FC Porto 1-4 Liverpool FC: A dura realidade do “Shark Tank”

- Advertisement -

Questionarmo-nos sobre a justiça ou falta dela no final de um jogo de futebol acaba por ser demasiado irrelevante, porque o desfecho, esse, não se altera, consoante a vontade da razão… e do coração. Este ‘second round’ entre dragões e reds confirma a regra. Um FC Porto mandão, com bola, pressionante e com imensas aproximações com perigo da baliza de Alisson. Já aos homens de Klopp bastou-lhes serem… eles mesmos. Frios, pragmáticos e assertivos. Dois pares de subidas à área de Casillas e ficou confirmada a tese.

A missão era hercúlea e a quantidade de golos desperdiçados na primeira vintena de minutos deitava tudo ainda mais a perder. Para piorar o cenário, Conceição deixara Soares no banco, cabendo a Otávio assumir as costas de Marega. As intenções do técnico portista, contudo, acabaram por lhe dar razão e só a inexistência de um golo lhe roubou acerto total.

Do outro lado, o homólogo alemão da formação inglesa replicou a surpresa e fez ‘descansar’ Firmino. Afinal, a vantagem era relativamente confortável, mas nem se pode falar em gestão quando em campo estava uma equipa fortíssima e muito, muito experiente. No lugar do brasileiro jogou Origi, que saiu ao intervalo para que o companheiro, pouco depois, matasse a reação portista ao golo que Mané, a aproveitar a permissividade da defesa azul e branco, apontou.

Perante o golpe duro no final da primeira parte, Conceição decidiu-se por deixar no balneário Otávio e lançar, enfim, a escolha mais óbvia: Soares. O problema para o FC Porto é que o Liverpool FC voltou a aplicar a receita mortífera. Contra ataque a explorar o adiantamento das linhas adversárias, bola nas costas e Salah a fazer o que melhor sabe.

Mané abriu a contagem, fazendo cair por terra as esperanças dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

A questão já estava mais que arrumada, mas há que enaltecer a reação portista, em forma de golo, quando a bola saiu disparada do pé esquerdo de Alex Telles para a cabeça de Militão. O brasileiro foi a melhor unidade azul e branca e percebe-se, claramente, que tem capacidade para voar noutro patamar.

Esatava prometida uma ponta final empolgante, ainda com vinte minutos para jogar, não fosse a tal regra aplicar-se… em dose dupla. Primeiro, foi estendida uma passadeira a Milner, que pressentiu a desmarcação de Firmino, e endossou-lhe a bola, para o toque de cabeça triunfal. Tudo tão simples, mas tudo tão bem feito. Isto é a Champions, meus amigos. Equipas deste calibre não são complacentes e fazem o adversário lamentar o erro da pior forma possível.

O descalabro espreitou no Dragão quando Van Dijk apontou o quarto míssil no porta aviões azul e branco, mas a coisa ficou por aí. O castigo, sem dúvidas, foi demasiado duro e injus… bem, é futebol. Melhor, é futebol do mais alto gabarito, ao qual por estas bandas estamos pouco habituados. O dragão cedeu demais à necessidade de pensar se deveria destapar a defesa ou o ataque, já que fazê-lo ao mesmo tempo poderia ter trazido resultados bem piores. Os ingleses, por seu lado, não perdem tempo com esse tipo de questões existenciais, pois estão bem mais apetrechados e não se desorganizam praticamente nunca.

A imagem final de um dragão com argumentos acabou ofuscada pelo desnível do score, mas a verdade é que ninguém poderia pedir mais a quem está numa realidade bastante diferente. O facto de em boa parte do primeiro tempo se ter acreditado que seria possível pelo menos fazer tremer este gigante inglês, por si só, já é de louvar. Nota final para a injeção de moral que se soltou da bancada para o relvado, assim que a cabeça deixou de estar focada neste jogo. Foram 49 mil almas incansáveis no apoio.

 ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona (Fernando Andrade, 78’), Brahimi (Bruno Costa, 81’), Otávio (Soares, 46’) e Marega.

Liverpool FC: Alisson, Alexander-Arnold (Joe Gomez, 66’), Matip, Van Dijk, Robertson (Henderson, 71’), Fabinho, Wijnaldum, Milner, Mané, Salah e Origi (Firmino, 46’).

Redação BnR
Redação BnRhttp://www.bolanarede.pt
O Bola na Rede é um órgão de comunicação social desportivo. Foi fundado a 28 de outubro de 2010 e hoje é um dos sites de referência em Portugal.

Subscreve!

Artigos Populares

Otávio afirma que abdicou de 3 milhões de euros para sair do FC Porto

Otávio afirmou em tribunal que a sua transferência do FC Porto para o Al Nassr foi negociada diretamente com Pinto da Costa, negando contactos com a Livesoccer, empresa que reclama três milhões de euros em comissões ao FC Porto.

Endrick mantém futuro em aberto: «Se tiver de ir para outro sítio, irei»

Endrick não garante a continuidade no Lyon. O avançado brasileiro admite que há várias possibilidades em cima da mesa para a próxima temporada.

Antigo médio do Crystal Palace e os rumores sobre Ruben Amorim: «Acho que no Crystal Palace ele vai ter tempo»

Ruben Amorim tem sido apontado a um regresso à Premier League, como possível sucessor de Oliver Glasner no Crystal Palace.

FC Porto: Diogo Costa volta a entrar no radar do Liverpool

A TeamTalk avança que Diogo Costa é um de quatro candidatos a suceder Alisson na baliza do Liverpool.

PUB

Mais Artigos Populares

Sporting vai anunciar a renovação de Rui Borges nesta sexta-feira

Rui Borges vai renovar com o Sporting até junho de 2028. O anúncio da extensão do contrato vai ser feito nesta sexta-feira, dia 1 de maio de 2026.

Dodi Lukebakio quebra silêncio e pede desculpa após momento tenso no Benfica x Moreirense: «Não hão desculpa para isso e não é típico de...

Dodi Lukebakio utilizou as redes sociais para pedir desculpa pelo momento de tensão no Benfica x Moreirense, após ter sido substituído por José Mourinho.

Jornalista do AS responde ao Bola na Rede sobre José Mourinho: «Talvez seja precisamente o único treinador que reúne tudo o que agora se...

José Mourinho está a ser associado ao Real Madrid. O Bola na Rede perguntou ao jornalista do AS, Pablo Fuentenebro, o que perspetiva sobre esta possível mudança de clube do técnico português.