Publicidade

AS Roma: Para quando o “scudetto”?

Alexandre Ribeiro · 2 min

AS Roma: Para quando o “scudetto”?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab serie a liga italiana

“Estou envergonhado”, dizia Rudi Garcia após a eliminação da Liga Europa contra a Fiorentina. A equipa juntava mais uma derrota e continuava a prolongar o mau momento de forma. O técnico francês, que partia para esta temporada como o homem certo no lugar certo, tem agora de provar aos adeptos do clube que podem confiar em si.

A época de 2014/2015 prometia para os pupilos de Garcia. O investimento feito foi elevado e reuniu craques com experiência a jovens com um potencial enorme. As transferências de Juan Iturbe – ex-Porto –, Konstantinos Manolas, Ashley Cole, José Holebas, Nainggolan (adquirido em definitivo, foi uma das figuras na primeira metade da temporada), Mbiwa, Seydou Keita e Salih Uçan foram feitas de forma perspicaz e juntaram novas armas a Francesco Totti, Gervinho, Miralem Pjanic, Daniele De Rossi, Maicon ou Kevin Strootman.

O planeamento desta época passou por contratar jogadores que encaixassem em posições que tinham falta de qualidade/opções e que tivessem capacidade de elevar o nível da equipa para outro patamar competitivo. Sucintamente, preparou a equipa para ultrapassar o segundo lugar da época anterior.

Se o início foi ambicioso e causou confusão na linha da frente, o Inverno arrefeceu as expectativas do clube da Cidade Eterna. O emblema romano continuou a reforçar-se de maneira a tapar brechas no plantel e foi contratar dois avançados: Seydou Doumbia e Victor Ibarbo. Mais um investimento feito, mais um investimento falhado. O costa-marfinense tem sido uma sombra do jogador potente que brilhava por terras russas e ainda não facturou nos quatro jogos que realizou. A Roma continua a sofrer com a falta de uma referência ofensiva de qualidade, que seja garantia de golos.

Kevin Strootman
Strootman é a baixa mais importante na estratégia da equipa
Fonte: Facebook da AS Roma

As lesões também não têm ajudado e já foram vários os visados nesta época. Kevin Strootman, Maicon, Seydou Keita e Holebas (um dos laterais-esquerdos mais consistentes do futebol europeu) são os actuais clientes do departamento médico e debilitam bastante as opções do treinador francês. O holandês é mesmo uma das ausências mais notadas da equipa. Que falta tem feito. O jogador de 25 anos alia um físico portentoso a uma qualidade técnica notável, dominando com mestria o campo em toda a sua largura.

Três vitórias, oito empates e uma derrota nos últimos doze jogos são um pecúlio demasiado pobre para uma equipa que sonhava tão alto no início da temporada. Mas nem tudo é mau; jovens como Leandro Paredes e Daniele Verde já vão aparecendo na equipa e fazem acreditar num futuro risonho para um clube habituado a grandes jogadores e grandes vitórias. Continuam a faltar títulos.

Foto de Capa: Facebook da AS Roma

Alexandre Ribeiro

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.