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Croácia 0-0 Espanha (4-5 G.P): O Panenka da sorte

Duarte Amaro · 3 min

Espanha Liga das Nações
Foto: Federação Espanhola

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A CRÓNICA: ESPANHA BATE A CROÁCIA E CONQUISTA UM TROFÉU APÓS ONZE ANOS

Croácia e Espanha encontraram-se na final da UEFA Nations League na busca pela conquista inédita do troféu. Do lado da Croácia a confiança era tremenda depois de um jogo de loucos e de uma vitória eufórica, nas meias-finais, perante a seleção dos Países Baixos. Porém, do lado da Espanha a confiança não era menor, depois de uma grande vitória diante a seleção italiana por duas bolas a uma.

A expectativa era um jogo aberto, mas paciente, sem muito risco para evitar erros desnecessários e essa foi a toada de início de jogo em que os primeiros minutos mostraram cautela de ambas as seleções com uma posse de bola bastante controlada para não dar erros ao adversário. Porém, o pressing da Espanha fez com que a seleção croata cometesse alguns erros, fazendo com que a seleção espanhola estivesse mais perto de inaugurar o marcador.

Os minutos foram passando e a toada do jogo caminhava na mesma direção, a Espanha mais próxima da baliza croata, mas sem conseguir criar grandes ocasiões de perigo. Enquanto a Croácia explorava mais o contra-ataque, privilegiando também a posse de bola, com o trio de meio-campo a ter um papel importante quer neste âmbito, quer na recuperação de bola. A primeira parte terminou com o equilíbrio tanto no jogo como no resultado.

Na entrada para a segunda parte, a seleção croata entrou bastante bem, tendo quase chegado ao primeiro golo do jogo logo nos minutos iniciais do segundo tempo. Com o tempo a passar e um jogo muito equilibrado, ambos os selecionadores procuraram nos bancos soluções que pudessem dar novas soluções. Na Croácia, Petkovic rendeu Pasalic, com Kramaric a deslocar-se para a ala direita e, na Espanha, Ansu Fati entrou para o lugar de Pino para tentar mexer com o jogo e Joselu ocupou o lugar de Morata. A verdade é que apesar das substituições terem surtido efeito, o resultado não se alterou e as seleções seguiram para prolongamento.

No prolongamento e com as equipas a acusarem desgaste, o jogo partiu-se e o perigo aproximou-se de ambas as balizas, mas o golo não apareceu e o jogo seguiu para os penaltis.

No desempate por grandes penalidades, Vlasic converteu a primeira grande penalidade dando vantagem à Croácia no marcador. Do lado da Espanha, Joselu empatou. Brozovic voltou a colocar a Croácia na frente, com Rodri a igualar novamente. Modric, converteu a terceira grande penalidade e colocou a Croácia em vantagem. Porém, Merino em grande estilo igualou a contagem. Majer falhou a quarta grande penalidade, depois de uma grande defesa de Simon e Asensio colocou a Espanha na frente. Na quinta grande penalidade, Perisic ainda deu esperança aos croatas que foi confirmada depois de Laporte falhar o quinto penalti.

No entanto, logo a seguir, Unai Simon voltou a defender o penalti, desta vez de Petkovic e Carvajal deu o troféu da Liga das Nações à seleção espanhola, que o venceu pela primeira vez.

A FIGURA

Marcelo Brozovic – Num jogo bastante fechado, Marcelo Brozovic (como já havia sido durante a caminhada do Inter na liga dos campeões) foi um pêndulo no meio-campo croata e o principal responsável pelas ações com bola. Esteve muito bem quer nas ações defensivas, quer nas ações ofensivas. Um médio com um encanto especial e que atualmente facilmente entra na lista dos melhores do mundo na sua posição.  

O FORA-DE-JOGO

A falta de golos – Sabemos que as finais não se jogam, ganham-se. Porém, num jogo com tantos intervenientes de classe mundial esperava-se mais acerto na hora de finalizar, num resultado que não refletiu a qualidade de jogo que as duas seleções apresentaram.

Duarte Amaro

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