Juventus FC 0-1 FC Internazionale Milano: Çalhanoglu castiga “bianconeri”

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A CRÓNICA: FC INTERNAZIONALE MILANO DIZ “PRESENTE” NA CORRIDA PELO TÍTULO

A 31ª jornada do campeonato italiano tinha como jogo cabeça-de-cartaz o Derby d’Italia entre a Juventus FC e o FC Internazionale Milano, jogo que promete sempre grande espetáculo (e polémicas) e que, nesta específica ocasião, era partida-chave para quebrar os equilíbrios da corrida ao scudetto.

O desfecho final foi favorável à equipa de Inzaghi que, graças a um penálti realizado por Çalhanoglu, conseguiu triunfar em Turim e retomar a sua corrida pelo scudetto.

Para sermos honestos, o resultado foi um pouco mentiroso, visto que foram os caseiros a terem mais oportunidades, sobretudo na primeira parte.

A Juventus começou com grande fulgor ofensivo, tentando impor desde os primeiros minutos o seu ritmo de jogo, graças às incursões pela lateral direita de Cuadrado e às iniciativas de Dybala, um dos melhores nas fileiras bianconeras.

O primeiro lance de verdadeiro perigo chegou aos oito minutos: Locatelli, após um fecho incerto de Handanovic, rematou de primeira e atingiu a trave superior.

A grande personalidade da Juventus forçou o Inter a ficar recuado na própria área nos primeiros 20 minutos, em que Dybala, com o apoio de Rabiot e Cuadrado, pareceu o mais inspirado na frente de ataque. Do outro lado, o plantel de Inzaghi, com o passar do tempo, tentou desacelerar o frenético ritmo bianconero, mantendo a posse de bola e fazendo-a circular com Brozovic.

No final do primeiro tempo, aconteceu a ação-chave que decidiu a partida. Morata e Alex Sandro atingiram Dumfries na grande área, que caiu e reclamou um penálti. O árbitro, após consultar o VAR, decidiu conceder a grande penalidade e foi Çalhanoglu que rematou dos onze metros, com Szczesny a defender. Contudo, o árbitro foi chamado novamente ao VAR e decidiu que o penálti devia ser repetido, por causa da entrada antecipada na grande área de de Ligt. Desta vez, o jogador turco acertou com um lance bem potente e marcou o 1-0.

O segundo tempo continuou a ser teatro de grandes emoções, com um jogo ainda muito disputado e vivo, mas sem ocasiões concretas, com a exceção de duas oportunidades de marca bianconera.

A primeira com Vlahovic, que de pé direito, virando-se, mandou fora por uns milímetros. A segunda oportunidade foi de Zakaria, que aos 73 minutos, em grande aceleração, conseguiu rasgar a defesa interista centralmente e libertou um lance com muito veneno, em que Handanovic defendeu para fora.

Inzaghi percebeu que devia defender com unhas e dentes a vantagem. Assim, inseriu Darmian por Dumfries, dando assim mais substância e tranquilidade à linha defensiva nerazzurra.

A escolha foi acertada, tanto que, até o fim, apesar dos repetitivos assaltos da equipa juventina, o Internazionale teve só que controlar a vantagem, levando para casa uma vitória importantíssima e mandando uma grande mensagem a Napóles e AC Milan.

 

A FIGURA

Çalhanoglu – O médio turco meteu o selo sobre um jogo complicado e presenteou o seu treinador com uma vitória absolutamente decisiva. Erra na primeira tentativa contra Szczesny, mas à segunda, com grande coragem, atira rasteiro e forte para a baliza, decidindo um dérbi que relança o Inter na corrida pelo scudetto.

 

O FORA DE JOGO

VlahovicHoje o avançado sérvio não brilhou como é costume, não tanto para falhas suas, mas por mérito de Skriniar, cuja prova defensiva foi sublime. O defensor nerazzurro ganhou a maioria dos confrontos e conseguiu sempre antecipar o atacante juventino, que até conseguiu libertar-se em algumas ocasiões, mas sem criar grandes perigos.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Massimiliano Allegri orientou a equipa para um 4-2-3-1 muito ofensivo, com Vlahovic a ponta-de-lança, apoiado pela tríade Dybala, Cuadrado e Morata, hoje particularmente inspirada, sobretudo o argentino, mas pouco sortuda na fase de finalização.

Na defesa, o reencontrado Chiellini, em eixo com De Ligt, garantiu uma grande solidez na parte mais recuada, anulando as (poucas) iniciativas ofensivas do Inter.

Na lateral direita, Rabiot e Cuadrado deram muitas dores de cabeça a Bastoni e Perisic, que perderam muitas vezes os confrontos com o colombiano. Este deu profundidade às ações ofensivas juventinas, que infelizmente não foram concretizadas em golos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Danilo (6)

De Ligt (6)

Chiellini (6)

 Alex Sandro (5)

Rabiot (6)

Locatelli (5)

Cuadrado (6)

 Dybala (6)

 Morata (5)

Vlahovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Zakaria (5)

Kean (-)

De Sceglio (6)

Bernardeschi (-)

Arthur (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO

Simone Inzaghi dispôs a equipa num 3-5-2, sem grandes surpresas no onze inicial, com Brozovic recuperado e posto a dirigir o meio-campo nerazzurro, decisivo nos momentos mais delicados do jogo.

O médio do Internazionale, de facto, conseguiu no primeiro tempo controlar a ação vigorosa da Juventus, e no segundo, ministrou inteligentemente o meio-campo para defender a vantagem.

Durante o jogo, não tiveram vida fácil os alas laterais do Inter, Dumfries e Perisic, que lutaram inúmeras vezes contra Cuadrado e Rabiot, os quais hoje demostraram uma grande superioridade tanto qualitativa como quantitativa, sobretudo em termos de bolas recuperadas.

Prova incolor para Lautaro Martinez, que quase nunca se mostrou na fase ofensiva e que até foi autor de algumas falhas que podiam custar-lhe caro. Inzaghi substituiu-o por Correa aos 15 minutos do segundo tempo, justamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

Skriniar (7)

D’Ambrosio (6)

Bastoni (5)

Dumfries (6)

Barella (5)

Brozovic (6)

Calhanoglu (6)

Perisic (6)

Dzeko (6)

Lautaro Martinez (5)

SUBS UTILIZADOS

Correa (5)

Darmian (6)

Gagliardini (6)

Vidal (6)

Gosens (-)

 

Rescaldo da opinião de Paola Amore.

Paola Amore
Paola Amorehttp://www.bolanarede.pt
A Paola nasceu e cresceu na Itália, mas há seis anos foi “adotada” por Lisboa, onde atualmente reside. Formou-se em Comunicação e Jornalismo na Sapienza - Universitá degli Studi di Roma, e atualmente está a tirar uma Pós-Graduação na Universidade Católica Portuguesa em Comunicação e Marketing de Conteúdos. Viu a sua primeira partida de futebol com seis anos e nunca mais parou, decidindo que um dia ia tornar jornalista de desporto, sonho que concretizou aos 21 anos, quando adquiri a sua carteira profissional. Adora ouvir os jogos de futebol no rádio, sobretudo Liga Serie A e Liga Portugal, e adora visceralmente o Alessandro Del Piero. É mais fácil encontrá-la em qualquer estádio ou pavilhão - porque também gosta de vólei e futsal – que não na sua casa!

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