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Chelsea FC 1-1 Eintracht Frankfurt (4-3 g.p): Blues rumam a Baku após jogo de emoções

Gonçalo Miguel Santos · 5 min

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Stamford Bridge encheu-se para receber a segunda mão das meias-finais da Liga Europa entre Chelsea Fc e Eintracht Frankfurt, com os blues na frente da eliminatória após empate a uma bola, há uma semana, na Alemanha. No lado dos ingleses, destaque para a ausência de Kanté, que havia jogado os 90 minutos na primeira mão. Em sentido inverso o Frankfurt, que há 4 jogos não conhecia o sabor da vitória, pode contar com Rebic, um dos jogadores mais influentes da equipa.

Na luta pelo passaporte rumo a Baku, os alemães entraram em desvantagem e por isso mesmo foi o Frankfurt que controlou a partida nos primeiros momentos. Sem receio de impor o seu jogo, os comandados de Hutter proporcionaram a primeira grande oportunidade de golo do jogo à passagem do quarto de hora com Danny da Costa, após passe de Jovic, a rematar de foa da área para uma enorme intervenção de Kepa.

Este momento fez soar o alarme dos blues e o Chelsea conseguiu entrar finalmente no jogo, reequilibrando a posse de bola e impondo um ritmo mais acelerado com os jogadores a executarem com maior velocidade. Na sequência desta subida de rendimento, o Chelsea ameaça primeiramente com uma finalização de Giroud e minutos depois com um excelente cabeceamento de David Luiz.

Emergira finalmente o Chelsea de Sarri e pouco antes da meia hora de jogo, os londrinos colocaram-se em vantagem na partida. Hazard na asa esquerda do ataque, driblou sobre um adversário e desmarcou Loftus-Cheek que na cara de Trapp não perdoou e aumentou a vantagem dos blues na eliminatória.

Até na final do primeiro tempo, a toada do jogo abrandou, mas o Chelsea nunca perdeu o controlo e geria o encontro a seu favor.

Com um agregado de 2-1, a eliminatória estava longe de ficar decidido e numa semana em que o futebol nos mostrou a sua faceta de imprevisibilidade, o Frankfurt torna a entrar bem no jogo, desta feita com as linhas mais subidas e obteve a sua recompensa rapidamente numa jogada eximiamente construída:

Sozinho na frente de ataque, Jovic amorteceu de peito para Gacinovic, que com um passe delicioso devolve ao mesmo e na cara do guarda-redes, o sérvio igualou de novo a eliminatória.

Jović festeja com os adeptos alemães depois de empatar a eliminatória
Fonte: UEFA

Apoiados pelos inúmeros adeptos que viajaram para Londres e galvanizados pelo golo do empate, as águias alemãs assumiram as rédeas da partida e não obstante a escassez de oportunidades, conseguiram inviabilizar por completo o jogo do Chelsea, anulando por completo os principais intervenientes do Chelsea.

Mesmo que com poucas oportunidades, o jogo tornou-se interessante dada a emoção que fez transparecer e o ritmo a que era jogado. As equipas encaminhavam-se para o prolongamento, embora o Frankfurt acreditar sempre que podia gelar Stamford Bridge, ainda assim parte a parte surgiram alguns com remates de perigo que exigiram a maior atenção de Keppa e Trapp, com especial destaque para o excelente remate de Giroud já aos 87 minutos que obrigou o guardião dos alemães a voar.

Com um Eintracht revigorado na segunda parte, na medida em que evoluiu taticamente, o Chelsea foi “encostado”, mas resistiu à crença dos alemães. Resistia, portanto, a igualdade e com a repetição do resultado da semana passada, a decisão seguiu para prolongamento.

Na primeira parte do prolongamento, com superioridade clara no aspeto físico, foi novamente o Frankfurt a dominar com o recém-entrado Sebastian Haller a dispor de duas excelentes oportunidades de sentenciar a eliminatória. Aos 100 minutos, em cima da linha de baliza, prestes a encostar para golo, Haller viu a defensiva dos blues a afastar o perigo e já em período de compensação, na sequência de um canto, cabeceou para um golo certo não fosse o corte providencial de Zapacosta.

Nos últimos 15 minutos de jogo jogado, a tendência inverteu-se e foi o Chelsea quem dominou por completo este momento da partida. Emerson e Zapacosta de longa distância causaram perigo e obrigaram mais uma vez Trapp a aplicar-se para impedir o golo. A bola ainda entrou na baliza, mas o árbitro romeno Ovidiu Hategan considerou que Azpilicueta cometeu falta sobre o guarda-redes do Frankfurt.

O 1-1 teimava em manter-se e o jogo seguiu para as grandes penalidades, nas quais o Chelsea FC saiu vitorioso.

Após um excelente jogo de futebol, a sorte sorriu ao Chelsea, que nesta segunda mão em vários momentos se apresentou muito abaixo de todo o seu potencial. O Eintracht Frankfurt cai de pé após uma excelente campanha europeia, deixando bem patente que também faria boa figura em Baku.

O Chelsea defrontará o Arsenal no dia 29 de maio na final de Baku e procurará conquista a segunda Liga Europa da sua história.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES:

Chelsea: Kepa Arrizabalaga, Azpilicueta, Andreas Christensen (Zapacosta´72), David Luiz, Emerson, Jorginho, Loftus-Cheek (Barkley´86), Kovacić, Willian (Pedro´62), Giroud (Higuain´96) e Hazard

Eintracht Frankfurt: Kevin Trapp, Danny da Costa, Falette, Martin Hinteregger, Abraham,     Hasebe, Gacinović (Paciência´118), Rode (De Guzman´70), Rebić (Haller´90), Jović e Filip Kostić

A FIGURA

Fonte: Chelsea FC

Eden Hazard – Nas noites decisivas os heróis aparecem e não fosse o fraco rendimento coletivo talvez Eden hazard tivesse tido ainda maior destaque. Foi o belga quem maior relevância teve na equipa do Chelsea e com confiança máxima, assumiu o jogo, jogou e fez jogar, assistiu Loftus-Cheek no 1-0 e depois foi decisivo. Encarregue de converter o penalty decisvo, Hazard não vacila e colocou a sua equipa na final da Liga Europa.

O FORA DE JOGO

Fonte: UEFA

Maurizio Sarri – Venceu, mas não convenceu. Adotando uma postura meramente reativa à prestação do adversário, Sarri desperdiçou parte do elevado valor da sua equipa e correu sérios riscos de não seguir em frente na prova. Somente entre os 20 minutos de jogo e o apito para o intervalo foi possível ver aquele que é o Chelsea de Sarri, sendo o resto do jogo um espelho da esperança do Frankfurt em ganhar o jogo. Dia 29 em Baku essa postura poderá custar muito caro, pelo que se exige a Sarri uma outra abordagem à partida.

Foto de Capa: Chelsea FC

Gonçalo Miguel Santos

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