O AS Roma e o Liverpool FC defrontaram-se esta noite, no Estádio Olímpico de Roma, naquela que foi a segunda-mão das meias-finais da Liga dos Campeões. No primeiro confronto, os romanos consentiram uma pesada derrota, 5-2, que só não se revelou fatal pelos golos marcados já na reta final do jogo.

Di Francesco procedeu a várias alterações no onze e mudou mesmo o sistema tático, abdicando da presença de três centrais e juntando Schick a Dzeko no ataque romano. Por outro lado, Jurgen Klopp lançou a sua equipa nos moldes habituais, jogando em 4-3-3 com apenas uma alteração em comparação com o 11 inicial da primeira mão, substituindo Chamberlain, que enfrenta uma grave lesão, por Wijnaldum.

Mesmo estando na memória o milagre diante o Barcelona, no qual recuperou de uma vantagem de três golos, chegar à final adivinhava-se extremamente para o conjunto romano, não só pela desvantagem no marcador, mas também pelo facto de do outro lado estar um Liverpool com uma defesa sólida e um movimento ofensivo simplesmente assustador dada a velocidade e qualidade dos seus executantes.

Sabendo a necessidade da Roma em marcar golos e conhecendo esta equipa do Liverpool seria expectável haver golos logo no primeiro tempo, o que acabou mesmo por se verificar. O primeiro a fazer agitar as redes foi Sadio Mané que após um tremendo sprint de 30 metros recebeu um belo passe de Firmino e bateu Alisson, numa jogada em que Nainggolan não pode ficar isento de culpas pelo péssimo passe que executou. A Roma via a sua missão ainda mais complicada e apesar de não ter criado grandes oportunidades, chegou ao empate ao beneficiar de um lance caricato protagonizado pela defesa dos reds dentro da sua área defensiva com Lovren a aliviar contra Milner que acabou por fazer autogolo. O Liverpool que se sempre teve o controlo do jogo reagiu bem ao golo sofrido e conseguiu voltar à vantagem aos 26 minutos por intermédio de Wijnaldum, que correspondeu com eficácia a um desvio após canto.

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A última metade da primeira parte foi mais temperada com os ritmos de ambas as equipas a baixarem, onde o único motivo de destaque foi um remate de El Shaarawy ao poste esquerdo da baliza dos ingleses.

No regresso dos balneários, a equipa da Roma sabia que tinha de dar tudo para marcar o máximo possível de golos tanto para tentar o milagre e passar à final como, para numa ambição mais realista, vender cara a derrota e cair de pé. Contra esta atitude esteve um Liverpool que procurou assumir um papel de contenção e gestão sem nunca perder o controlo da eliminatória, o que não se verificou ao longo de toda a segunda parte porque a equipa da Roma colecionou algumas oportunidades de perigo, que se concretizadas poderiam ter mesmo relançado a eliminatória. O conjunto italiano chegou ao empate, logo aos 52 minutos, com um golo apontado por Edin Dzeko mas falhou algumas chances de golo e o 3-2 surgiu apenas aos 85 minutos com um grande remate de Nainggolan , sendo por isso tarde demais para se poder assistir a mais um feito histórico no Olímpico de Roma. Aos 93 minutos, o belga bisou na partida ao converter de forma eximia uma grande penalidade, fixando assim o resultado em 4-2, perfazendo o agregado da eliminatória em 7-6 favorável ao Liverpool.

Este último golo deixa bem presente a ideia de que a falta de eficácia pode ter condenado a equipa de Di Francesco, que mesmo assim demonstrou caráter e acabou por “cair de pé”.

Teria de ser uma noite de sonho com um jogo perfeito para a Roma seguir em frente, mas os italianos cometeram erros defensivos que se revelaram fatais. O Liverpool carimba passaporte rumo a Kiev e marcará presença na final Liga dos Campeões, 11 anos após a última vez.

Foto de capa: UEFA