RB Leipzig 0-1 FC Bayern Munchen: Bávaros com título à vista

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A CRÓNICA: FINALIZAÇÃO FOI O PONTO FRACO DO RB LEIPZIG

O título alemão estava em disputa em tarde quente na Liga Alemã. Primeiro e segundo encontravam-se na Red Bull Arena para o grande confronto. Destaque óbvio para a ausência de Robert Lewandowski, Alphonso Davies e Jérôme Boateng, do lado do FC Bayern Munchen e de Angeliño, do outro lado. Ainda assim, as odds indiciavam que os bávaros fossem os favoritos a vencer. Dos 11 jogos entre as duas formações, apenas uma vitória para o RB Leipzig.

Antes do pontapé de saída, momento insólito. A rede da baliza de Manuel Neuer estava…furada. A toalha que o guardião alemão atou para remediar o problema não convenceu o árbitro e teve de ser necessária a chamada de um assistente.

O jogo foi, tal como se esperava, eletrizante. Cansava só de ver. Pressão alta a toda a linha, tanto de uma como de outra equipa, que não permitia que fossem criadas ocasiões com tanta frequência como é habitual nas duas formações. No que toca a oportunidades, escasseavam. Mas como estes intérpretes não precisam de muitas oportunidades para fazer a diferença, golo no primeiro remate à baliza. Leon Goretzka, médio goleador, assistido por Thomas Muller, finalizou uma belíssima jogada do Bayern Munique. Um zero para os bávaros. O golo parece ter mudado o curso do jogo e o RB Leipzig desesperava pelo intervalo, que, entretanto, chegava sem mudanças no marcador.

Na segunda parte, Juilan Nagelsmann mexeu com a partida através do banco. Percebeu que não estava a ser capaz de desmontar a defesa contrária. Passou a jogar em 4-3-3, deixando de parte a construção a 3 defesas e lançou para jogo Justin Kluivert. Nkunku, até então extremo, passou para avançado centro e Kluivert somou oportunidades criadas para o RB Leipzig. Alargou o jogo e os problemas do Bayern foram por demais evidentes.

A partir dos 60/65 minutos de jogo o Bayern Munique acalmou o jogo com bola e o RB Leipzig não mais conseguiu voltar a ser pressionante e perigoso como tinha sido antes. Nagelsmann meteu dois avançados possantes e até Órban acabou a jogar a avançado. Ainda assim, foi insuficiente e não houve espaço para alterações no marcador, que se manteve igual até ao apito final do árbitro.

O FC Bayern Munique fica claramente com as mãos no nono título consecutivo da Bundesliga depois deste jogo. Os bávaros podem começar a pensar na forma como vão festejar, porque certamente não deverá fugir.

 

A FIGURA

Leon Goretzka – Inevitavelmente, o golo solitário de Goretzka acabou por ser fator decisivo na partida. Na primeira chance que teve não tremeu e com uma bomba à entrada da área fuzilou as redes defendidas por Péter Gulácsi. Mas nem só de golos vive o jogo e também nos outros planos se destacou. Lado a lado com Joshua Kimmich, formam uma das duplas mais temíveis do futebol mundial. Grande jogo de ambos.

 

O FORA DE JOGO

Finalização do RB Leipzig – Seria injusto destacar individualidades desta partida pela negativa. Decidi então apontar a débil capacidade de finalização do RB Leipzig como principal falha. Dani Olmo, Marcel Sabitzer, Nkunku, Kluivert e até Sorloth e Poulsen a partir do momento em que entraram não conseguiram capitalizar as oportunidades que tiveram, e foram muitas no segundo tempo. Jogos grandes pedem que os grandes jogadores apareçam e os “Touros” nunca conseguiram ser eficientes no momento necessário.

