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André Silva

«As minhas características não são feitas para uma liga, são feitas para marcar golos» – André Silva ao Bola na Rede

A época que André Silva está a realizar, segundo conta em conferência de imprensa, sai ainda mais valorizada por ter sido conseguida ao serviço do Eintracht. “Não sendo um clube que luta pela Champions, é um grande feito”, admite o internacional pela seleção das quinas.

Numa altura em que o nome “André Silva” está nas listas de reforços de muitos clubes sonantes, o próprio garante que lidar com a valorização “faz parte do crescimento”. “Já passei por isso quando era criança, agora é algo a que estou habituado”.

Se o português tem o futuro por definir, certo é que o atual treinador do Eintracht, Adi Hutter, já foi oficializado, no decorrer da época, há boa maneira alemã, como treinador do Borussia VfL Mönchengladbach. “Até ao final da época, todos estamos com a cabeça aqui”, reconhecendo o profissionalismo do técnico.

Depois que ter despontado no FC Porto, viajou para o AC Milan e, posteriormente, para o Sevilha. Em Milão, aponta que “havia mais investimento e o resultado tinha que ser imediato”. Recorda também que em Espanha, “as coisas começaram a correr muito bem”, mas uma lesão acabou por o atrapalhar.

Depois de épocas menos conseguidas e mais maduro, como não se cansa de frisar, aterrou em terras germânicas. Apesar de ter encaixado na medida exata na liga alemã, o jogador de 25 anos revela ter capacidade de adaptação. “As minhas características não são feitas para uma liga em específico, são feitas para o futebol e para marcar golos”, alerta.

O Eintracht Frankfurt é uma equipa que alinha habitualmente num 3-5-2. André Silva é o homem mais adiantado. Normalmente, o camisola 33 poupa-se ao trabalho de apoios frontais e preocupa-se em fixar a linha defensiva do adversário, deixando o espaço entre linhas para o segundo avançado ou médio ofensivo que jogue nas suas costas. O atleta formado no Olival é muitas vezes solicitado através de cruzamentos do lado esquerdo do ataque, efetuados por Kostic. Nessa situação, procura explorar o espaço entre o central e o lateral do lado contrário para tentar finalizar. A química com o sérvio, um jogador com ótima definição através do cruzamento no último terço do campo, é notória, o que se consegue ao “treinar muitas vezes e tentar sempre fazer as coisas bem”.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O rendimento que André Silva tem vindo a apresentar não se prende ao sistema tático. Sobre se prefere jogar sozinho na frente de ataque ou acompanhado por outro avançado, admite que “é preciso mudar o chip” de uma situação para a outra, mas o que importa é outra coisa. “Não é uma questão de se jogo com um avançado ou com dois, é uma questão daquilo que meto lá dentro [golos]”, remata.

O lugar de ponta de lança da seleção portuguesa tem sido alvo de constantes experiências e de muitas desconfianças quanto aos escolhidos para a ocuparem. O jogador que vestiu a camisola nacional em 38 ocasiões diz estar “contente” e “orgulhoso” do seu percurso por Portugal, embora para continuar a assumir a posição as coisas não dependam totalmente de si. “A única coisa que posso fazer é mostrar que consigo fazer melhor do que outra pessoa lá”.

Em criança, recreava-se com a bola nos pés. Hoje, escreve sobre quem realmente faz magia com ela. Detém um incessante gosto por ouvir os protagonistas e uma grande curiosidade pelas histórias que contam. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.

Em criança, recreava-se com a bola nos pés. Hoje, escreve sobre quem realmente faz magia com ela. Detém um incessante gosto por ouvir os protagonistas e uma grande curiosidade pelas histórias que contam. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.

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