Ancelotti para a glória

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O Everton Football Club  encontra-se numa situação periclitante na Premier League e, fruto dessa má classificação, o técnico português Marco Silva foi demitido no passado mês de Dezembro, deixando os Toffees na zona de despromoção.

Para tentar salvar a equipa de Liverpool dessa maré negativa, os responsáveis do Everton foram ao mercado de treinadores e contrataram nada mais nada menos que Carlo Ancelotti.

O italiano, que comandava os destinos do Nápoles, conheceu o mesmo destino do português e era por isso um treinador livre.

A escolha no italiano acabou por surpreender o mundo do futebol, pois um clube de expressão média conseguiu contratar um treinador conceituado. Isto prova a força da Liga Inglesa e os números que vieram a público são avassaladores! O técnico transalpino irá auferir um salário anual de 12 milhões de euros, podendo juntar ainda um bónus de 2.5 milhões de euros, caso o técnico mantenha a equipa na Premier League.

Mas será Carlo Ancelotti o homem certo para mudar o rumo da equipa sediada em Liverpool? Os resultados para já mostram que sim.

Na minha opinião, Carlo Ancelotti é uma boa solução para o Everton. À vasta experiência que o transalpino acumula junta-se um currículo digno dos melhores treinadores do mundo, predicados que para uma equipa na situação actual do Everton são difíceis de enquadrar mas a boa situação financeira dos ingleses resolve esses “pequenos” detalhes. Bastou assinar pelos toffees e logo foram associados nomes de jogadores com “currículo”, a imprensa já veicula que James Rodríguez, pode assinar pelos toffees. Isto claramente é o efeito Ancelotti em ação, já em Nápoles o jogador era um dos alvos preferenciais do técnico italiano.

Pragmático e resultadista pode trazer a tranquilidade que o clube precisa nesta fase. A sua imagem de marca é a aparente calma em situações adversas. Lê o jogo de maneira calculista. Lembro-me dos seus tempos no AC Milan, quando estava a perder, colocava sempre Ambrosini em campo, ora, Ambrosini sendo um trinco na ótica do adepto não fazia muito sentido essa substituição. Este exemplo exemplifica na perfeição como Ancelotti analisa o jogo.

Ancelotti sempre pragmático e circunspecto, é esta a sua imagem
Fonte: Everton FC

O seu início no Everton tem sido positivo. Na recepção ao Burnley os toffees fizeram uma exibição dominadora e a vitória conquistada já nos últimos dez minutos não foi mais que justa. Na jornada seguinte a deslocação a Newcastle, trouxe nova vitória e a consequente saída da zona de despromoção.

Os dois desafios  seguintes seriam dois grandes testes para Carlo Ancelotti e o seu Everton.

Em Manchester, o Everton lutou muito mas acabou por ser dominado pelo City averbando a primeira derrota na era de Ancelotti, no primeiro jogo do ano. Mas os adeptos ansiavam pelo jogo seguinte contra os eternos rivais para a FA Cup.

A história deste jogo foi uma antítese daquilo que são os jogos de Ancelotti, ou seja, vimos um Everton muito ofensivo criando várias oportunidades mas sem conseguir finalizar. A derrota acabou por surgir através de uma obra de arte do menino Curtis Jones, e a crítica não perdeu tempo ao afirmar que perder o jogo com as reservas do Liverpool foi das maiores humilhações que o Everton teve ao longo da sua história.

Ainda a lamber as feridas do jogo com os Reds, o Everton receberia o Brighton e nova vitória pela margem mínima e consequente subida na tabela, ficando as portas dos dez primeiros lugares.

E isto é Ancelotti. Vencedor, sem dar grandes espetáculos, faz o que compete com a sua mentalidade “italiana” mas vencedora.

Pegou num Everton aflito e moribundo, e em pouco tempo já dá esperanças aos adeptos de que a época possa ser tranquila. E tranquilidade é com Ancelotti!

Foto de Capa: Everton FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Silva Ferreira
Tiago Silva Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
O Tiago é uma pessoa que adora desporto, em especial futebol. Tendo praticado andebol e basquetebol, viu que o seu grande talento era a Playstation e por aí ficou! Adora o ciclismo.                                                                                                                                                 O Tiago não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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