A CRÓNICA: “EFEITO FLICK” FAZ A DIFERENÇA NO DER KLASSIKER

O Signal Iduna Park recebeu o encontro inaugural da 28ª jornada da Liga Alemã, que colocou o Borussia Dortmund frente ao líder Bayern Munchen. É quase um “crime visual”, observar a muralha amarela sem som, sem movimento, sem alegria. Os tempos de pandemia assim o obrigam. A partida terminou com a vitória do Bayern por uma bola a zero, que desta forma, alarga para quatro, os pontos que separam as duas equipas na classificação.

O primeiro quarto de hora foi completamente dividido. Circulação rápida, com ambas as equipas a pressionar alto, intensidade máxima. “Parecem jogos de pré-época”, dizem os entendidos… Porém, sensivelmente a meio da primeira parte, o Bayern assumiu as rédeas da partida. A superioridade não era abismal, mas notava-se sobretudo pela consistência com e sem bola. O Borussia foi para o intervalo encostado às cordas. A pressão do Bayern era asfixiante. Até que, à entrada da área, Joshua Kimmich apanhou a bola à mercê e fez o “chapéu”, inaugurando o marcador (43’). Quem não viu, deve ver.

No regresso dos balneários, os homens da Baviera voltaram com uma mentalidade diferente, aplicando uma circulação de bola mais lenta, como que com a intenção de “adormecer” o adversário, para depois lançar ataques incisivos. O chamado: gerir o resultado. Por outro lado, os da casa mostraram-se algo impotentes perante tais adversidades. Esperava mais deste Dortmund. Ainda assim, não é caso para retirar mérito ao Bayern, que neste momento, parece uma equipa quase imbatível.

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A FIGURA


Hansi Flick – A mão do treinador é notável no percurso deste Bayern, pós Niko Kovak. Uma intensidade de jogo impressionante (ainda mais nestes tempos), aliada a uma mentalidade forte e sede de vitória alemã. Destinado, com certeza, a ter mais sucesso como treinador, do que teve como jogador.

O FORA DE JOGO


(Coletivo) BVB Dortmund – Se antes desta partida, os considerava imparáveis, agora não é bem assim. As lacunas são várias. Desde a falta de banco, a discrepância de qualidade entre setores (por exemplo, defesa e ataque) e a falta de “estofo” ou mentalidade para bater o Bayern. O resultado fixou-se no 1-0, mas a verdade é que poderiam ter sido mais.  Não havendo uma individualidade em maior destaque pelas piores razões, esta distinção vai para o coletivo.

  

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Lucien Favre montou a equipa no seu habitual 3-4-3, convertível em 5-4-1 no momento defensivo. Um sistema que potencia bastante os laterais ofensivos, Guerreiro e Hakimi, bem como o jogo interior de Brandt e Hazard. É conhecida a grande capacidade para “sair a jogar” dos três centrais – peças chave na dinâmica do Dortmund. Na frente, o homem-golo da equipa, que aos 19 anos, já dispensa apresentações: Erling Braut Haaland.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (7)

Raphael Guerreiro (6)

Manuel Akanji (6)

Mats Hummels (6)

Lukasz Piszczek (6)

Achraf Hakimi (6)

Mahmoud Dahoud (7)

Thomas Delaney (6)

Julian Brandt (5)

Thorgan Hazard (6)

Erling Haaland (6)

SUBS UTILIZADOS

Emre Can (5)

Jadon Sancho (6)

Giovanni Reyna (5)

Mario Gotze (5)

Axel Witsel (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MUNCHEN

Do lado dos Bávaros, Hans-Dieter Flick, treinador interino que assumiu o leme e “revolucionou” a forma de jogar da equipa, manteve o sistema predileto. O 4-2-3-1 encaixa perfeitamente nas qualidades dos seus jogadores. Laterais potentes (maior destaque a Alphonso Davies, do que propriamente a Pavard), centrais sólidos e meio campo defensivo algo “híbrido”. Thomas Muller, o “jogador fantasma” nas costas de Lewandowski, enquanto que nas alas, duas flechas apontadas à baliza contrária: Gnabry e Coman.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Alphonso Davies (7)

David Alaba (6)

Jerome Boateng (6)

Benjamin Pavard (6)

Josua Kimmich (7)

Leon Goretzka (7)

Thomas Muller (7)

Serge Gnabry (7)

Kingsley Coman (6)

Robert Lewandowski (7)

SUBS UTILIZADOS

Ivan Perisic (5)

Lucas Hernández (5)

Javi Martínez (5)

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