O Hertha BSC surpreendeu tudo e todos, neste mercado de inverno, sobretudo com a aquisição de Krysztof Piatek – jogador que até à chegada de Zlatan Ibrahimovic ao AC Milan, era dono e senhor da posição mais avançada dos rossoneri. E diga-se que, foi o clube que mais gastou neste mercado: a “módica” quantia de 76 milhões de euros. Finalmente a capital, pode ter uma equipa digna de tal.

Porém, não foi apenas pela contratação do internacional polaco que o emblema da capital germânica captou a atenção dos amantes do futebol. Lucas Tousart (médio do Olympique Lyon) também foi contratado, ainda que permaneça em França até ao final da época. Matheus Cunha (ex-RB Leipzig) e Santiago Ascacíbar (ex-VfB Estugarda) são mais dois dos reforços Hertha.

O primeiro, ponta de lança brasileiro, é considerado uma jovem promessa (como já é hábito, em atletas com o símbolo da Red Bull ao peito). O segundo, chega da segunda divisão da Bundesliga, com o objetivo de entrar no onze escalado por… Jurgen Klinsmann! É verdade, quase me esquecia do técnico com provas dadas, que a direção do clube de Berlim escolheu para liderar este projeto, no que ao futebol jogado diz respeito.

Lukebakio é mais uma das coqueluches, desta feita, das que chegaram no verão
Fonte: Hertha

Ao contrário dos jogadores mencionados que ingressaram no 13º classificado da Bundesliga no decorrer do mercado de inverno, o treinador começou a orientar o suposto maior clube da capital alemã, em novembro de 2019. Um dos primeiros sinais, do nascer de um novo projeto. Mas há que recuar alguns meses atrás, para compreender esta mudança de paradigma.

Em junho do ano transato, o clube anunciou a maior transação da história do principal campeonato alemão. Lars Windhorst, empresário alemão sediado em Londres, desembolsou €125 milhões para adquirir 37,5% das ações da SAD. Em novembro, o magnata gastou mais €99 milhões para ficar com outros 12,4%, chegando ao limite de 49,9% permitido pela legislação do futebol alemão.

Esta janela de inverno foi o primeiro passo de um plano que visa recolocar o Hertha de Berlim na Liga dos Campeões. Contudo, o objetivo mais sério e realista para o que falta desta temporada, será certamente, garantir a permanência no mais alto escalão, o mais depressa possível.

Para o leitor, deixo a questão: será que o Piatek rumou a Berlim a pensar que chega mais rápido à Champions pelo Hertha do que chegaria pelo AC Milan?

Foto de Capa: Hertha BSC

artigo revisto por: Ana Ferreira

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