Já não há grande dúvida, Manchester é mesmo azul

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Em 2009, perguntaram a Sir Alex Ferguson se o Manchester City alguma vez seria favorito num derby. O então treinador dos red devils respondeu: “não enquanto eu for vivo”. A verdade é que não foi preciso muito tempo para o cenário futebolístico da cidade de Manchester sofrer uma inversão quase drástica. A chegada de Sheikh Mansour em setembro de 2008 (ainda antes destas declarações de Sir Alex) e o consequente investimento avultado no plantel resultaram no título da Premier League em 2011/12, o primeiro em 44 anos. O United ainda conseguiu resgatar o título na época seguinte, mas essa foi mesmo a última vez que Manchester se pintou de vermelho para celebrar um título do campeonato inglês.

O histórico dos confrontos entre City e United em competições oficiais ainda é favorável à equipa atualmente comandada por Erik ten Hag. No entanto, a estabilidade dada por Pep Guardiola e o seu estilo de jogo característico que tem vindo a ser implementado desde 2016 faz com que os triunfos do United nas últimas temporadas sejam raros. Encontrar um derby em que a odd dos citizens os coloque como underdogs é uma tarefa cada vez mais difícil.

O jogo deste domingo no Etihad não foi exceção. Com 15 pontos de vantagem antes do apito inicial, o que quase confirmava por si só o título deste artigo, o Manchester City tentava não perder terreno para o líder Liverpool. Já o United, tentava não deixar fugir mais os rivais na luta pelo último lugar de acesso à Champions, após uma derrota comprometedora com o Fulham em Old Trafford.

O golo surgiu primeiro para a equipa forasteira. Destaque para o lançamento longo de Onana para Bruno Fernandes que tocou para Rashford e o viu disparar de fora da área um míssil indefensável para Ederson. Após breves momentos de ligeira intranquilidade, a equipa de Guardiola mostrou-se igual a si própria: grande superioridade em termos de posse de bola (71% à meia hora de jogo) e várias ocasiões de golo que não foram concretizadas por mérito da defesa do United e do guarda-redes camaronês. Ainda na primeira parte, Haaland protagonizou um falhanço digno dos apanhados.

Phil Foden
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aos 56 minutos, o “Iniesta de Stockport” fez das suas e após cortar para dentro, fugindo a Lindelof, desferiu um pontapé indefensável para Onana. Foden viria de facto a ser o homem do jogo, já que a pressão do City não cessou e, naturalmente, o segundo golo surgiu: excelente tabela entre Foden e Alvarez e o internacional inglês remata cruzado para bisar na partida. Haaland, nos descontos, e já com alguma passividade e desconcentração do adversário, aproveitou um erro grave de Sofyane Amrabat e a assistência de Rodri para fechar o marcador com frieza na finalização.

Pontos de Bónus (FPL):

O homem do jogo foi sem dúvida Phil Foden, que arrecadou os três pontos de bónus e, graças aos dois golos apontados, somou 15 pontos nesta jornada da Fantasy Premier League. Erling Haaland voltou a provar que é a melhor escolha de capitão set and forget, arrecadando seis pontos mesmo num jogo em que não teve o protagonismo habitual. Destaque ainda para Rodri que, de uma posição mais recuada do meio-campo, conseguiu duas assistências e 10 pontos (incluindo dois de bónus).

João Pedro Santos
João Pedro Santos
Licenciado e mestre em Biotecnologia pela Universidade de Aveiro, é atualmente estudante do Programa Doutoral em Engenharia Química e Biológica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Tendo a música e o desporto como grandes interesses, dedicou-se recentemente à escrita de artigos de opinião para o projeto Bola na Rede.

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