Publicidade

Força da Tática: A Netflix não tem dramas assim

João Mateus · 3 min

Força da Tática: A Netflix não tem dramas assim

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Dezembro chegou! Um dia repleto de Derbies, que começou em Londres com o Chelsea FC a vencer o Fulham FC, seguido de um dos melhores jogos do ano no Emirates Stadium – onde Arsenal FC venceu o Tottenham Hotspur FC. Finalmente, em Anfield, o Liverpool FC recebeu o vizinho Everton FC e o Domingo não poderia ter acabado de forma mais emocionante.

Já alguns adeptos estavam a abandonar o estádio, quando Origi capitalizou o erro de Jordan Pickford, transformando um dérbi que tinha aroma a empate, em uma vitória que levou os Reds aos 36 pontos. Marco Silva perde o primeiro jogo desde o final de Outubro, depois do empate em Stamford Bridge e das vitórias frente a Brighton & Hove Albion FC e Cardiff City FC.

Jurgen Klopp abdicou do seu tradicional 4-3-3 em prol de um 4-2-3-1, com Fabinho e Wijnaldum a formarem o duplo pivot de meio campo. Para além do Brasileiro, também Alexander-Arnold e Shaqiri entraram para a equipa inicial depois da derrota em Paris.

Fonte: Sport TV

Firmino ocupava os espaços nas costas de Salah, com Shaqiri e Mané ao seu lado.

Marco Silva não realizou alterações depois da vitória frente ao Cardiff e manteve-se fiel ao seu 4-2-3-1, com Bernard pelo lado esquerdo e Theo Walcott pela direita. André Gomes é nesta fase da época um indiscutível, e a sua parceria com Gueye têm uma correlação direta com o sucesso/insucesso da equipa. Um 4-2-3-1 que, tal como frente ao Chelsea FC, passava a 4-4-2 em Organização Defensiva.

Fonte: Sport TV

Everton | 15 perdas de bola em 25 minutos, os números de uma abordagem proactiva  

No jogo frente ao Chelsea, o momento de Organização Defensiva do Everton, muito bem trabalhado, limitou a capacidade de a equipa agredir o Chelsea em transição ofensiva ou no contra-ataque, na medida em que não conseguiam fazer/não queriam o melhor uso do espaço assim que recuperavam a bola.

Ontem, Marco Silva apresentou uma – algo surpreendente – abordagem diferente. Era expectável um jogo mais direto, utilizando a capacidade física de Richarlison para agredir o Liverpool e evitar perder a bola em zonas recuadas, evitando a contra pressão dos Reds.

via GIPHY

O Everton entrou em Anfield procurando valorizar a posse de bola, iniciando a construção desde trás, procurando transmitir uma mensagem de confiança, tanto para a equipa como para o adversário. Contudo, esta entrada do Everton acabou por colocar o Liverpool perto do golo por várias ocasiões na primeira metade dos primeiros 45 minutos. Nos primeiros 25 minutos, o Everton perdeu a bola por 15 ocasiões.

Uma dessas perdas de bola, na tentativa de sair a jogar desde trás, resultou em uma grande oportunidade desperdiçada por Mané.

via GIPHY

Estas situações de perigo conduziram o Everton a escolher uma abordagem mais direta, abdicando dos centrais para iniciar a construção.

Liverpool | Uma vitória que esconde alguns problemas

Depois de ter desperdiçado várias oportunidades nos primeiros vinte-vinte e cinco minutos, o Liverpool deixou de ameaçar a baliza de Pickford, desde que o Everton abdicou de uma construção mais curta – usando os centrais.

Na segunda parte, com o Liverpool a ter mais bola, foram evidentes alguns problemas dos Reds no momento de Organização Ofensiva. Para ser mais correto, uma abordagem com bola pouco espectável para uma equipa que pretende dominar a Premier League.

via GIPHY

via GIPHY

o Liverpool procurou várias vezes bolas longas para os seus laterais e jogadores da linha ofensiva, com o objetivo de ganhar possíveis segundas bolas ou deixar o Everton recolher a bola para depois pressionar imediatamente em zonas próximas da baliza de Pickford. A contrapressão do Liverpool é uma das, se não a maior, armas ofensivas da equipa de Klopp.

Fonte: Sport TV

Vemos como, pelo posicionamento dos jogadores do Liverpool, as bolas longas e o jogo direto não é fruto do acaso, mas uma forma pensada de chegar ao último terço do adversário. Vários jogadores aproximam-se da zona da bola, congestionado a mesma, o que aumentar a probabilidade de a segunda bola cair nos pés dos jogadores da casa.

Futuro

Um erro de Pickford deu a Klopp uma vitória muito importante para o decisivo mês de Dezembro, tanto a nível interno como europeu. Apesar de derrota, Marco Silva teve uma abordagem bastante positiva, que dá boas indicações para o futuro do Everton. Arrisco-me a dizer que vamos voltar a ver futebol europeu em Goodison Park no curto prazo.

Foto de capa: Liverpool FC

Revisto por: Jorge Neves

João Mateus

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.