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A Taça da Vingança

Pedro Teles · 3 min

Desta vez foi Pellegrini a levar a melhor Fonte: Dailystar.co.uk

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Na passada semana, o Chelsea, de Mourinho, e o Liverpool, de Brendan Rodgers, brindaram o Manchester City e o Arsenal, respectivamente, com expressivas vitórias – 1-0 e 5-1. Digo expressiva a vitória do Chelsea sobre o City porque foi um jogo que a equipa londrina controlou, não do princípio ao fim, mas durante grande parte do jogo e com relativa tranquilidade, devido à táctica exemplarmente preparada pelo técnico português e, já agora, exemplarmente praticada pelos seus enormes jogadores.

Já em relação ao Liverpool, nada a dizer: aos 20 minutos, já lá moravam quatro, e os jogadores do Arsenal  já se arrastavam em campo.  Este fim-de-semana, recheado de bons jogos a contar para a FA Cup, foi a vez de Pellegrini e Wenger sorrirem no final do encontro, ao eliminarem as equipas que os haviam batido para o campeonato.

Em Manchester, o jogo não teve muita história. O meu texto de há uns tempos sobre esta equipa da cidade de Manchester fez todo o sentido aquando o jogo, visto que não deram qualquer hipótese. O Chelsea mal se viu, num jogo que quase teve apenas um sentido.  Mourinho, por muito bom que seja, não consegue anular duas vezes consecutivas uma das melhores equipas da actualidade, e a jogar em casa então… Poderiam ter acabado o jogo com mais no saco.

Já em Londres, os Gunners conseguiram bater o Liverpool, vingando-se assim da pesada derrota que abalou as aspirações do clube para esta temporada. O 5-1 de Anfield ainda se notou nos jogadores e adeptos do Arsenal, que entraram um tanto ou quanto receosos no jogo e, não fosse o Sturridge a vacilar nas várias ocasiões que teve, no início do jogo, o resultado poderia ter sido semelhante ao de Anfield. No entanto, as bolas não entraram (muito graças a Fabianski, enorme!), e o Arsenal acabou por chegar aos golos através de Chamberlain e de Podolski, que, no decorrer desta semana, veio queixar-se aos órgãos de comunicação social, assumindo que não deveria ter saído do Bayern. Ainda assim, considero Fabianski o melhor em campo. Este 2-1 final muito se deve à estrondosa exibição do guarda-redes do clube londrino, e um pouco ao árbitro também, que cortou as asas ao Liverpool ao não assinalar um penálti, no final do jogo.

City
Jogadores do City festejam
Fonte: Maisfutebol

Outra situação que assola a realidade do futebol inglês são os constantes “mind games” do técnico português José Mourinho, “mind games” esses que são tanto adorados como odiados e que fazem de Mourinho… Mourinho. As novas vítimas do “Happy One” são Manuel Pellegrini e Àrsene Wenger, técnicos dos principais candidatos ao título desta temporada. Têm sido massacrados pelas declarações do treinador do Chelsea por variadas razões: o primeiro porque tem, ao seu dispor, uma equipa de topo e, segundo Mou, deveria ganhar mais; o segundo porque não ganha nada há muito tempo, e se ele (Mourinho) ficasse tanto tempo sem ganhar desistiria da carreira de treinador. Se os “mind games” com Pellegrini começaram por causa dos jogos entre as duas equipas (o que me parece que assim o tenha sido), já com Wenger não foi o que se passou, foi inclusive o técnico francês a abrir a discussão, afirmando que Mourinho tinha medo de fracassar. Ora, picar Mourinho não me parece de todo a melhor decisão, a menos que queiramos peixeirada diária. Às tantas, quer ver se desvia as atenções da descida brutal de rendimento da sua equipa.

Pedro Teles

Redação Bola na Rede · ver artigos

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