brasileirao

Depois da ressaca do hexacampeonato ganho pelo Corinthians, eis que, curiosamente, mais duas equipas Paulistas se encontravam para um duelo da final da Copa do Brasil – uma espécie de Taça de Portugal, a prova rainha do futebol brasileiro. As únicas diferenças para a nossa bem conhecida Taça é que na Copa brasileira o vencedor apura-se diretamente param a Libertadores – a prova de clubes mais importante da América do Sul. Além disso, o troféu não é tão antigo como o nosso: a primeira edição data de 1989. Recente, portanto.

Os maiores vencedores são o Grémio e o Cruzeiro, com quatro Copas cada um. Segue-se o Flamengo, Coritnhians e agora também Palmeiras, com três cada um, a fechar o pódio. A última diferença em relação à nossa competição é que a final é jogada a duas mãos. Na semana passada o Santos venceu por 1-0, em casa, na Vila Belmiro.

O Verdão entrava no seu estádio, o novo Allianz Parque, portanto, mais pressionado, visto que qualquer resultado que não o empate daria o título ao alvinegro santista. Porém, Dudu bisou já na segunda parte, sendo o último dos golos marcado a cinco minutos do fim. Quando todos pensavam que este ia ser o resultado final e que o Palmeiras levaria a Copa para casa ao fim dos 90 minutos, Ricardo Oliveira – que com 35 anos continua numa forma invejável – tratou de adiar essa decisão para os penáltis.

A festa palmeirense  Fonte: esporte.uol.com.br
A festa palmeirense
Fonte: esporte.uol.com.br

O Porco (mascote do Palmeiras) foi mais feliz na marcação das grandes penalidades e venceu o Peixe (mascote do Santos) por 4-3. Foi uma vitória suada da nação palmeirense, que depois de um ano suado na segunda divisão, em 2013, acaba por fazer um campeonato estável e ainda vence a Copa do Brasil. Esta é uma das maiores torcidas do Brasil. Quanto ao Santos, convém lembrar que desde a saída de Neymar para Barcelona, não logra vencer sequer um título – nem mesmo um Estadual Paulista.

Foi um ano de domínio das equipas de São Paulo, sem dúvida, como há muito não se via. Hoje o Palmeiras pode comemorar: afinal, venceu a sua terceira Copa do Brasil, juntando-se em número de títulos com o já referido Flamengo e com os eternos rivais do Corinthians.

Foto de Capa: blogdojuca.uol.com.br

Comentários

Artigo anteriorHiguaín comanda o sonho napolitano
Próximo artigoAs Arestas por Limar
O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.