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Hellas Verona: O histórico que volta a cair

Gonçalo Tristão Santos · 2 min

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Cabeçalho Liga Italiana

Não é propriamente um dos clubes mais titulados do futebol italiano. Ainda assim, o Hellas Verona tem direito ao seu cantinho na história do calcio, que deve, sobretudo, à Serie A conquistada no já longínquo ano de 1985, apenas três temporadas após garantir a subida da segunda divisão, que conquistou em três ocasiões. Além disso, o clube já disputou o principal escalão do futebol do seu país por trinta e quatro vezes.

Após mais de dez anos longe do convívio entre os “grandes” de Itália, o Hellas Verona voltou à Serie A em 2013/2014 com um objetivo claro: permanecer na Serie A o máximo de tempo possível. Apenas três anos depois do regresso, o sonho dá lugar à desilusão: na sequência de uma péssima campanha no campeonato esta temporada, o clube vai voltar às divisões secundárias italianas, já não há volta a dar.

O Hellas Verona ocupa, a três jornadas do final da competição, a vigésima e última posição da liga, com 25 pontos em 35 jogos. Foram, até agora, somente quatro vitórias em todo o campeonato, onde a equipa tem apenas 30 golos marcados, sendo, por isso, e com naturalidade, o ataque menos concretizador da prova. Aliás, essa terá sido uma das razões da fraca prestação do Hellas Verona esta época: a dificuldade na hora de fazer a bola entrar na baliza adversária.

Luca Toni foi a principal figura do Hellas Verona neste regresso à Serie A Fonte: Francesco Grigolini/Fotoexpress
Luca Toni foi a principal figura do Hellas Verona neste regresso à Serie A
Fonte: Francesco Grigolini/Fotoexpress

Nas duas épocas anteriores, o clube viveu um pouco da inspiração do experiente Luca Toni que, nesse período de tempo, marcou 45 golos em 75 partidas oficiais; números fantásticos para um jogador que muitos consideravam “acabado” – chegou a transferir-se para os Emirados Árabes Unidos, onde ficou muito pouco tempo – ainda para mais numa equipa sem o fulgor ofensivo dos grandes clubes que o avançado representou ao longo da sua carreira. Em 2015/2016, Toni, já com 38 anos de idade, baixou consideravelmente a sua produção ofensiva e conseguiu, até ao momento, o modesto registo de seis golos em 23 jogos oficiais.

Enquanto foi impulsionado por um goleador de classe mundial, agora em clara fase descendente da carreira e com cada vez menos margem para “renascer”, o clube de Verona manteve-se tranquilamente na Serie A, com duas campanhas bastante positivas nas quais conseguiu distanciar-se dos lugares de despromoção, que evitou com distinção. Em 2013/2014, no regresso aos grandes palcos, conseguiu um excelente 10.º lugar a somente três pontos dos lugares europeus, a que se seguiu um 13.º posto. Curiosamente, em ambas as ocasiões, o Hellas Verona terminou a liga melhor classificado que o rival da cidade, o Chievo.

Em suma, foi bastante curto este regresso do clube à Serie A. Andrea Mandorlini, que orientava o Hellas Verona desde 2010/2011, quando ainda disputava a Serie C1, e foi responsável pelo seu regresso à primeira liga de futebol de Itália, teve um péssimo início de temporada e deu o lugar a Luigi del Neri, em novembro. Mas o destino do clube parecia já estar traçado. Agora, resta trabalhar para voltar à Serie A o quanto antes.

Fonte: Francesco Grigolini – Fotoexpress

Gonçalo Tristão Santos

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