Publicidade

Ano novo e o mesmo futebol pobre do Brasil

César Mayrinck · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A seleção brasileira aproveitou a última data Fifa para realizar os seus dois primeiros amistosos de 2019. Como é de praxe, lamentavelmente, os dois jogos não foram no país. Incrível como a CBF negocia esses amistosos e não pensa em realiza-los em território nacional. As partidas foram contra o Panamá e a República Tcheca. Duas seleções que não oferecem, ou não deveriam oferecer, adversidade para a seleção brasileira. O Panamá está há mais de um ano sem vencer uma partida. Em doze jogos foram nove derrotas e três empates, já a República Tcheca, que em outrora foi uma incrível seleção, tem as suas limitações e vinha de uma goleada sofrida para a Inglaterra por 5 a 0. Esses são os famosos amistosos “caça-níqueis” pois na prática não se aproveita praticamente nada.

O primeiro amistoso foi contra a seleção panamenha. Talvez a coisa mais válida desse jogo é que foi disputado na cidade do Porto, onde reside milhares de brasileiros e assim puderam, de certa maneira, estar mais um pouco perto da sua terra natal. Agora se tirarmos esse lado saudosista não sobra muito. A seleção brasileira apresentou um futebol pífio e sequer conseguiu ultrapassar o sistema defensivo do Panamá. O resultado de 1 a 1 demonstra a ineficiência ofensiva do Brasil. Embora pese que a seleção da Concacaf tenha jogado com os onze homens no meio de campo para trás, mas isso não justifica a incapacidade que o Brasil teve de agredir o adversário. Vale lembrar que o mesmo Panamá foi facilmente goleado por Bélgica e Inglaterra no Mundial da Rússia.

Fonte: Bola na Rede

Três dias após o empate contra o Panamá o Brasil encarou a República Tcheca, em Praga. Após um primeiro tempo fraco, a seleção insistiu mais na segunda etapa e o atacante Gabriel Jesus marcou duas vezes. Em comparação ao primeiro amistoso, o Brasil teve uma atuação melhor. Contudo, ainda ficou devendo. A transição ofensiva do Brasil não acontece da maneira adequada e as jogadas de ataque da seleção parecem ser bem previsíveis aos adversários. O sistema defensivo também não foi muito exigido. O lado positivo dessas apresentações na Europa foi a boa estreia do atacante do Ajax, David Neres. O jovem revelado pelo São Paulo não se intimidou com a sua estreia na seleção, jogou com bastante personalidade e não fugiu das suas características naturais. Além de Neres, o atacante Everton “Cebolinha”, Grêmio, e o meia Lucas Paquetá, Milan, tiveram boas atuações.

Mês que vem o treinador Tite convocará os jogadores que disputarão a Copa América. A competição será disputada no Brasil e a seleção canarinho tem a maior responsabilidade para levantar o troféu. O Brasil precisa aproveitar o torneio para avaliar se o seu futebol evolui. Isso é mais importante que vencer ou não vencer a competição. O Brasil pode jogar um bom futebol mas perder o título, como também pode jogar um futebol pobre e vencê-lo. Creio que nesse momento, visando a Copa de 2022, é mais válido avaliarmos se o futebol do Brasil evoluiu com o trabalho do Tite.

Foto de capa: Bola na Rede

César Mayrinck

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.