A CRÓNICA: COM GOLEADA, SANTA CLARA IMPOE SUA FORÇA NA MACEDÓNIA

A equipa portuguesa fez a sua estreia na nova em jogos oficiais na época 21/22, e foi com uma grande atuação. Com uma postura inteligente e madura o CD Santa Clara instalou-se, inicialmente no campo adversário, forçando a equipa adversária a devolver a bola. Como resultado, logo aos 10 minutos de jogo, a primeira oportunidade de golo foi criada pela equipa portuguesa. O remate de Anderson Carvalho, a funcionar com assistência de Allano, acabou com a bola a passar por cima, após uma jogada realizada.

A equipa do Shkupi sem muitas soluções com a marcação imposta no meio-campo do Santa Clara teve um ritmo da partida lento e fraco. Mas conforme a partida foi a passar, o Shkupi foi perdendo a vergonha e arranjando a sua marcação, tendo um pouco mais da posse da bola.

Contudo, a partir dos 26 minutos, o Santa Clara impôs uma série de jogadas que culminaram no primeiro golo da partida. Começando com uma jogada do lateral que ganhou o confronto 1×1 deu e deu uma bela assistência para Carlos que desperdiçou na pequena área. Logo em seguida, o Santa Clara rouba a bola na defesa adversária e Morita jogou perto da baliza.

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Mas foi quando uma triangulação no corredor esquerdo sobrou para Lincoln arrematar para a área, mas seu arremate é desviado por Rwatubyaye tirando o guarda-redes da jogada, afirmando um autogolo.

Mesmo com o placar adverso, o FC Shkupi não mudou o seu estilo de jogo reativo para obtenção da bola.

Sem grandes oportunidades, e sem ao menos acertar a baliza, a posse da bola continuou maioritariamente sendo do lado encarnado, finalizando o primeiro tempo da partida na Macedônia do Norte.

Logo após o intervalo, as substituições no ataque do Shkupi, brevemente tiveram alguns minutos que surpreenderam a marcação do Santa Clara. Entretanto, os espaços no campo abriram-se e, num contragolpe, aos 48 minutos, o Santa Clara apareceu pelo lado esquerdo de ataque, onde, Allano cruzou para Carlos, que livre, só precisou completar para dentro da baliza.

O segundo golo refreou as ações da equipa da Macedónia do Norte. Mesmo com maior posse da bola, em comparação ao primeiro tempo, Shkupi. Somente aos 64 minutos após a sobre de um cruzamento, Ismailli obrigou ao guarda-redes encarnado realizar a sua primeira defesa.

Com mais espaços e uma queda física da equipa da Macedónia do Norte, as únicas oportunidades reais de golo eram exclusivas da equipa dos Açores.

Nos descontos finais, a já cansada defesa do Shkupi não rebate a bola e após sobrar um remate de Rui Costa, a bola sobra para João Costa que arremata com força e não dá oportunidades para o guarda-redes adversárias.

Assim, a equipa portuguesa está devidamente encaminhada para, a confirmar seu favoritismo, só precisando segurar o resultado de empate e podendo até perder por dois golos de diferença que está na terceira fase na nova competição da UEFA.

 

A FIGURA

Morita – Como destaque, o médio japonês ficou responsável de controlar o meio-campo do Santa Clara. Com toque de bola diferente e visão que se destaca perante os seus companheiros, as jogadas do passam sempre por ele, além de manter-se sempre regular dentro de todo o seu tempo em campo.

O FORA DE JOGO

Rwatubyaye – Numa equipa com uma exibição fraca coletivamente, é difícil escolher apenas um jogador, no entanto, num lance de mais azar do que qualquer outro elemento, o autogolo do central foi determinante para a queda psicológica e emocional da sua equipa, além de não transparecer segurança para os seus companheiros.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC SHKUPI 1927

O vice-colocado e melhor defesa da última liga macedónica, apostou inicialmente no seu usual 4-3-3 defensivo, com grande influência e exigência física dos médios para a partida. Entretanto, a parte defensiva foi pessimamente realizada, com apenas Adem Ali a tentar realizar de forma mínima algumas criações de ataque.

Como a estratégia não surtiu efeito, o técnico TAL no segundo tempo substituiu as suas peças de ataque. Com Souhabib como ponta de lança e a inversão dos ponteiros fizeram com que o Shkupi ocasionasse mais espaços, se lançando mais ao ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kristijan Naumovski (4)

Tome Kitanovski (3)

Abdul Rwatubyaye (2)

Faustin Senghor (4)

Fisnik Zuka (4)

Konstantin Chemshmedjiev (5)

Ali Adem (5)

Freddy Alvarez (5)

Marko Gjorgjievski (5)

Kire Markoski (4)

Matej Cvetanoski (4)

SUBS UTILIZADOS

Kristijan Trapanovski (5)

Mouhamadou Souahib (5)

Fati Ismaili (5)

Erion Shuku (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara, que fez a sua primeira partida oficial nesta época, repete a formação que lhe conferiu o sexto lugar na Primeira Liga. Através do 4-3-3, a força da marcação alta com pressão no ataque da equipa açoriana foi a aposta do técnico Daniel Ramos e deu resultado com o controlo do meio-campo adversário, além de utilizar as triangulações para o avanço dos laterais para ser utilizada a jogada lateral para ataque.

Na segunda metade da partida, priorizando a defesa e o contragolpe, o técnico Daniel Ramos escolheu preservar o físico dos seus jogadores mais prestigiados, além de renovar o fôlego do meio-campo. Dando a bola para Shkupri, o Santa Clara defendeu-se esperando o melhor momento para o contra-ataque. Com as substituições, o Santa Clara ficou mais consistente defensivamente, com Costinha jogando no meio-campo, e o deslocamento de Lincoln para médio central, favorecendo a defesa da equipa dos Açores.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (7)

Rafael Ramos (6)

João Afonso (7)

Villanueva (7)

Mansur (6)

Anderson Carvalho (6)

Hidemassa Morita (8)

Lincoln (7)

Carlos Júnior (8)

Allano (7)

Crysan (6)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (6)

João Costa (7)

Jean Patric (5)

Rui Correia (5)

Artigo redigido por Kayalu da Silva

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