Vermaelen (7)

Jan Vertonghen (6)

Axel Witsel (6)

Youri Tielemans (6)

Thorgan Hazard (6)

Kevin de Bruyne (6)

Jeremy Doku (7)

Romelu Lukaku (7)

SUBS UTILIZADOS

Dries Mertens (6)

Nacer Chadli (6)

 Dennis Praet (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A seleção italiana alinhou num 4-3-3, procedendo a duas alterações em relação à equipa que entrou em campo no triunfo contra a Áustria. Francesco Acerbi devolveu o lugar a Giorgio Chiellini no centro da defesa e, no ataque, Roberto Mancini optou por deixar Domenico Berardi no banco, permitindo que Federico Chiesa, o homem que saiu do banco para marcar contra os austríacos, se estreasse a titular.

Os transalpinos apresentaram-se com um conjunto muito sólido, com a recuperação e regresso de Chiellini a acrescentar ainda mais segurança à defesa, e a rapidez dos laterais a juntar intensidade aos ataques dos Azzurri.

Ao jogarem com um bloco tão avançado, e com a qualidade de passe que os caracteriza, os italianos controlaram quase sempre a posse de bola e dificultaram em demasia a vida da Bélgica, que nunca esteve confortável e só com sorte teria ganho o jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigi Donnarumma (7)

Giovanni Di Lorenzo (6)

Giorgio Chiellini (6)

Leonardo Bonucci (6)

Leo Spinazzola (7)

Jorginho (7)

Marco Verratti (8)

Nicolò Barella (8)

Federico Chiesa (6)

Ciro Immobile (6)

Lorenzo Insigne (8)

SUBS UTILIZADOS

Andrea Belotti (6)

Bryan Cristante (6)

Emerson (6)

Domenico Berardi (6)

Rafael Tolói (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Marta Rebelo

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