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Fábio Carille, o retorno da esperança corintiana

César Mayrinck · 2 min

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Fábio Carille está de volta ao SC Corinthians. Seis meses após sair do clube para treinar o Al-Wehda da Arábia Saudita, o treinador de 45 anos volta à equipa em que foi campeão brasileiro, na temporada passada. Quando saiu do “Timão”, o discurso do técnico era de que precisava de novos desafios na carreira. É claro que, na verdade, a parte financeira pesou na sua decisão de deixar o Corinthians e não há nenhum problema com isso. Se no contrato existe uma cláusula de rescisão, essa poderá ser acionada a qualquer momento por alguma das partes. No Brasil, geralmente são os clubes que a acionam. Ainda não estamos acostumados a ver os treinadores a pedir uma rescisão contratual.

Carille deixa o Al-Wehda na quinta posição da Primeira Liga Saudita, a oito pontos do líder Al-Hilal.

Agora, o treinador terá realmente um desafio pela frente. Na temporada em que foi campeão brasileiro, o Corinthians não tinha o melhor plantel do Brasil, mas possuía alguns jogadores interessantes, como o médio Rodriguinho, o central Balbuena, o lateral Guilherme Arana e o atacante Jô. Porém, todos estes atletas já não estão no clube e o atual elenco corintiano conseguiu, no limite, livrar-se da despromoção no Brasileirão deste ano. Muito pouco para o detentor do principal título nacional.

Fábio Carille com a taça de Campeão Brasileiro de 2017.
Fonte: corinthians.com.br

Com o plantel enfraquecido, o presidente corintiano, Andrés Sanchez, confirmou que irá procurar reforços. Fábio Carille agradecerá. Creio que a conversa da negociação entre os dois se baseou muito no planeamento do futebol do clube para 2019. Dificilmente Carille aceitaria retornar ao clube, onde tem grande prestígio e é acarinhado pelos adeptos, se não tiver material de qualidade em campo.

A contratação de Fábio Carille foi um “golo” marcado pela direção corintiana e apazigua um pouco as coisas com massa adepta. O treinador deve implementar na equipa o mesmo modelo de jogo que teve sucesso em 2017. O Corinthians tinha um padrão tático bem definido e explorava muito bem as jogadas de bola parada. A equipa não faziamuitos golos, mas também pouco sofria. Era cirúrgica e jogava de maneira pragmática. Alguns criticam esse estilo de jogo, mas o resultado foi positivo para os corintianos, é inegável. Carille fez bom uso do conhecimento e das “armas” à disposição. A próxima temporada deverá ser para “organizar a casa” e dar à equipa um modelo de jogo. É preciso que os adeptos tenham paciência, pois a situação financeira do clube é complicada e não devem chegar grandes contratações, mas, organizando o plantel e o clube, o retorno das grandes conquistas não tardará.

Foto de capa: Corinthians.com.br

César Mayrinck

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