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Juventus FC 1-2 SL Benfica: As águias voam alto em Turim

A CRÓNICA: NERES E JOÃO MÁRIO CASTIGAM OS BIANCONERI

Num Allianz Stadium vestido a rigor, a Juventus FC defrontou o SL Benfica, na segunda jornada da fase de grupo da Liga das Campeões. O desfecho foi favorável aos encarnados, que saíram de Turim com uma vitória por 2-1, mais do que merecida.

A Juventus FC de Massimiliano Allegri precisava de mudar o rumo dos acontecimentos nos últimos jogos, e ganhar significava aliviar a pressão à volta da equipa. Mas, do outro lado, encontrou um SL Benfica que soube sofrer e ressurgir no momento certo. Nos primeiros minutos de jogo, viu-se uma Juventus FC muito determinada e que parecia poder dominar o jogo do início ao fim. A equipa bianconera conseguiu, de facto, assumir rapidamente o jogo e colocar muita pressão nos encarnados, encostando-os à própria área.

A Juve não demorou muito para fazer abanar as redes, tanto que, aos 3′ minutos, Milik escapou à marcação e desviou de cabeça um pontapé livre da direita de Paredes. O 1-0 estava feito em Turim. A pressão ofensiva dos bianconeri continuou, tendo surgido um novo remate de Kostic, que passou perto do segundo poste.

Foi necessário chegar aos 20 minutos para vermos finalmente o SL Benfica entrar novamente no ritmo de jogo, na tentativa de ganhar mais posse de bola no meio-campo. O plantel de Schmidt cresceu ao longo do tempo, conseguindo ter algumas oportunidades, sobretudo através de Gonçalo Ramos.

No entanto, foi só no final da primeira parte que o conjunto português teve boas oportunidades para chegar ao empate. Primeiro, com um cabeceamento de Ramos, que foi travado por Perin, e depois aos 39’ com um remate de fora da grande área de Rafa, que tirou tinta ao poste da baliza.

Mas o golo forasteiro estava, de facto, prestes a chegar. Miretti cometeu uma falta sobre o Gonçalo Ramos na grande área e o árbitro concedeu grande penalidade. João Mário assumiu a conversão e recolocou o empate no marcador.

A partir daí, e durante a segunda-parte, o jogo foi de domínio encarnado. A equipa de Schmidt entrou em campo com um ritmo diferente, mais organizada e agressiva, com o a Juventus FC a sofrer cada vez mais com a pressão do adversário.

De facto, o SL Benfica assumiu o jogo no meio-campo e soube capitalizar, com inteligência e rapidez, os ataques que se vinham a criar a partir das laterais.

Contudo, a Juventus FC ainda teve oportunidade para se voltar a recolocar em vantagem aos 49 minutos, com um remate de Milik, que foi travado por Vlachodimos. A pressão das águias foi tão eficaz que o segundo golo chegou aos 54 minutos: foi da autoria de Neres que, num remate de ressaca, fuzilou a baliza de Perin.

Em toda a segunda parte do jogo, a equipa encarnada cheirou o terceiro golo, através de várias situações, entre as quais um remate de Rafa, que voltou a ter oposição sólida de Perin. Só nos últimos 10 minutos é que a Juventus FC voltou a marcar presença no jogo, tendo conseguido duas oportunidades, ambas construídas pelo recém-entrado Di Maria. O extremo argentino deu mais velocidade ao ataque da Juve, mas as ocasiões criadas não foram concretizadas pelos respetivos companheiros de equipa.

O SL Benfica conquistou, assim, a segunda vitória consecutiva na sua caminhada na Liga dos Campeões, demostrando que a sua liderança partilhada neste grupo na liga milionária não é, certamente, um acaso.

 

A FIGURA

David Neres – O avançado brasileiro foi determinante no desfecho do jogo. Na primeira parte, esteve apagado, um pouco como toda a equipa encarnada, e precisou de um tempo para encontrar o ritmo a que estamos habituados. Na segunda parte, foi decisivo, não só porque marcou o golo da vitória, mas principalmente porque, com a melhoria da sua exibição, o ritmo de jogo de toda a equipa subiu também na frente de ataque.

 

O FORA DE JOGO

Fabio Miretti – O jovem médio foi protagonista de uma partida mais cinzenta e acabou por ser o principal culpado pelo penálti que abriu o caminho ao SL Benfica para o empate e, posteriormente, para a vitória. Esperava-se uma prestação mais madura.

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Massimiliano Allegri colocou a equipa a jogar num sistema de 3-5-2, escolhendo o mesmo onze que utilizou no campeonato recentemente. Com a defesa a três, Bremer assumiu a posição de central-direito, geralmente ocupada por Danilo, que hoje passou a ser responsável pela zona centro-esquerda.

No meio-campo, as combinações na lateral esquerda entre Mckennie, Paredes e Kostic foram eficazes no primeiro tempo. Contudo, na segunda parte os médios desaparecem com o domínio dos encarnados no jogo.

Com a entrada de Di Maria e De Sciglio, o sistema tático mudou para um 4-4-2, sendo que Allegri tentou dar mais consistência à defesa e maior velocidade ao ataque. De facto, a troca foi eficaz, tanto que El Fideo conseguiu reanimar a Juventus FC em certos momentos ofensivos, mas acabou por não ser suficiente para chegar ao empate.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Perin  (7)

Bremer (5)

Bonucci (5)

Danilo (5)

Cuadrado  (5)

Mckennie (6)

Paredes  (6)

Miretti  (5)

Kostic (6)

Milik (6)

Vlahovic (5)

SUBS UTILIZADOS

De Sciglio (5)

Di Maria (6)

Kean (5)

Fagioli (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Roger Schmidt fez alinhar a equipa no seu clássico 4-2-3-1. Na primeira parte, os encarnados sofreram com a pressão alta da Juventus FC, sobretudo através do lado esquerdo, com o Kostic, que conseguiu ganhar os duelos a Bah. O lateral direito do SL Benfica não esteve tão firme como esperado na marcação ao sérvio.

Na segunda parte, o SL Benfica entrou melhor e com uma atitude completamente diferente, conseguindo dominar o meio-campo adversário em ambos os corredores, graças a Neres, na direita, e a João Mário, na esquerda.

As transições ofensivas foram frequentes e bem articuladas, chegando facilmente aos últimos 20 metros do terreno com passes rápidos, aproveitando a agilidade de Rafa para rasgar a defesa adversária.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Bah (5)

António Silva (6)

Otamendi (6)

Grimaldo (5)

Florentino(6)

Enzo Fernández (6)

Rafa (7)

João Mário (7)

David Neres (7)

Gonçalo Ramos (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Aursens (-)

Chiquinho (-)

Musa (-)

Diogo Gonçalves (-)

Draxler (-)

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

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