“Mou” de regresso contra uns “Red Devils” moribundos

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Premier League a meio da semana… Já tinha saudades, confesso. Como eu, acredito que haja mais pessoas, mas agora não vamos ter tempo para isso: há futebol inglês sem parar, principalmente durante os meses de dezembro e janeiro. Um dos jogos mais interessantes do cartaz desta jornada – que tem ainda um Liverpool FC vs Everton FC – é o Manchester United FC vs Tottenham Hotspur FC. Um jogo que se vem transformando cada vez mais num dos clássicos obrigatórios na agenda de qualquer apaixonado do “desporto-rei”, marca também o regresso de José Mourinho à sua antiga casa.

Espera-se uma partida “quentinha e rasgadinha”, até porque o Tottenham Hotspur, claramente em retoma depois do português ter assumido as rédeas da equipa, joga num Old Trafford que já não é “Teatro dos Sonhos” para os “Red Devils”, mas sim uma espécie de “Cinema de Terror”.

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Quando em janeiro desde ano, pouco depois de ser despedido, o “Special One” disse numa entrevista à BeIN Sports que ter terminado em segundo lugar com o Manchester United na Premier League 2017/18 foi um “dos melhores resultados da sua carreira”, muita gente fez o que ele vaticinou: chamaram-no de maluco. A questão era, como o próprio explicou, como é que um treinador com 25 títulos ao mais alto nível pode dizer uma coisa destas? A sua resposta foi peremptória: “Quem fala não sabe o que se passa nos bastidores”.

A verdade é que as exibições “pós-Mourinho” parecem estar a dar-lhe razão. Há jogadores naquele plantel que, na minha opinião, não têm a qualidade necessária para jogar num clube com os pergaminhos do Manchester United, nomeadamente: Andreas Pereira, Juan Mata – na sua idade e forma atual –, Fred ou Lingaard, apenas para citar alguns. Para além destes, Harry Maguire, central que chegou à equipa este ano por um valor recorde de 80 milhões, já é o capitão de equipa e não demonstra qualidade nem para ser titular, quanto mais liderar uma equipa que é sempre candidata a ganhar todas as competições em que está inserida.

A somar a tudo isto são orientados por alguém que não tem mãos para este carro que lhe entregaram. Ole Gunnar Solskjaer comanda uma equipa com uma pobre ideia de jogo, a viver sobretudo das individualidades de Rashford e Martial (quando não está lesionado) e com uma falta de eficácia defensiva gritante.

À entrada para a 15ª Jornada encontram-se no nono lugar da tabela, com 18 pontos conquistados e já a 22 (!) do Liverpool FC, que é o primeiro. Estão mais perto da primeira equipa abaixo da linha de água, que é o Southampton FC, mais concretamente, a seis pontos.

Mais um dos jogos em que o Manchester United não venceu, mas onde Lindelof (ex-SL Benfica) até marcou
Fonte: Manchester United FC

Já o Tottenham Hotspur, depois de um início fraco com Pochettino, parece querer recuperar um lugar que tem como seu, no “Top Four”. Depois de duas vitórias por 3-2 na PL, há coisas boas e más a registar. A melhor é que, se juntarmos o jogo da “Champions” a meio da semana a estas contas, os londrinos estão com a sua capacidade goleadora de volta: 10 golos em três jogos.

A pior é o momento defensivo, algo que já subsiste desde os tempos do antigo técnico argentino. Nestes mesmos três jogos, a equipa sofreu seis golos, apesar de ter vencido. Há muito trabalho a fazer neste mesmo processo, mas as faltas de concentração de jogadores como Toby Alderweireld ou Jan Vertonghen – que acabam por se inflamar por todo o bloco recuado –, são algo inadmissíveis a este nível. Pode ter algo a ver com o fato de não se sentirem tão “respaldados” pelo guarda-redes Gazzanigga, que teve de assumir as redes dos Spurs depois da grave lesão de Hugo Lloris. No fundo, poderá ter a ver com as sensações que este lhes transmite, resultando em más decisões.

Sem “novos” problemas de lesões, a equipa encontra-se a subir aos poucos na classificação e já está no quinto lugar, com 20 pontos conquistados e cinco jogos consecutivos sem perder em todas as competições.

Em suma, creio que se os “Spurs” vencerem, Solskjaer não resiste. Não sendo o treinador o único culpado, não é com toda a certeza o homem indicado para o posto que ocupa. Até podemos mesmo introduzir outra questão, que liga as duas formações: Se o norueguês sair, será que o clube da casa aposta num dos seus “sonhos antigos”, Mauricio Pochettino, ex-Tottenham Hotspur? Para além do tal segundo lugar em 2017/18, a vitória do Tottenham Hotspur em Manchester seria a segunda melhor coisa que o português fazia pelos Red Devils nos últimos anos…

Foto de Capa: Tottenham Hotspur FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Carlos Ribeiro
Carlos Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Com licenciatura e mestrado em Jornalismo, Comunicação e Cultura, o Carlos é natural de um distrito que, já há muitos anos, não tem clubes de futebol ao mais alto nível: Portalegre. Porém, essa particularidade não o impede de ser um “viciado” na modalidade, que no âmbito nacional, quer no âmbito internacional. Adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica desde que se lembra de gostar do “desporto-rei”.                                                                                                                                                 O Carlos escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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