Vasco Botelho da Costa: «Parabéns ao FC Porto, mais forte que nós»

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Vasco Botelho da Costa analisou o desfecho do duelo da 26.ª jornada da Primeira Liga. O FC Porto recebeu o Moreirense no Estádio do Dragão.

Vasco Botelho da Costa fez a análise ao FC Porto x Moreirense da 26.ª jornada da Primeira Liga. O encontro disputado no Estádio do Dragão terminou com 3-0 para os azuis e brancos. Na flash interview, o técnico dos cónegos começou por dizer:

«Um jogo sem grande história quanto à justiça e superioridade. Parabéns ao FC Porto, mais forte que nós. Tentámos tirar referências ao FC Porto, eles seguem individual, quisemos extremos a marcar profundidade e gente em central em apoio. Com bolas longas era impossível, não ganhámos uma primeira e segunda, e precisávamos do risco. Era a estratégia possível tendo em conta o que tínhamos disponível. Sentimos um pouco o ambiente. Não é costume, jogamos com personalidade e ambição, mas tivemos alguns jogadores desconcentrados e ansiosos. As bolas que perdemos são péssimas decisões, não era o que tínhamos pensado. Jogo difícil e que vai servir de aprendizagem».

O técnico falou sobre a segunda parte:

«2ª parte? A mensagem que tenho de passar é que quando não seguimos o plano de jogo estamos mais longe do sucesso. Não é uma questão de não acreditar, mas de foco e de estarmo tranquilos. O mais provável é a mensagem do treinador durante a semana não ter sido clara o suficiente, responsabilidade minha. Em vantagem, o FC Porto tenta poupar-se, mas percebeu que não era boa ideia juntar linhas. Conseguimos ganhar corredor, cruzamentos, mas o golo não esteve em causa».

O treinador comentou a não utilização de Luís Hemir:

«Luís Hemir? É um dos meninos desta equipa que conheço desde os sete anos. Adoro-o, mas tem de entender que o grupo estará sempre acima da individualidade. Às vezes para crescer é preciso tomar decisões difíceis. Foi decisão».

Vasco Botelho da Costa falou sobre a sua primeira época no Moreirense:

«Estou aqui para servir o Moreirense da melhor forma que sei. As dificuldades são situações onde tenho de crescer. De que me serve lamentar que tenho menos jogadores ou que não tenho para certas posições. Tenho de me reinventar. Serve para crescimento de todos. Hoje jogámos sem ponta de lança. Em determinados momentos é duro, mas estamos a crescer. É o nosso primeiro ano de Primeira Liga, conseguimos a manutenção a 10 lugares do fim, mas somos muito ambiciosos. Temos muito de crescer como equipa técnica e eu como treinador».

Rodrigo Lima
Rodrigo Limahttp://www.bolanarede.pt
Rodrigo é licenciado em Ciências da Comunicação e está a frequentar o mestrado em Gestão do Desporto. Trabalha na área do jornalismo desportivo, com particular interesse pela análise de futebol.

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