Lei de Darwin | Fazer mais e melhor

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Darwin Núñez quer afirmar-se em definitivo no Liverpool FC e promete uma época com mais golos em relação à anterior.

Quando o SL Benfica foi buscar Darwin Núñez ao UD Almeria em 2020, criou-se muita expetativa em torno do avançado uruguaio, na altura com 21 anos. Apesar de vir da Segunda Divisão Espanhola, os 16 golos que marcou em terras de nuestros hermanos convenceram Luís Filipe Vieira a contratá-lo por 24 milhões de euros.

Na Luz começou logo a mostrar que estávamos na presença de um avançado possante, mas ainda com algumas arestas por limar. Se na primeira época de águia ao peito as coisas até não correram mal, na segunda provou em definitivo as qualidades de matador do internacional uruguaio, que apontou 34 golos em todas as competições.

Os golos e as boas exibições deixaram meia Europa louca por Darwin, que também estava desejoso de dar o salto para um grande tubarão europeu. E esse tubarão apareceu vindo da terra dos “Beatles”. O Liverpool FC agarrou com unhas e dentes a pérola sul-americana, numa transferência que rondou os 75 milhões de euros, mais 25 por objetivos. Restava agora saber se iria conseguir entrar no onze de Jurgen Klopp, pois quando se tem a concorrência de Roberto Firmino, Mohamed Salah, Luis Díaz e Diogo Jota, ser titular numa equipa com este calibre ofensivo, é preciso dar muito ao cabedal.

Darwin Núñez foi para o Liverpool FC para se afirmar como um dos grandes avançados mundiais, e a sua primeira temporada nos reds foi muito idêntica à primeira com a camisola do SL Benfica. Não foi titular em todas as partidas, mas ainda assim nos 42 jogos em que participou, fez 15 golos e quatro assistências, o que para uma época de estreia num campeonato tão exigente como é o inglês, não foi nada mau. O objetivo do jogador uruguaio, agora com 24 anos, passa por superar a marca do primeiro ano em Anfield Road, e com a saída de Roberto Firmino para a Arábia Saudita, abre-se uma nova janela de oportunidade para ser titular com mais frequência.

Mas a presente temporada começou com ideias novas de Jurgen Klopp. Nas três primeiras jornadas da Premier League, optou por fazer alinhar de início o neerlandês Cody Gakpo, e deixar de fora Darwin Núñez. Má opção do técnico alemão num jogador que pouco acrescentou à equipa nessas partidas.

O encontro entre Lipervool FC e Newcastle UFC, na terceira jornada, mostrou que foi um erro ter deixado Darwin no banco de suplentes. Os reds perdiam por 1-0, mas aos 77 minutos o avançado uruguaio entrou em cena e deu a volta ao resultado com dois golos, o segundo já em período de descontos.

Essa reviravolta valeu-lhe a titularidade no jogo seguinte com o Aston Villa FC (vitória por 3-0). Darwin não marcou, mas assistiu Mohamed Salah para o terceiro tento do Liverpool FC, e teve participação direta no segundo, um auto-golo de Matty Cash após um remate do uruguaio ao poste.

Não é difícil perceber que o ex-jogador do SL Benfica está com fome de golos, e pode muito bem superar os números da época passada, se começar a ser aposta regular do treinador.

Foi isso que se verificou na sua passagem por Portugal, e até mesmo com a concorrência de Diogo Jota, Luis Díaz e Gakpo (Salah não entra nestas contas), Darwin Núñez está agora um jogador mais maduro, mais confiante e letal dentro da área, e é a escolha certa no onze de uma equipa que quer voltar a ser campeã de Inglaterra.

Rui Alves Maria
Rui Alves Mariahttp://www.bolanarede.pt
O Rui é natural de Tavira. Desde 2003 que a sua residência é em Odivelas e com essa deslocação teve a oportunidade de frequentar e concluir um Curso Profissional de Técnicas Jornalísticas. O jornalismo foi sempre a sua paixão desde muito cedo e o seu gosto pela escrita foi acompanhando essa mesma paixão. No entanto, é no jornalismo desportivo que se sente mais à vontade para desenvolver todas as suas capacidades.

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