Bélgica 3-0 República da Irlanda: Contra-ataque dos diabos

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BÉLGICA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Com 0 pontos à partida para este encontro, a necessidade de vencer para seguir rumo aos oitavos de final era urgente. Willmots decidiu, por isso mudar. Esperando um adversário mais fechado do que a Itália, e com a expectativa de ter maior posse de bola, modificou a ala direita, colocando Meunier e Carrasco de início, tirando Ciman e Fellaini e deslocando De Bruyne para o centro, assumindo-o como organizador.

Estas mudanças sortiram efeito, porque o objectivo foi atingido, mas foi preciso esperar até ver a muralha irlandesa desabar. Os diabos vermelhos iam à procura das alas, como via principal à área irlandesa mas faltava maior robustez no ataque (Fellaini, muito criticado, terá sido “desculpado” na primeira parte) para ganhar segundas bolas, embora não escasseassem oportunidades de perigo, ainda que com algum demérito irlandês – Meunier fugiu pela direita e atirou, em trivela, ao lado, e De Bruyne soltou-se de marcação para ver o seu remate ser salvo em cima da linha de golo por um defesa irlandês.

Na segunda parte, mesmo sem se trocarem os protagonistas, tudo mudou. Na sequência de um livre que beneficiou o adversário, e em que este estava balanceado para o ataque, Lukaku ganhou a bola ainda no meio-campo belga, deu a DeBruyne, que guiou o contra-ataque e devolveu ao ponta-de-lança do Everton, e este, já situado à entrada da área, disparou para o fundo das redes. Estava feito o mais difícil. A partir daqui bastou aproveitar o espaço que a defesa irlandesa concedia quando tinha algum pendor ofensivo. Foi assim que surgiram os outros dois golos, que tiveram mais que esse denominador comum – Meunier. O lateral-direito belga fez a assistência para Witsel marcar o segundo golo e ainda recuperou a bola que deu origem ao terceiro da Bélgica, da autoria de Lukaku.

Perante as críticas, os diabos vermelhos souberam… contra-atacar.

Notas aos jogadoreS:

Courtois – 5

Meunier – 8

Alderweireld – 6

Vermaelen – 6

Vertonghen – 6

Witsel – 7

Dembele – 6

Carrasco – 6

De Bruyne – 7

Hazard – 7

Lukaku – 7

Naingollan – 6

Mertens – 5

Benteke – 4

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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