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Cabeçalho Liga Brasileira

Paulo Bento é o novo técnico do Cruzeiro e – dizem os cruzeirenses – já colocou a equipa a jogar melhor numa semana, do que o anterior treinador em vários meses. Exageros ou eufemismos para uma e outra parte, o certo é que os próprios jogadores, adeptos e jornalistas se mostram impressionados com o trabalho desenvolvido pelo ex-selecionador nacional e ex-treinador do Sporting. Já aqui escrevi nesta casa duas coisas: a primeira foi a de que o futebol brasileiro é o melhor do mundo; a segunda foi a de que o futebol brasileiro deixou de ser o melhor do mundo. A primeira foi escrita antes do Mundial 2014; a segunda, depois desse trágico mundial.

Efetivamente, o futebol brasileiro (infelizmente) deixou de ser o melhor. Antes tinha os melhores técnicos, os métodos mais avançados e as táticas mais ousadas e irreverentes. Introduziu uma coisa maravilhosa que foi aquilo que as modalidades de pavilhão sempre tiveram: ciência. Isto é, o treinador brasileiro era o melhor, porque estudava, porque estava na faculdade, porque sabia mais que os outros. Não era um futeboleiro qualquer que tinha dado apenas uns toques na bola e tinha experiência de balneário.

O futebol brasileiro parou no tempo, porque se acomodou. Não inovou. Como a Inglaterra, por exemplo, que soube perceber o marasmo em que se encontrava e começou a contratar estrangeiros. Sem comparar o poderio de um e de outro futebol – muito maior o do futebol brasileiro, entenda-se – os ingleses (na humilde opinião deste autor) apenas inventaram o jogo. O resto é folclore. Os estádios cheios, as transmissões televisivas, etc, advêm de um poder de compra grande. Apenas isso. Sim, porque não tenhamos dúvidas, tirem os estrangeiros da Premier League e aquele campeonato, apenas com ingleses, acaba de tanto fazer doer os olhos. Os ingleses são bons a ver os outros jogar.

Mas voltando ao Brasil, os dias de glória acabaram. Chegou o ocaso… penso que o Brasil só voltará a ser campeão do mundo se mudar radicalmente os seus métodos – longo prazo -, ou tiver nas suas fileiras um treinador estrangeiro – solução mais imediata. Mas conhecendo bem a sociedade brasileira, acho que esse dia demorará a chegar.

Daniel Melo
Daniel Melohttp://www.bolanarede.pt
O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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