Argentina 2-0 México: Sombreros mexicanos não travam o sol argentino

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A CRÓNICA: QUALIDADE DE MESSI MANTÉM A ARGENTINA NO MUNDIAL

Foi no Lusail Iconic Stadium que se deu o clássico Argentina contra México, jogo a fechar a segunda jornada do grupo C do Mundial do Qatar 2022. A surpresa da Arábia Saudita frente à Argentina colocou os sul-americanos numa posição frágil e o empate do México contra a Polónia promete um grupo bastante disputado. Foi exatamente assim que o jogo se iniciou. Sem grande história para contar, mas bastante disputado, com várias entradas e disputes de bola violentos e ríspidos. O esperado entre os dois povos de sangue quente.

As faltas cometidas começaram a aumentar durante o decorrer da primeira parte do jogo, resultando, eventualmente, no primeiro remate à baliza do jogo ao minuto 34’. Um livre de Lionel Messi que foi calmamente defendido por Ochoa. O segundo remate à baliza do jogo surge novamente por recurso a um livre direto, ao minuto 45’, desta vez para o lado do México e marcado por Veja. Novamente, foi calmamente defendido pelo guarda-redes. A intensidade e violência da primeira parte ficam sublinhadas pelas 16 faltas assinaladas (6 para a Argentina, 10 para o México).

A segunda parte começa como acabou a primeira, sem muita qualidade ofensiva e com bastantes duelos físicos. Após uma dupla alteração de Scaloni, num lançamento lateral, Di Maria recebe a bola e serve Messi fora de área, que, com um momento de génio, disfere um violento remate rasteiro que só termina no fundo das redes de Ochoa. A qualidade individual do astro argentino coloca ponto final à igualdade no marcador ao minuto 64’.

Após o golo argentino o jogo começou a decorrer de forma mais fluída, com o México a procurar a igualdade, quase sempre sem causar verdadeiro perigo à baliza argentina. Quem causou perigo acabou por ser a argentina, que aumentou a vantagem ao minuto 87’ por parte do benfiquista Enzo Fernández com um verdadeiro lance de magia.

O médio centro do Benfica rematou em jeito ao ângulo mais distante da baliza mexicana, após bailar dentro da grande área adversária. Com o segundo golo a argentina colocou um ponto final no jogo.

 

A FIGURA

Lionel Messi É complicado anunciar a maior figura deste jogo, devido à quantidade de paragens e lances de maior violência que acabaram por travar bastantes vezes as ações ofensivas. Ainda assim, o jogador que desbloqueou este jogo, devido apenas à sua enorme qualidade individual, foi o sete vezes bola de ouro: Lionel Messi

 

O FORA DE JOGO

Rodrigo de Paul – O médio-centro argentino já tinha feito uma fraca partida contra a Arábia Saudita, mas acabou por merecer na mesma a confiança do seu selecionador. Mais uma vez, esteve bastante desaparecido em campo e não acrescentou nada aos diferentes momentos de jogo argentinos. Durante o decorrer do jogo o jogador do Atlético de Madrid somou vários passes errados e receções desastrosas, não esteve à altura da titularidade mais uma vez.

ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA

Os homens de Lionel Scaloni entraram em campo organizados de forma semelhante ao jogo contra a Arábia Saudita, variando entre o 4-2-3-1 e o 4-4-2 dependendo entre a posição de Lionel Messi e dos extremos argentinos. Sendo uma equipa que gosta de ter a posse de bola e sair a jogar desde a defesa, os argentinos, procuraram trocar a bola em progressão até à área adversária. Quando o caminho até à área, através da posse de bola, não era possível, procuraram bastante os lances individuais, maioritariamente por parte de Di Maria.

O golo de Messi fez Scaloni reorganizar a sua equipa, retirando um extremo e organizando-se num sistema com três defesas centrais. A seleção argentina procurou fechar o caminho à sua baliza e partir rapidamente para o contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Martínez (6)

Montiel (5)

Otamendi (6)

Martínez (6)

Acuña (6)

Di Maria (7)

de Paul (5)

Rodríguez (5)

Mac Allister (6)

Messi (7)

Martínez (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernández (7)

Álvarez (6)

Molina (6)

Romero (-)

Palacios (-)

ANÁLISE TÁTICA – MÉXICO

Os mexicanos, treinados por Tata Martino, montaram-se num sistema de três defesas centrais. Organizado em 5-3-2 ou 3-5-2, dependendo da posição dos defesas laterais em campo, mais defensiva ou ofensiva, o México dependeu bastante do meio-campo a três como forma de estancar o jogo argentino, recorrendo bastantes vezes a desarmes agressivos. Ofensivamente, Vega e Lozano, procuraram as desmarcações individuais nas costas da defesa sul-americana. Apesar de nem sempre conseguirem, o México, procurou a pressão alta sempre que possível.

Tal como na seleção argentina, o golo de Messi, também fez o México reorganizar a sua equipa. Tata Martino fez entrar um ponta de lança mais fixo, Jiménez, e montou a sua equipa no seu fiel 4-3-3. Os mexicanos procuraram muito mais poder ofensivo e colocar mais corpos dentro da grande área adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ochoa (5)

Álvarez (6)

Araujo (6)

Montes (6)

Moreno (6)

Gallardo (6)

Herrera (6)

Guardado (5)

Chávez (6)

Lozano (5)

Vega (6)

SUBS UTILIZADOS

É. Gutiérrez (5)

Antuna (5)

Jiménez (5)

Alvarado (6)

Redação BnR
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