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É há quase três anos que estou nesta casa e que escrevo sobre o futebol brasileiro. Curiosamente, nas duas vezes anteriores, quando me foi dada a possibilidade e a oportunidade de falar sobre o campeão brasileiro em questão, ele foi o mesmo: o Cruzeiro. Mas hoje o dia não é dos celestes de Minas Gerais. Hoje o dia é de outro gigante.

Como decerto terão reparado, caros leitores, o título deste artigo é inspirado num dos grandes livros da literatura mundial. Escrito, também o mesmo, por outro Golias dessa área: “Crónica de uma morte anunciada”, Gabriel García Marquez. Um livro que todos devem ler. E quem já o fez sabe o final. Só que, desta feita, o final de que agora falamos é bom. Relembremos.

Palavras? Para quê?  Fonte: blogs.band.com.br
Palavras? Para quê?
Fonte: blogs.band.com.br

Até há bem pouco tempo, o clube que hoje se tornou campeão do Brasil tinha tido uma hecatombe: tinha descido até à Série C (equivalente à terceira divisão) do Brasil. Em pouco tempo, o atual técnico Tite tomou as rédeas do comando técnico e levou o Sport Club Corinthians Paulista a mais um saboroso título. Isto depois de, por exemplo, o mesmo treinador ter ganho mais um título nacional em 2011 e ainda uma Libertadores e Intercontinental, em 2012, entre outros títulos. O Corinthians está, deste modo, de parabéns. Fez uma campanha sólida, através da qual depressa se percebeu que o alvinegro paulista iria levar a melhor sobre a concorrência. E este campeonato tem muito a mão de Tite, mas também de jogadores experientes que compõem o plantel dos Gaviões da Fiel. Os casos de Jadson, do renascido Wagner Love e do nosso bem conhecido Elias são disso exemplo.

Enfim, um título mais do que merecido, de uma das maiores torcidas do Brasil e também das maiores do mundo, em termos de número de adeptos. Tite revela aqui que talvez hoje em dia seja o único brasileiro capaz de comandar com pulso de ferro a seleção canarinha, que tão necessitada está de uma liderança fortalecida. O Corinthians é campeão do Brasil. Hoje a nação alvinegra pode festejar. E garanto – porque já estive em São Paulo – que o foguetório vai durar bem mais que uma noite…

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Foto de capa: www.sportt.com.br

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O Daniel Melo é por vezes leitor, por vezes crítico. Armado em intelectual cinéfilo com laivos artísticos. Jornalista quando quer. O desporto é mais uma das muitas escapatórias para o submundo. A sua lápide terá escrita a seguinte frase: "Aqui jaz um rapaz que tinha jeito para tudo, mas que nunca fez nada".                                                                                                                                                 O Daniel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.