Sevilha FC 2-1 Real Betis Balompié: “El Gran Derbi” decidido com grande primeiro tempo “rojiblanco”

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A CRÓNICA: COM DOIS TEMPOS DISTINTOS, SEVILHA FC É EFETIVO E MANTÉM LUTA PELO TÍTULO DA LIGA ESPANHOLA

Num dérbi com tradição de tensões e disputas, a confusão foi esquecida enquanto os donos da casa não deixavam o seu rival respirar. Através de uma total intensidade e agressividade pelas alas, com Corona e Papu Gómez, o Sevilha FC deu trabalho à defesa do Real Betis Balompié, que segurou como pode o ímpeto do ataque rojiblanco.

O calor inicial do ataque do Sevilha surtiu efeito, começando pelos pés mágicos daquela que pode ser considerada a grande contratação de inverno da equipa de Lopetegui. ‘Tecatito’ Corona driblou de maneira habilidosa o seu marcador e lançou para En Nesyri, que ganhou a disputa contra os defesas e sofreu falta de Claudio Bravo, na grande área. Aos 22 minutos, o calor ofensivo do Seviha já havia ocasionado outros dois momentos passíveis de marcação de penálti, mas desta vez o árbitro confirmou e assinalou o castigo máximo. Assim, Rakitic inaugurou o resultado no Ramón Sánchez Pizjuán.

Enquanto o jogo se encaminhava para o intervalo de maneira morna e mais calma, após o grande início do Sevilha, um lance em que a defesa do Betis ficou paralisada deixou Munir livre, com este a rematar de forma certeira e a ampliar a vantagem da equipa da casa.

Já na segunda parte, com as alterações previstas por Manuel Pellegrini, que deram uma maior prevalência do Real Betis no jogo, Bounou teve trabalho em algumas intervenções.

A marcação do Betis tentou pressionar a saída de jogo do Sevilha, para conquistar novas oportunidades de golo, que até surgiram pelos pés de Joaquín. Porém, o controlo da bola ainda era dos donos da casa, que com total qualidade encontravam certos espaços e, sem qualquer pressa, procuraram diminuir o ritmo de jogo e torná-lo cada vez mais físico.

Perto do fim, foi apenas num livre direto que o Betis conseguiu furar o bloqueio rojiblanco, através do remate certeiro de Canales. Mesmo assim, o relógio marcava 94 minutos e já não dava tempo para continuar a reação da equipa visitante.

Assim, num primeiro tempo atípico naquele que é um dos maiores dérbis da Península Ibérica, o Sevilha estabelece-se como o grande concorrente para atormentar a campanha do Real Madrid CF na luta pela Liga Espanhola. Por outro lado, o Betis perdeu a grande oportunidade para encurtar a diferença para o rival de hoje.

 

A FIGURA

Jesús Corona – Uma das principais contratações do Sevilha nesta janela de inverno, o mexicano, reconhecidamente habilidoso, foi o grande nome do jogo no Ramón Sánchez Pizjuán. Com grande movimentação, ousadia e sem temer um dos dérbis mais tensos da Europa, Corona elevou o nível ofensivo da equipa que segue firme na corrida para conquistar a Liga Espanhola.

 

O FORA DE JOGO

Claudio Bravo – Há mais de um mês sem jogar, o experiente e multicampeão Claudio Bravo teve um dia para esquecer. O fulminante ataque do Sevilha empurrou toda a defesa do Betis em direção à baliza. Neste panorama, Bravo, por alguns momentos, conseguiu segurar as oportunidades, porém cometeu a falta que originou o penálti e ao falhou no remate decisivo do segundo golo do Sevilha.

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

Julen Lopetegui, ao começar o jogo, teve uma grande dor de cabeça ao montar o seu 11 inicial. Com mais de oito desfalques, a melhor defesa da Liga Espanhola sofreu alterações, como a improvisação do médio defensivo Fernando a jogar como defesa. No entanto, a formatação tática manteve-se no mesmo 4-3-3 com grande movimentação e inversão dos extremos, e também com movimentação de Papu Gómez, que servia como fuga da marcação do Betis. Porém, o jogador argentino sofreu uma lesão no meio do jogo, sendo substituído por Munir, que prestou uma função mais agressiva de velocidade pelo lado esquerdo de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bounou (5)

Jesús Navas (6)

Fernando (5)

Diego Carlos (5)

Acuña (6)

Jordán (6)

Delaney (5)

Rakitic (7)

Corona (5)

Papu Gómez (4)

En-Nesyri (8)

SUBS UTILIZADOS

Munir (6)

Gudej (6)

Rafa Mir (6)

Óliver Torres (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL BETIS BALOMPIÉ

O Betis, de Pellegrini, entrou inicialmente com o 4-2-3-1. Porém, a parte defensiva foi amplamente dominada pelas ações do Sevilha. No segundo tempo, o meio campo foi modificado, com as saídas de William Carvalho e de Fékir, que trouxe Canales para o setor mais central do meio-campo, enquanto Ruibial ficou na parte do meio-campo defensivo e Joaquín partiu pelo lado direito de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bravo (7)

Bellerín (5)

Bartra (5)

Víctor Ruíz (5)

Álex Moreno (5)

Rodríguez (6)

Carvalho (6)

Canales (6)

Fékir (4)

Tello (5)

Borja Iglesias (5)

SUBS UTILIZADOS

Joaquín (6)

Ruibal (6)

Akouokou (6)

William José (6)

Kayalu Castro da Silva
Kayalu Castro da Silvahttp://www.bolanarede.pt
Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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