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Libertadores 2017: Muito dificilmente não virá para o Brasil

Daniel Melo · 2 min

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Cabeçalho Liga Brasileira

Vamos por partes (de modo a não ser mal interpretado): das 32 equipes participantes nesta competição – divididas em oito grupos, tal como na Liga dos Campeões da Europa – precisamente oito delas são brasileiras. Apenas um dos grupos não tem qualquer representante de Terras de Vera Cruz. Isso diz muito sobre a Libertadores 2017.

Primeiro: o Brasil agora coloca mais equipas em disputa. Em vez das quatro vagas na classificação, como acontecia até 2016, agora são os seis primeiros lugares da Série A do Brasileirão que dão acesso à prova de clubes mais importante da América. Isto é explicado, igualmente e em parte, pelo facto de os teams mexicanos já não disputarem a contenda, abrindo assim lugares a serem distribuídos pelos vários países que compõem a Conmebol – Associação que reúne as Federações de futebol da América do Sul.

É verdade que alguns clubes brasileiros, como foi o caso do Botafogo, por exemplo, tiveram que jogar uma pré-Libertadores. Nada de mais. Todas elas passaram. Assim, como representantes canarinhos, temos: Palmeiras, como campeão nacional; Santos, Flamengo, Atlético Mineiro, Botafogo e Atlético Paranaense, como classificados do segundo ao sexto lugar do ano transato; o Grêmio, como vencedor da Copa do Brasil; e ainda a malograda Chapecoense, como vencedora – por decreto, diga-se, pois já aqui expressei a minha opinião quanto ao assunto – da Copa Sul-Americana.

Todas elas estão “sozinhas” nos seus respetivos grupos; apenas Flamengo e Atlético Paranaense calharam juntos. Mais um motivo para fazer uma previsão otimista na passagem das esquadras brasileiras.

O Brasil é, de longe, a nação mais representada nesta edição da Libertadores da América. Se isso – o favoritismo e a alta probabilidade de ser uma equipe brasileira a erguer o caneco – não bastasse por si só, contam-se também pelos dedos de uma mão (e ainda sobram) os clubes estrangeiros que podem beliscar a campanha dos brasileiros. Como papão, apenas o River Plate e talvez o Nacional de Montevideo, embora este último esteja com uma vitória e uma derrota no Grupo 7. Quanto ao Atlético Nacional, vencedor da prova o ano passado, perdeu a sua grande referência atacante, o colombiano Borja, para o Palmeiras – esquadrão que se tem reforçado muito bem para este ano. Têm uma derrota em outros tantos jogos.

O Flamengo já venceu um jogo por 4-0, mas perdeu outro. Deverá passar Fonte: 1News Brasil
O Flamengo já venceu um jogo por 4-0, mas perdeu outro. Deverá passar
Fonte: 1News Brasil

Se todas as equipas do Brasil passarão os seus respetivos grupos? Não diria todas; mas, mais de metade, penso que sim, sem dúvida. Até a Chapecoense já venceu um jogo; e mesmo apesar de ter perdido outro, em casa, todas as equipes do seu grupo têm três pontos, no grupo mais equilibrado até agora.

Apenas uma grande sangria poderá fazer com que não seja uma equipa brasileira a vencer esta Libertadores. Isto é, se as colocarem a jogar – muitas vezes e especialmente na fase a eliminar do mata-mata – todas contra todas. Porém, não vejo quem consiga rivalizar com os brasileiros, especialmente por serem muitos e de qualidade aceitável e suficiente para os estrangeiros. Só que no futebol nada é certo. Esperemos para ver.

Foto de capa: Copa Libertadores

Artigo revisto por Mafalda Carraxis

Daniel Melo

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