A CRÓNICA: UM EXCITANTE INÍCIO DE CAMPEONATO

Hoje regressou a Liga Alemã, uma liga que já nos habituou a esperar um futebol de muita qualidade. Borussia VfL Monchengladbach e FC Bayern Munchen abriram a nova época por terras germânicas.

O início de jogo foi bastante agradável para o espetáculo. Rapidez, energia e muitos remates. Aliás, depois de algumas ameaças vindas do lado esquerdo, o Borussia VfL Monchegladbach surpreendeu o campeão em título e adiantou-se no marcador com um golo saído dos pés de Alassane Plea. Adormecido o todo-poderoso FC Bayern Munchen?

Era hora de mostrar a força bávara e reagir. Como é natural, responderam rapidamente com oportunidades perigosíssimas, incluindo duas bolas falhadas na cara do golo por Lewandowski. Estranho ser ele, não? O empate só não tinha chegado ainda graças a um homem: Yann Sommer. Esteve fenomenal! O problema é que não é fácil parar Lewandowski por muito tempo. Como dizem, “à terceira é de vez” e o polaco empatou a partida com um remate delicioso, às portas do intervalo (42´).

No segundo tempo, o guardião suíço reforçou o estatuto de homem do jogo com mais intervenções espetaculares. Numa batalha de Sommer contra o mundo, o guarda-redes não perdeu.

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O futebol de sentido único passou a dois sentidos, com o Borussia VfL Monchegladbach a despertar e a ameaçar seriamente o 2-1. Depois de uma defesa esforçada de Manuel Neuer, seguiram-se diversos momentos na área bávara. Confusão, falhas e quedas. Muito azar para os da casa.

A partida terminou empatada a uma bola, mas a Liga Alemã começou da melhor forma, com um grande jogo de futebol!

 

A FIGURA

Yan Sommer – Já disse na crónica e volto a dizer: o homem do jogo. Sem dúvida alguma. Ainda com cheiro de Campeonato da Europa, regressou numa forma irrepreensível, manteve a baliza do Borussia VfL Monchengladbach inviolada durante a maior parte do jogo e impediu a vitória do FC Bayern Munchen. Palmas para Sommer, bem merece todo o reconhecimento e créditos nesta noite.

 

O FORA DE JOGO

Thomas Muller – Não foi das melhores noites para o experiente alemão. Zero dribles, zero passes-chave, zero remates e zero cruzamentos com sucesso. Esteve desaparecido em grande parte do jogo e pouco contribuiu no ataque bávaro. Acontece aos melhores e Thomas Muller é certamente dos melhores.

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Alinhados em 4-2-3-1, os comandados de Adi Hutter entraram muitíssimo bem. Em virtude da sua agressividade e pressão alta, foram muito perigosos e acabaram por chegar ao golo. Porém, depois disso, o Borussia VfL Monchengladbach foi encostado às cordas pelo FC Bayern Munchen. A linha defensiva desceu e estavam cada vez mais perto de Sommer. Na segunda parte, foram um pouco mais atrevidos, com mais momentos de perigo. Muitas das vezes, esperavam o erro do adversário e arquitetavam contra-ataques rápidos com poucos toques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (9)

Scally (7)

Elevedi (7)

Ginter (7)

Lainer (6)

Neuhaus (7)

Kramer (6)

Wolf (6)

Stindl (7)

Herrmann (7)

Plea (7)

SUBS UTILIZADOS

Bennetts (6)

Hofmann (6)

Thuram (7)

Bénes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Para abrir a Liga Alemã, Julian Naggelsman organizou a equipa em 4-2-3-1, no qual se deparou com algumas dificuldades nos momentos iniciais (inclusive no golo sofrido). No entanto, acabou por se estabilizar e controlar o jogo, protagonizando inúmeras situações de perigo. No meio campo, Joshua Kimmich assumiu-se como o pêndulo da equipa, enquanto que Leon Goretzka desfrutou de uma maior liberdade posicional e foi importante na condução de bola. É fundamental ainda falar nos laterais, Davies e Stanisic, que foram projetados nas alas, sendo determinantes no processo ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (7)

Davies (7)

Sule (7)

Upamencano (6)

Stanisic (6)

Goretzka (7)

Kimmich (8)

Gnabry (5)

Muller (4)

Sané (6)

Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Sarr (6)

Coman (6)

Musiala (6)

Choupo-Moting (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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