Marcus Edwards, Adama Traoré… e Vedat Muriqui

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Voltemos então ao conjunto de características que mencionei. Este tipo de jogador, cada vez mais raro dada a “formatação” que cada vez mais existe ao nível da formação, faz falta ao futebol. São estes jogadores que, quando a bola vai a chegar-lhes, fazem os adeptos mudar de posição, ajeitarem-se na cadeira.

Que fazem os adeptos pensarem no que virá a seguir. Edwards no Jamor e Traoré em Camp Nou fizeram isso. Encararam os adversários de frente, “foram para cima deles”, como tantas vezes se diz na gíria do futebol. Num tempo em que o jogo passa tanto tempo a ser formatado com régua e esquadro, é bom que apareçam este tipo de jogadores a fazerem-nos mudar de posição na cadeira.

E ainda em matéria de reforços, aproveito para destacar mais um, muito menos mediático, mas que me impressionou tanto ou mais que os dois anteriores.

Vedat Muriqi assinou pelo Mallorca, equipa que luta pela manutenção na LaLiga, emprestado pelos italianos da Lazio. Depois de 17 golos em cada uma das duas últimas temporadas que passou no futebol turco (Fenerbahçe e Rizespor), o avançado do Kosovo marcou apenas duas vezes em época e meia a jogar em Roma.

Aos 27 anos, este gigante de 1,94 impressionou no primeiro jogo que fez pelo Mallorca. Para a Copa del Rey, em casa do Rayo, bateu o recorde de duelos aéreos ganhos num só jogo, esta época, nas provas profissionais espanholas: 15. E ao segundo jogo, a estreia na LaLiga, voltou a demonstrar toda a capacidade no jogo de cabeça e fez um dos dois golos com que a sua equipa bateu o Cádiz, num jogo determinante para a luta pela manutenção.

Quando foi substituído, os adeptos gritaram pelo seu nome como não é muito normal acontecer com alguém que acabou de chegar. A figura de Muriqui torna-o num jogador ainda mais interessante. Vi apenas um jogo, mas pelo impacto imediato que teve na equipa parece-me ser um nome que vale a pena ter em atenção.

Pedro Castelo
Pedro Castelohttp://www.bolanarede.pt
Desde que se lembra de ser gente que gosta de futebol, mas sabe que se apaixonou a sério pelo jogo em 1994, com 12 anos. Romário liderava o Brasil à conquista do Mundial dos EUA e tornou-se no primeiro ídolo do Pedro Castelo. O “Baixinho” e Iniesta são os seus jogadores preferidos de sempre. Na área da comunicação social desde 1998, o Pedro Castelo é daquelas pessoas com dias que parecem ter mais de 24 horas. Na televisão, é narrador na Eleven e na ZAP (Angola e Moçambique). Na rádio, é coordenador da Rádio Voz de Alenquer e relata na TSF - Rádio Notícias. Na imprensa, também em Alenquer, coordena o jornal Nova Verdade. No online, relata em flashscore.pt.

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