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Revista do Euro’2016: Itália

Gonçalo Tristão Santos · 4 min

Revista do Euro’2016: Itália

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Cabeçalho Futebol Internacional

A 14.ª seleção do ranking da FIFA já viveu melhores dias. Há exatamente dez anos, no Mundial de 2006, que se disputou na Alemanha, a “Squadra Azzurra” sagrava-se campeã mundial pela quarta vez na sua história – ganhara a competição em 1934, 1938 e 1982 –,depois de bater a França nas grandes penalidades, num jogo que ficará para sempre na memória de quem o viu, mais não seja pela cabeçada de Zinédine Zidane a Marco Materazzi.

Hoje, a seleção italiana está longe de ter a força de outros tempos, é certo, mas é uma equipa que, pela qualidade de vários dos seus jogadores, deve sempre ser tida em linha de conta, mesmo pelas seleções mais fortes e favoritas à conquista do Euro 2016. À partida, a Itália não é uma delas, mas provavelmente também não o era em 2012 e acabou por chegar à final do Campeonato da Europa desse ano, onde foi derrotada pela Espanha por expressivos 4-0.

A fase final seguinte – o Mundial de 2014, no Brasil – acabaria por se revelar desastrosa, com os italianos a ficarem pela fase de grupos, onde terminaram atrás da surpreendente Costa Rica e do Uruguai, com apenas três pontos em outros tantos jogos disputados. A qualificação para o Euro 2016, porém, trouxe uma seleção italiana diferente. No mínimo, mais ganhadora. Numa caminhada sem muitos sobressaltos, a turma de Antonio Conte ficou com o primeiro lugar do grupo H com 24 pontos em dez partidas, ficando à frente da Croácia, que somou apenas menos quatro pontos, pelo que se qualificou diretamente para o Europeu – competição que venceu somente uma vez, no já longínquo ano de 1968 -, que se vai realizar em França entre dez de junho e dez de julho. Na prova, os transalpinos irão jogar o grupo E na companhia da Bélgica, da Suécia e da República da Irlanda.

OS CONVOCADOS (Lista de 30 jogadores)

Até à data da publicação deste artigo, Conte ainda não havia revelado os 23 escolhidos para levar ao Euro. Em baixo, os 30 jogadores convocados por Conte para fazerem parte do estágio de preparação para o Euro, onde estão incluídos os jogos de preparação diante da Escócia (29 de maio) e da Finlândia (6 de junho).

Guarda-redes: Gianluigi Buffon (Juventus), Federico Marchetti (Lazio), Salvatore Sirigu (Paris Saint Germain);

Defesas: Davide Astori (Fiorentina), Andrea Barzagli (Juventus), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus), Angelo Obinze Ogbonna (West Ham), Daniele Rugani (Juventus), Matteo Darmian (Manchester United), Mattia De Sciglio (Milan), Zappacosta (Torino);

Médios: Marco Benassi (Torino), Giacomo Bonaventura (Milan), Daniele De Rossi (Roma), Alessandro Florenzi (Roma), Emanuele Giaccherini (Bologna), Jorge Luiz Jorginho (Napoli), Riccardo Montolivo (Milan), Thiago Motta (Paris Saint Germain), Marco Parolo (Lazio), Stefano Sturaro (Juventus), Federico Bernardeschi (Fiorentina), Antonio Candreva (Lazio);

Avançados: Eder (Inter), Ciro Immobile (Torino), Lorenzo Insigne (Napoli), Graziano Pellè (Southampton), Simone Zaza (Juventus), Stephan El Shaarawy (Roma).

A grande ausência do lote é, indubitavelmente, Andrea Pirlo, que perdeu espaço e visibilidade com a mudança para o campeonato norte-americano, ele que vai falhar, assim, a primeira fase final desde 2002.

O TREINADOR

Fonte: Facebook Oficial de Antonio Conte
Fonte: Facebook Oficial de Antonio Conte

Independentemente da sua prestação, Antonio Conte vai deixar o comando técnico da seleção italiana – onde chegou em 2015 – no final da presente edição do Europeu, depois de ter assinado um contrato com os ingleses do Chelsea válido para as próximas três temporadas.

Antes de defender as cores do seu país, o técnico de 46 anos passou também pelo Arezzo, pelo Bari (onde conquistou o título da Serie B), pela Atalanta, pelo Siena e pela Juventus, clube no qual alcançou maior sucesso: foi tricampeão entre 2011 e 2014 e ainda ganhou duas supertaças.

Conte é um treinador com uma ainda curta carreira, mas ao mais alto nível. Será a sua primeira competição oficial de seleções.

O JOGADOR MAIS IMPORTANTE

Fonte: Facebook Oficial do Jogador
Fonte: Facebook Oficial do Jogador

Sem Pirlo, fica fácil escolher a principal referência desta seleção: Gianluigi Buffon. O experiente guarda-redes, de 38 anos, é um dos símbolos da “Squadra Azzurra” – pela qual já realizou 156 partidas oficiais – e do futebol italiano. É, por isso, um jogador fundamental no seio de um balneário pouco habituado a grandes conquistas, como é atualmente o desta seleção.

ATÉ ONDE PODE IR A SELEÇÃO?

Numa prova como o Euro, onde a regularidade está longe de ser o fator mais importante para ganhá-la, é complicado tentar “adivinhar” o percurso de uma equipa e em que fase ela irá ficar pelo caminho. Atendendo à qualidade da seleção italiana, porém, parece-me que passar a fase de grupos é o mínimo exigível, embora haja condições para se chegar bem mais longe. Tudo vai depender dos adversários que a equipa defrontar nas fases a eliminar, até porque será muito difícil para a Itália fazer frente a equipas como Alemanha, Espanha ou França, que têm outros argumentos.

Gonçalo Tristão Santos

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