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FC Barcelona 1-0 Atlético de Madrid: Golo do Génio sentenciou o campeonato

João Brandão · 4 min

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O jogo grande da jornada e, com alguma surpresa, o jogo da época, sorriu aos catalães, que foram muito superiores na primeira parte e conseguiram aguentar a tímida reação dos de Madrid no segundo tempo.

O empate dos culés a meio da semana nas Canárias alimentou a crença dos madrilenos em alcançar o Barcelona e conseguir conquistar o título que já vencera em 2014. Tendo conseguido reduzir a diferença de onze para cinco pontos de desvantagem, o Atlético procurava ficar a apenas dois pontos do Barcelona e com supremacia moral para o que resta da época.

As figuras já estavam escolhidas: Messi de um lado, Griezmann do outro. O astro argentino tem sido maestro da orquestra catalã, espalhando magia por qualquer relvado que pisa; já o francês, depois de um início de época bastante apagado, estava numa forma incrível, tendo marcado sete golos nos últimos dois jogos (um poker e um hat-trick)!

Valverde surpreendeu ao deixar Paulinho de fora, lançando o reforço Coutinho no seu lugar. Já Simeone apostou em reforçar o miolo do terreno, colocando nas alas dois médios mais interiores como Saúl e Koke, para fechar espaços nas alas e apoiar o duplo-pivot defensivo Gabi-Thomas.

A primeira parte foi dominada pelos líderes do campeonato, não tendo o Atlético de Madrid conseguido aproximar-se perigosamente da baliza de Ter Stegen. Os primeiros vinte e cinco minutos foram escritos em catalão, mas sem oportunidades claras. Até que apareceu o génio de Messi. Livre à entrada da área, mesmo a jeito do seu pé esquerdo. Já se gritava golo em Camp Nou e ainda o argentino estava a correr para a bola. Oblak bem se esticou, ainda tocou na bola, mas não evitou o inevitável. Bola no fundo das redes e 1-0 para o Barcelona.

 

Golo de Messi fez toda a diferença
Fonte: FC Barcelona

Mais soltos e fiéis à sua identidade de jogo, os blaugrana conseguiam aproximações mais perigosas à baliza adversária através de um jogo posicional quase perfeito. O Atletico apresentava-se com as linhas muito baixas e, estranhamente, estava com um défice de agressividade na pressão. Os centrais do Barcelona não eram pressionados e conseguiam arranjar soluções na frente para sair a jogar, não sentindo a falta do marcado Busquets. Nem em contra-ataque o Atlético conseguia incomodar a baliza adversária.

Ainda na primeira parte, o futebol ficou mais triste: lesão de Iniesta que o impossibilitava de continuar a dar o seu contributo à equipa. Foi aplaudido por 90 000 adeptos, sem exceção. Reza a lenda que alguns adeptos se levantaram e foram embora, pedindo reembolso do valor do bilhete.

Ao intervalo suspeito que os pupilos de Simeone devem ter ouvido das boas do técnico argentino. E a verdade é que o Atlético apareceu muito mais pressionante e mais afoito na segunda parte, em busca de um resultado positivo. O jogo estava mais aberto, com a equipa da capital mais avançada no campo, o que também abria espaços para o Barcelona responder. Simeone não tardou em mexer na equipa, tirando um lateral e um dos pivots para colocar gente na frente. O sangue fresco de Correa dinamizou a equipa e Gameiro ainda viria a colocar a bola no fundo das redes adversárias, mas assistido por Diego Costa em posição irregular.

Também o Barcelona viu um golo ser anulado: Luís Suaréz foi apanhado na armadilha do fora-de-jogo. Apesar da maior iniciativa neste segundo tempo, o Atletico não conseguia criar situações de perigo, nem sequer através de lances de bola parada, e o Barcelona ia conseguindo gerir o jogo e o resultado.

Quando o árbitro apitou pela última vez, cheirava a campeão na Catalunha. O Barcelona foi melhor durante todo o jogo, pese embora a tentativa de reação dos de Madrid no segundo tempo, alargando, assim, a sua vantagem para oito pontos. Muito pode agradecer a Messi, já que só mesmo num lance de génio parecia ser capaz desfeitear Oblak. Já o Atlético pode queixar-se de si próprio e da abordagem falhada ao primeiro tempo, que deitou tudo a perder. Pode agora focar-se na Liga Europa, onde me parece que é o principal candidato ao título.

Foto de capa: FC Barcelona

A FIGURA

Fonte: FC Barcelona

Lionel Messi – quem tem craques destes entra sempre em vantagem para qualquer jogo e, uma vez mais, foi decisivo para a vitória catalã. Continua a bater livres com uma facilidade tremenda e nem o melhor portero da liga espanhola o conseguiu travar neste capítulo, que é um jogo dentro do jogo. Com a saída de Iniesta por lesão, viu-se forçado a pegar nas rédeas da equipa, tarefa que desempenhou com sucesso.

FORA-DE-JOGO

Fonte: Altético de Madrid

Antoine Griezmann – Não que tenha sido o pior em campo, mas pelo valor e pela forma em que estava, esperava-se muito mais do francês. Foi sempre bem anulado pela defesa do Barcelona, quer no meio quer na ala, acrescentando pouco ao ataque do Atleti. Na única oportunidade que teve de visar a baliza de Ter Stegen, rematou para as nuvens, quando tinha tempo e espaço para mais. Perdeu, claramente, o ‘duelo’ com Messi.

João Brandão

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