Marco Silva: Demasiado competente para a Championship

- Advertisement -

Cabeçalho Liga Inglesa

 

Marco Silva está na moda em terra de Sua Majestade: foram vários os emblemas a perguntar pelo português. E tal não se pode dever ao acaso. Mesmo impotente perante o rebaixamento dos Tigers de Hull City, as suas qualidades ficaram ainda mais visíveis com o interesse suscitado nos seus serviços mesmo sem conseguir evitar uma descida já há muito dada como certa e anunciada… Os media ingleses, com o pouco que viram e conhecem do treinador, já lhe dão destaque. Bem merecido. Vejamos, até ao momento, o técnico tem de se sentir orgulhoso do seu ainda curto currículo: os recordes obtidos no Estoril Praia e Olympiacos são grandes provas disso mesmo. No caso do segundo, dizer que hoje é fácil ganhar na Grécia ao serviço do clube do Pireu já é recorrente, embora as coisas não sejam assim tão simples. Penso que o mérito é posto, em primeira instância, de parte. Portanto, não há mérito em ser campeão em Fevereiro? E no que toca ao Estoril, que dizer sobre o 4º lugar obtido em 2013/14? 54 pontos, mais 9 do que o 5º classificado, Nacional, e a 7 do 3º, FC Porto. Não é para todos…

Em Fevereiro e Março deste ano, com uma série de bons e dignificantes resultados, exibições onde a equipa mostrava um elevado grau de compromisso com o plano do técnico, os media ingleses insistiam muito na possibilidade do milagre de Hull acontecer. Marco Silva, ciente do que pode fazer e que já fez inclusive, respondeu que os repórteres não fizeram o trabalho de casa, que não conhecem o percurso do treinador. E no final, mesmo com a inevitável descida, todos se renderam ao “coach Silva”: até já houve quem lhe chamasse o próximo Mourinho. Mas, fora de exageros (imediatos), digo uma vez mais, o que este treinador já conseguiu fazer não pode ser obra do acaso, não pode ser ignorado.

É de facto especial este homem. A equipa de Hull estava mais que morta. “Jogos tão pobres que nem bola havia.” Jogadores em campo sem ideias predefinidas, sem uma orientação adequada perante os propósitos da partida. Isto até à chegada de Marco Silva. Parece ser uma pessoa que percebe muito disto. Chegou com um plano já delineado, é que o projeto que o Hull lhe apresentara não parecia ser muito atrativo, talvez fosse mais a roçar o desespero… Contudo, talvez tivesse sido o facto do clube pertencer à Premier League que convenceu Marco Silva a aceitar o desafio, e assumir o leme de uma equipa em queda livre. Não só do futebol em si, mas de tudo o que o envolve.

Marco Silva foi reconhecido pelo seu bom trabalho em Hull Fonte: SkySports
Marco Silva foi reconhecido pelo seu bom trabalho em Hull
Fonte: SkySports

 

Uma dessas envolventes, era a comunicação. Algo que antes da sua chegada não era trabalhada, o então técnico Mike Phelan não tinha apostado muito. Pelo menos da melhor maneira. Algo fundamental, mais do que nunca nos tempos que correm, numa era em que a informação circula a altíssima velocidade, que quebra facilmente as mais vincadas fronteiras, e que qualquer pessoa pode fazer uso dela, tanto na emissão, na receção, e na sabotagem da mesma (boatos), facultando-se rapidamente mensagens. Tais mensagens podem ser interpretadas das mais diversas maneiras, consoante contextos, circunstâncias que o público tem à sua disposição.

A plataforma Facebook permitiu ao técnico apostar numa forma de comunicação muito próxima dos adeptos. Isso fez com que os adeptos Hull percebessem de forma direta, e não através de comentadores televisivos (muitas vezes com interpretações sem associação à realidade), as suas ideias, o que queria para determinado jogo, como queria que os adeptos se comportassem durante o jogo, de forma a alcançar o objetivo a que se propôs em Janeiro. Marco Silva coloca “posts” na sua página pública, em que, na minha interpretação, de certa forma descansa os adeptos, pois o conteúdo das suas publicações era composto por frases assertivas e positivas, em que palavras como possível, acreditar, confiar se revelavam chave do plano do treinador para levar a equipa a permanecer na Premier. Todos se uniam perante a causa da manutenção. “Silva is a meticulous and demanding head coach and is extracting far greater levels of effort from his players.”- by Adrian Clarke, in official premier league website. Vejam como uma pessoa bem conhecedora da Premier descreve o perfil de Marco! Traduzindo, Silva é um treinador meticuloso e exigente que está a extrair grandes níveis de esforço dos seus jogadores, para obter resultados desejados.

Diogo Fresco
Diogo Frescohttp://www.bolanarede.pt
Fã de um futebol que, julga, não voltará a ver, interessa-se por praticamente tudo o que envolve este desporto, dando larga preferência ao que ocorre dentro das quatro linhas. Vibra bastante com a Seleção Portuguesa de Futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Barcelona avança por Andreas Schjelderup e Benfica define preço mínimo para vender o extremo

O Barcelona está interessado em contratar Andreas Schjelderup. Águias querem mínimo de 30 milhões de euros pelo extremo.

AC Milan regressa às vitórias com assistência de Rafael Leão frente ao Hellas Verona

Rafael Leão assistiu o único golo da vitória do AC Milan na visita ao Hellas Verona, num encontro da 33.ª jornada da Serie A.

Vizela sofre terceira derrota consecutiva na receção ao Farense

O Vizela voltou a escorregar, na 30.ª jornada da Segunda Liga, com uma derrota caseira frente ao Farense por duas bolas a zero.

Liverpool vence o dérbi nos minutos finais e Nottingham Forest goleia com hat-trick de Morgan Gibbs-White: Eis os resultados da tarde na Premier League

Este domingo, o Liverpool bateu o Everton por 2-1 no dérbi de Merseyside e o Nottingham Forest de Vítor Pereira venceu o Burnley por 4-1.

PUB

Mais Artigos Populares

Jogo do título na Premier League: eis os onzes de Manchester City x Arsenal com portugueses em ação

Este domingo, o Manchester City recebe o Arsenal num jogo decisivo para as contas do título da Premier League. Fica com os onzes oficiais das duas equipas.

Ian Cathro: «Se aos 10′ tivermos de parar porque as coisas não estão a correr bem, o guarda-redes vai ao chão»

Ian Cathro voltou a referir que utilizará as mesmas estratégias dos adversários, algo que já tinha realçado após a derrota frente ao FC Porto.

Bad Bunny em risco de comprometer planos do Atlético Madrid para eventual final de Champions League

O Atlético Madrid está nas meias-finais da Champions League. Chegada à final obrigaria a mudanças na preparação da prova para os adeptos.