 

ANÁLISE TÁTICA – RB LEIPZIG

Um dos fatores de maior interesse desta partida seria ver como se iria apresentar o conjunto de Julian Nagelsmann. Na construção, assumia um 3-4-3. Dayot Upamecano, Klostermann e Órban formavam a linha de três defesas. À frente destes, Tyler Adams aparecia como elemento mais recuado do meio-campo dos “touros”. Sabitzer, Nordi Mukiele e Dani Olmo eram os outros três que, ocupando diferentes zonas, povoaram a área do meio-campo.  Christopher Nkunku e Amadou Haidara, os extremos, pareciam destinados a explorar a profundidade nas costas da defesa contrária e simultaneamente manter o equilíbrio em momentos defensivos. Finalmente, Emil Forsberg, servia de “falso-nove” na frente de ataque. Na segunda parte, a entrada de Justin Kluivert por troca com Forsberg não alterou as dinâmicas, passando Nkunku para avançado centro.

Por outro lado, em momento defensivo, organizava-se, recorrentemente com uma linha de 4 defesas, passando a exibir um 4-3-3. Mukiele recuava e juntava-se aos defesas, Sabitzer e Tyler Adams passavam a estar lado a lado, e Forsberg ficava sozinho na frente.

A escolha de Nagelsmann em jogar sem um ponta-de-lança de raiz, acabava por criar dinâmicas especiais entre elementos bastante homogéneos. À pressão alta e asfixiante sem bola, acrescentaram a procura da profundidade dos extremos e as combinações constantes. Os homens do ataque pensavam sempre como médios, e não como avançados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Péter Gulácsi (6)

Lukas Klostermann (5)

Will Órban (7)

Dayot Upamecano (7)

Nordi Mukiele (6)

Marcel Sabitzer (7)

Amadou Haidara (6)

Tyler Adams (6)

Dani Olmo (5)

Christopher Nkunku (6)

Emil Forsberg (4)

SUBS UTILIZADOS

Justin Kluivert (7)

Yussuf Poulsen (4)

Alexander Sorloth (5)

Hee-Chan Hwang (-)

Ibrahima Konaté (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNIQUE

O FC Bayern Munique não apresentou alterações do ponto de vista da riqueza tática em relação aos jogos anteriores. O 4-2-3-1 já não é novidade e voltou a ser repetido.

David Alaba, pela esquerda e Niklas Sule, pela direita, eram os defesas-centrais, mas apresentavam características diferentes. Olhando para o heatmap de cada um, confirmamos uma perceção que salta à vista. O austríaco toma controlo na saída e acaba por subir mais no terreno. Talvez por isso, a maioria das investidas do Bayern Munique terem tido origem no lado esquerdo ataque. Lucas Hernández era, também ele, muito mais ofensivo do que Benjamin Pavard, menos aventureiro e com menos subidas pela ala. Exibição sólida da defesa bávara que

O meio-campo ficava entregue a Joshua Kimmich e Leon Goretzka. As ações destes dois jogadores pautavam o jogo dos bávaros. Thomas Muller era um dos elementos de mais difícil leitura. Espalha-se pelo campo e é habitual vê-lo ocupar diferentes zonas do terreno. Os extremos, Kinglsey Coman e Leroy Sané, ora procuravam as diagonais para dentro, ora tentavam explorar as iniciativas para dentro, desequilibrando no 1×1. Cabia a Choupo-Moting a difícil tarefa de substituir o avançado polaco, Robert Lewandowski.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Lucas Hernández (6)

David Alaba (8)

Niklas Sule (6)

Benjamin Pavard (6)

Leon Goretzka (8)

Joshua Kimmich (8)

Thomas Muller (7)

Leroy Sané (6)

Kingsley Coman (6)

Eric Maxim Choupo-Moting (6)

SUBS UTILIZADOS

Serge Gnabry (6)

Jamal Musiala (6)

Javi Martínez (-)

Gabriel Henriques Reis
Gabriel Henriques Reishttp://www.bolanarede.pt
Criado no Interior e a estudar Ciências da Comunicação, em Lisboa, no ISCSP. Desde cedo que o futebol foi a sua maior paixão, desde as distritais à elite do desporto-rei. Depois de uma tentativa inglória de ter sucesso com os pés, dentro das quatro linhas, ambiciona agora seguir a vertente de jornalista desportivo.

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